Ramón La Féria
| Ramón La Féria | |
|---|---|
| Nascimento | 27 de junho de 1919 Serpa |
| Morte | 24 de maio de 2003 |
| Cidadania | Portugal |
| Alma mater | |
| Ocupação | médico |
| Distinções |
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Ramón Machado de La Féria ComL (Salvador, Serpa, 27 de Junho de 1919 — Lisboa, 24 de Maio de 2003) foi um médico, militar e maçon português.
Biografia
Nasceu na freguesia do Salvador, em Serpa. Era filho varão primogénito do médico cirurgião Ramón Nonato de La Féria, natural de Serpa, filho dum espanhol, e de sua mulher Helena da Ascensão do Prado Machado, doméstica, natural de Beja, e primo-tio de Filipe La Féria.[1] Já quando frequentava o Liceu Camões, em Lisboa, ainda adolescente, era chamado amiúde ao Reitor para receber advertências por causa da sua actividade de propaganda contra o regime político Salazarista.[2]
Nos anos de 1940, de La Féria fez parte dum grupo de trabalho para a reforma do Ensino Secundário em Portugal e, a convite de Mário Soares, ingressou na Direcção Académica do Movimento de Unidade Democrática-Juvenil em 1946.[2]
Era Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, tendo-se especializado em Anestesiologia Cardíaca.[2]
Devido à sua intensa acção contra o regime Fascista, viria a ser detido várias vezes, nomeadamente nos anos de 1940, quando esteve preso cinco meses na Cadeia do Aljube, por ter assinado um documento contra a polícia política.[2]
A 31 de março de 1945, casou civilmente em Lisboa com Maria Helena de Melo e Rocha (Santa Marinha, Vila Nova de Gaia, c. 1916), doméstica, filha de Francisco Tomás da Rocha, natural de Ílhavo, e de Alzira da Silva Melo, doméstica, natural de Albergaria-a-Velha (freguesia de Alquerubim).[1]
Em 1952, foi preso como Oficial Miliciano participante numa revolta militar contra o regime de Salazar, conjuntamente com o Capitão Henrique Galvão e outros Oficiais, permanecendo dois meses e meio novamente na Cadeia do Aljube e, depois, na Cadeia do Forte-Prisão de Caxias.[2]
Em 1968, voltaria a ser preso em Caxias, acusado, mais uma vez, de ser um dos responsáveis fuma acção militar contra o regime Fascista.[2]
Viria a ingressar na Maçonaria em 1973, por proposta do então Grão-Mestre Luís Hernâni Dias Amado, ocupando o cargo de Presidente Interino do Conselho da Ordem do Grande Oriente Lusitano Unido entre 1975 e 1976. Entre 1990 e 1993 foi Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano.[2][3]
A 25 de Julho de 1989 foi feito Comendador da Ordem da Liberdade.[4]
Morreu a 24 de maio de 2003, no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, onde se encontrava internado na unidade de oncologia.[1][2][5]
Referências
- ↑ a b c «Livro de registo de casamentos da 8.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1945-01-01 - 1945-05-20)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 116 e 116v, assento 116
- ↑ a b c d e f g h «Morreu Ramon La Féria». 25 de Maio de 2003. Consultado em 8 de Outubro de 2015
- ↑ «Grão-Mestres do GOL – 1803 – 2011». Consultado em 9 de Outubro de 2015
- ↑ «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Ramón La Féria". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 8 de outubro de 2015
- ↑ «Faleceu Ramon La Féria». Correio da Manhã. 26 de maio de 2003. Consultado em 9 de julho de 2025
| Precedido por Raul de Assunção Pimenta Rego |
Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano 1990 – 1993 |
Sucedido por João Rosado Correia |