Raphael de Andrade Duarte

Raphael de Andrade Duarte
19° Prefeito de Campinas
Períodode 01 de outubro de 1922
até 31 de dezembro de 1922
Antecessor(a)Miguel de Barros Penteado
Sucessor(a)Miguel de Barros Penteado
17° Prefeito de Campinas
Períodode 31 de dezembro de 1920
até 29 de setembro de 1921
Antecessor(a)Heitor Teixeira Penteado
Sucessor(a)Miguel de Barros Penteado
Vereador de Campinas
Período1911-1919
Legislaturas
[nota 1]
1) 7ª Legislatura (1911-1913)
2) 8ª Legislatura (1914-1916)
3) 9ª Legislatura (1917-1919)
Dados pessoais
Nascimento21 de setembro de 1867
Campinas, Província de São Paulo, Império do Brasil
Morte10 de abril de 1958 (90 anos)
Campinas, Estado de São Paulo, Estados Unidos do Brasil
NacionalidadeBrasileiro
ProgenitoresMãe: Ana Francisca de Andrade
Pai: Joaquim Carlos Duarte
Alma materColégio Moretzohn
PartidoRepublicano Paulista (PRP)

Raphael Andrade Duarte (Campinas, 21 de setembro de 1867 - Campinas, 10 de abril de 1958) foi um romancista, historiador, biógrafo, poeta, teatrólogo, jornalista, proprietário rural e político brasileiro. Foi vereador e Prefeito de Campinas, cidade do interior paulista.[1]

Biografia

Filho do Capitão Joaquim Carlos Duarte, fazendeiro e proprietário de escravos campineiro, e de Ana Francisca de Andrade, a qual tinha parentesco com o poeta Guilherme de Almeida, Raphael Andrade Duarte nasceu, no dia 21 de setembro de 1867, em Campinas, que faziam algumas décadas já era oficialmente uma cidade.[1]

A formação de Duarte passou por instituições tradicionais da região, como o Colégio Culto à Ciência, em Campinas, o Colégio São João do Lageado, em Sorocaba, o Colégio São Luís, então localizado em Itu, o Seminário Episcopal de São Paulo, na capital paulista, onde finalmente estudou no famoso Colégio Moretzohn, onde se graduou em Humanidades.[1][2][3][4]

Cultura em Campinas

Antiga sede do CCLA

Durante sua vida, Duarte fundou e dirigiu sociedades literárias e recreativas, incentivou por muito tempo as atividades culturais em sua cidade natal, tendo sido membro nato de comissões promotoras de atos cívicos, espetáculos musicais e sessões comemorativas e literárias.

Santa Casa da Misericórdia de Campinas

Foi um dos fundadores do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA) de Campinas, o que ocorreu em 31 de outubro de 1901, tendo atuado como colaborador, vice-presidente, redator gerente, redator e secretário Geral da revista publicada pela instituição.[1]

Também foi fundador e presidente do Tênis Clube de Campinas, prestou serviços como mordomo na Santa Casa de Misericórdia de Campinas, além de ter contribuído para o Asilo de inválidos (atual "Lar dos Velhinhos"). Também foi presidente da Orquestra Sinfônica de Campinas e sócio do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.[1]

Política

Na política, elegeu-se vereador à Câmara Municipal por cinco legislaturas consecutivas, além de também ter ocupado o cargo de vice-prefeito durante o mandato de Heitor Teixeira Penteado, o qual sucedeu no cargo de Prefeito em 1920, bem como durante alguns mes es do ano de 1922, finalizando sua passagem pela prefeitura.[1]

Livro de Duarte publicado em 1905
Túmulo de Duarte no Cemitério da Saudade

No início de sua administração, defendeu a demolição do Teatro São Carlos e a construção de um novo teatro municipal para Campinas.

Apesar de uma certa oposição na Câmara Municipal, obteve o apoio da maioria dos vereadores, conseguindo aprovar a lei de criação do novo teatro, publicada em 5 de setembro de 1921. Em 10 de setembro de 1930, o Teatro Municipal foi inaugurado na gestão do prefeito Orosimbo Maia.[1]

Em 1922, realizou-se a Exposição Internacional do Centenário da Independência no Rio de Janeiro, ocasião em que havia um pavilhão representando cada estado brasileiro. Pela união de esforços com Álvaro Ribeiro, famoso jornalista e político campineiro, conseguiu-se o feito de obter um pavilhão na exposição, exclusivamente para a cidade de Campinas, onde uma banda musical executou peças de Carlos Gomes, compositor campineiro conhecido internacionalmente.[1]

Faleceu no dia 10 de abril de 1958, em sua terra natal, tendo sido sepultado no Cemitério da Saudade.[5]

Obras

  • Campinas de outr'ora. São Paulo: Tipografia Andrade & Mello, 1905[6]

Notas

  1. Para a enumeração das legislaturas, considerou-se a primeira composição eleita pelo voto, o que ocorreu a partir de 1891, quando se elegeram os vereadores para o período de 1892 a 1895.

Referências

  1. a b c d e f g h SANTOS FILHO, Lycurgo de Castro (25 de abril de 1958). Elogio Fúnebre de Rafael de Andrade Duarte. Campinas: Academia Campinense de Letras (ACL) 
  2. CAMPOS, Eudes (15 de junho de 2007). «Os Pais de Barros e a Imperial Cidade de São Paulo» (html). Consultado em 30 de agosto de 2025 
  3. CAMPOS, Eudes (24 de julho de 2009). «Nos caminhos da Luz, antigos palacetes da elite paulistana» (pdf). Museu Paulista, Universidade de São Paulo. Anais do Museu Paulista. 13 (1). São Paulo. pp. 11–57. ISSN 1982-0267. doi:10.1590/S0101-47142005000100002. Consultado em 30 de agosto de 2025 
  4. VALADARES, Paulo (2006). «Os Mesquitas do "Estadão" Vistos pela Genealogia Judaica» (pdf). Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia (ASBRAP). Revista da ASBRAP (12). pp. 255–274. ISSN 1809-2446 
  5. FANTINATTI, João Marcos (15 de julho de 2007). «Personagem: Raphael Duarte». Consultado em 29 de agosto de 2025 
  6. FANTINATTI, João Marcos (30 de dezembro de 2006). «Curiosidades: Meados do século XIX - Antigas Casas Comerciais». Consultado em 29 de agosto de 2025