Ravelly

Banda Ravelly
OrigemSanta Izabel do Pará, Pará
PaísBrasil
Gênero(s)Tecnomelody, tecnobrega
Período em atividade20062019
IntegrantesVanda Ravelli – vocal
Max Sandro – DJ
Gerson Fernandes – guitarrista

Banda Ravelly, ou apenas Ravelly, foi um grupo musical de tecnobrega,[1] formado em Santa Izabel do Pará em 2006 pela vocalista e compositora do grupo, Vanda Ravelly.[2]

História

Vanda Ravelly iniciou sua carreira aos 12 anos de idade, integrando diversas bandas, como a Banda Swing Latino, Banda Tribos, Forró Chapéu de Couro e Banda Kassikó. Nessa última, conheceu Max Sandro, que se tornou seu marido, e depois DJ da Banda Ravelly.[2]

Em 2007, DJ Gilmar da aparelhagem Rubi pediu aos DJ's Léo e Deivid que compusessem uma música para ser reproduzida em suas festas. Viviane Batidão indicou sua prima Vanda Ravelly para a tarefa. Na época, Vanda era mãe solteira e enfrentava dificuldades. O custo da produção de "Rubi" foi de apenas R$ 200,00.[3]

Convidada para cantar com sua prima Viviane Batidão, juntas, compuseram o sucesso "Big Som". Após o sucesso, Vanda passou a compor sozinha. Nessa mesma época, compôs a música "Rubi", que faria sucesso com várias bandas, como Banda Djavú, Tecno Show, entre outras. A partir de então, decidiu fundar seu próprio grupo.[2]

A cada vez que a música "Rubi" era executada, o crédito era dado à Vanda Ravelli, mas o público pensava tratar-se de "Banda Ravelly". Por esse fato, Vanda e Max Sandro decidiram batizar o grupo como "Banda Ravelly". O primeiro show da banda foi realizado no réveillon de 2007/2008, na cidade paraense de Paragominas, na casa de shows Barone.[2]

A partir de então, consagraram-se com sucessos como "Maciota Light", "Atração Pit Bull", "Meteoro" e "Rubi". Passaram a fazer shows não só por todo o estado do Pará, mas também em outros estados do país, como Maranhão, Amapá, Tocantins, Bahia, Piauí, São Paulo e Minas Gerais.[2]

Gravaram dois DVDs ao vivo, um no Pará e outro no Maranhão. Em 2010, músicas da banda foram incluídas no CD, lançado pela Som Livre, apenas com os maiores sucessos do movimento tecnomelody da época. Ainda no mesmo ano, lançaram um CD, que obteve sucesso com as músicas "Ravelly Manda Bala", "Ai que som", "Super Fenômeno", "Bateu, Ficou' e "DJ que se garante".[2]

Características musicais

Composições

As canções do álbum de estreia da banda, Envolvendo Você!, são em geral, baladas românticas em que as aparelhagens se tornam cenários de histórias de amor e os DJs paraenses são citados como personagens dessas histórias. A faixa "Rubi", música de trabalho do álbum,[3] é um dueto que narra a separação de um casal, resultante da traição por parte da mulher com o DJ Gilmar – da aparelhagem Rubi, que dá nome a canção.[4] Os DJ's Assayag e Junior Moreno também são mencionados na canção.

Discografia

Álbuns de estúdio

Álbuns de estúdio de Banda Ravelly por ano de lançamento
Ano Título Formato
2008 Envolvendo Você! CD
2010 Uma Pancada de Pressão
2011 O Som da Floresta
2013 Especial 2013

Álbuns ao vivo

Álbuns ao vivo de Banda Ravelly por ano de lançamento
Ano Título Formato Notas
2009 Banda Ravelly (Ao Vivo) DVD
2011 Tecnomelody Brasil Participação, Bloco: Ravelly[5]

Álbuns de compilação

Álbuns de compilação de Banda Ravelly por ano de lançamento
Ano Título Formato
2020 Banda Ravelly, Vol. 01 Streaming
Banda Ravelly, Vol. 02
Banda Ravelly, Vol. 03

Vídeos musicais

Videoclipes de Banda Ravelly por ano de lançamento
Ano Título Diretor(es)
2013 "Amigo Sabo" Maicon Gomes
2015 "Salto Alto" Kleber Vasconcelos e Fabrício Gadelha

Membros

Membros da Banda Ravelly de acordo com o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.[6]

Dançarinos

  • Richarles
  • Douglas
  • Natália
  • Indiane

Legado

Influências

Francielle Paschoanelli Silva no artigo "Tecnobrega – Entre o Estigma e o Status: Um Estudo sobre os Diferentes Significados de ser 'Brega'" (2016) afirma que a banda baiana Djavú fez muito sucesso em todo o país, com músicas que pertenciam, originalmente, à Banda Ravelly, sem dar os devidos créditos.[7] Max Aládio Gomes no artigo "O Tecnobrega no Pará: um estudo de caso a partir da banda Djavú e DJ Juninho Portugal (2008–2011)" coloca que "a [Banda] Ravelly tenha servido como fonte de inspiração à banda Djavú."[8] e "a banda Ravelly lançou as bases para que a Djavú conseguisse [...] alcançar o mercado nacional."[9]

Em 2021, a drag queen Pablo Vittar – que morou em Santa Izabel do Pará durante a infância, cidade em que a Banda Ravelly foi formada – gravou a canção "Ultra Som" em seu álbum Batidão Tropical. A cantora cita os ritmos paraenses, como o tecnobrega e as cantoras paraenses "performáticas", como determinantes para sua formação artística.[10] Em 2024, Pabllo Vittar grava outra canção da Banda Ravelly, desta vez "Rubi" para o Batidão Tropical Vol. 2.[11]

Referências

  1. Azevedo, Rafael José (2018). Brega paraense: uma evolução na cena musical (PDF) (Tese). Cuadernos de Etnomusicología. p. 161. ISSN 2014-4660. Consultado em 10 de dezembro de 2025 
  2. a b c d e f «Banda Ravelly § Dados Artísticos». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Instituto Cultural Cravo Albin. Consultado em 6 de dezembro de 2025. Arquivado do original em 25 de novembro de 2020 
  3. a b Pinto 2011, apud Gomes 2023, p. 37
  4. Silva 2016, pp. 54–55.
  5. «Tecnomelody, o ritmo de Belém do Para em DVD». O Estado. 24 de fevereiro de 2011. Consultado em 6 de dezembro de 2025 
  6. «Banda Ravelly § Componentes». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Instituto Cravo Albin. Consultado em 6 de dezembro de 2025. Arquivado do original em 25 de novembro de 2020 
  7. Silva 2016, p. 48.
  8. Gomes 2023, p. 50.
  9. Gomes 2023, pp. 60–61.
  10. Oliveira, Caio; Costa, Lucas (25 de junho de 2021). «Em conexão com o Pará, Pabllo Vittar canta Companhia do Calypso e Banda Ravelly em novo álbum». O Liberal. Consultado em 6 de dezembro de 2025 
  11. Bonder, Erick (17 de abril de 2024). «Batidão Tropical: Pabllo Vittar comenta regravações e planos para o futuro». NOIZE. Consultado em 13 de dezembro de 2025 

Bibliografia

Ligações externas