Raízen
| Raízen | |
|---|---|
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| Razão social | Raízen S.A. |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | B3: RAIZ4 |
| Atividade | Energia |
| Fundação | 2011 (15 anos) |
| Sede | Rio de Janeiro, RJ, Brasil[1] |
| Área(s) servida(s) | |
| Proprietário(s) | |
| Pessoas-chave | Nelson Roseira Gomes Neto (CEO)[2] |
| Empregados | 45 417 (2023)[1] |
| Produtos | Etanol, açúcar, energia elétrica e distribuição de combustíveis |
| Divisões | Raízen Lubrificantes |
| Lucro | |
| LAJIR | |
| Faturamento | |
| Website | www |
A Raízen é uma empresa integrada de energia brasileira, com presença nos setores de produção de açúcar e etanol, distribuição de combustíveis, geração de energia renovável e lubrificantes.
É a principal empresa no setor sucroalcooleiro do país, sendo a maior fabricante de etanol de cana-de-açúcar do Brasil e maior exportadora individual de açúcar de cana no mercado internacional.
Atualmente, opera uma rede de mais de 8,1 mil postos Shell e cerca de 1,7 mil lojas de conveniência na Argentina, Brasil e Paraguai e emprega mais de 45 mil funcionários.[1][3]
Histórico
A Raízen é uma joint venture, criada a partir da união de parte dos negócios da Shell e da Cosan.[4] As unidades da Cosan responsáveis pelas atividades de produção de açúcar e etanol e cogeração de energia foram integradas na nova empresa.[4] A empresa assumiu também as operações de distribuição e comercialização de combustíveis, no mercado B2B e B2C, sendo responsável por uma rede de postos de serviços e bases de abastecimento em aeroportos do país.[5]
Suas atividades abrangem todas as diferentes etapas de produção, como: cultivo da cana-de-açúcar; fabricação de açúcar e etanol; cogeração de energia; logística; transporte, distribuição, exportação e varejo de combustíveis por meio dos postos de serviço e lojas de conveniência que atuam sob a marca Shell, no Brasil, na Argentina e no Paraguai.[6][7]
Em outubro de 2018 a Raízen concretizou a aquisição dos ativos de refino e distribuição de combustíveis da Shell na Argentina, marcando o início de seu processo de internacionalização.[8]
Em 2019, iniciou a operação da primeira planta de energia solar, começou a construir de uma unidade de produção de biogás e aperfeiçoou a tecnologia da unidade de etanol de segunda geração, além de aumentar os investimentos no Pulse, seu hub de inovação fundado em 2017.[9][10][11] No mesmo ano, foi considerada uma das empresas que os brasileiros mais sonham em trabalhar, segundo pesquisa realizada pelo Linkedln.[12]
Em 2021, foi listada na Forbes Agro100 como a segunda maior empresa do agronegócio brasileiro, com receita estimada em R$ 120 bilhões.[13]
Em relação às certificações, a empresa conta com 21 de 26 unidades com certificação Bonsucro — a maior área certificada no planeta segundo o Relatório Anual 2018–2019 da companhia —, uma exigência da União Europeia (UE) para exportadores de etanol, além de duas plantas em conformidade com o International Sustainability and Carbon Certification (ISCC).[8]
Áreas de atuação

Produção de açúcar
A Raízen é a maior exportadora individual de açúcar no mercado internacional, com produção anual de cerca de 59,7 milhões de toneladas de cana moída. A empresa produz todos os tipos de açúcares do mercado. Desde açúcares líquidos, refinados e cristais até orgânicos e o VHP (Very High Polarization), açúcar destinado à exportação.
Produção de etanol de primeira geração
A empresa é a principal fabricante de etanol de cana-de-açúcar do Brasil e uma das maiores do mundo, com um volume anual de 19 bilhões de litros. Seus produtos são distribuídos tanto para o consumidor final (por meio da rede de postos Shell) quanto para clientes industriais.
Produção de etanol de segunda geração

Em novembro de 2014, a Raízen iniciou a operação de sua primeira planta industrial para a fabricação do etanol de segunda geração[14] em escala comercial. A unidade, localizada em Piracicaba (SP), produziu 16,5 milhões de litros de E2G no ano-safra (2018–2019).[15][16]
O biocombustível é gerado a partir da palha e do bagaço da cana-de-açúcar, subprodutos do processo tradicional[17] de fabricação de etanol e açúcar. Dessa forma, é possível aumentar a produção em cerca de 50% sem a necessidade de ampliar as áreas cultivadas. Segundo dados da Agência Internacional de Energia (AIE), o etanol convencional da cana-de-açúcar é capaz de reduzir, em média, 89% da emissão de GEE se comparado à gasolina.
Além disso, em 2019, a Raízen também começou a fornecer E2G para o grupo Boticário. O E2G faz parte da formulação dos itens de perfumaria da nova linha Nativa SPA Divine Caviar e de quem disse, Berenice?, tornando-se os primeiros produtos cosméticos do mundo a trazer em sua composição um etanol de segunda geração com menor impacto às mudanças climáticas, quando comparado ao etanol tradicional de mercado.[18]
Biogás
Em outubro de 2020 a Raízen inaugurou sua primeira planta de biogás, produzido a partir de resíduos do processo industrial da cana-de-açúcar. A empresa já tem uma segunda planta de biogás em construção, a primeira que será dedicada a produção de biometano - uma alternativa sustentável ao gás natural e ao GLP. O biogás pode ser convertido tanto em eletricidade quanto em gás biometano.
Comercialização e cogeração de energia
A Raízen utiliza o vapor produzido pela queima da biomassa da cana (bagaço, palha e folhas) como fonte de energia térmica e mecânica. O calor obtido é utilizado para processos de tratamento e evaporação do caldo e destilação do etanol. A movimentação do vapor de água possibilita o acionamento de picadores, desfibradores e moendas, além das turbinas produtoras de eletricidade.[19]
Em 2019, a empresa também iniciou a operação da primeira planta de energia planta solar fotovoltaica, apta a comercializar energia nas regiões de Piracicaba (SP) e Campinas (SP). Também começou a construção de uma planta de biogás, que usa resíduos industriais para geração de energia elétrica.[20]
Todas as usinas são autossuficientes em energia elétrica a partir da biomassa, com uma capacidade total instalada de 1 GW. Além disso, a empresa comercializa 2,8 milhões de MWh de energia por ano, em parceria com a parceria da WX Energy.
A comercialização de energia é feita a partir da Geração Distribuída — energia gerada em usinas solares espalhadas pelo Brasil e, então, injetada na rede elétrica.
Eletromobilidade
Em junho de 2022 a Raízen inaugurou seu primeiro eletroposto, posto com estação de recarga para veículos elétricos com a solução Shell Recharge em São Paulo.[21] Toda energia utilizada é de origem 100% limpa e renovável, certificada pelo I-REC Standard, sistema global de rastreamento de atributos ambientais de energia.
Com carregadores de 50kW e 150kW, as estações Shell Recharge podem abastecer veículos elétricos em até 35 minutos.
Distribuição de combustíveis
Além de ser uma das principais distribuidoras de combustíveis do Brasil, em 2019, a Raízen também adquiriu os ativos da Shell na Argentina, somando à estrutura da empresas uma rede com 665 postos.[22] Em 2021, a Raízen também adquiriu 50% da maior distribuidora de combustíveis do Paraguai e, assim, somou mais 350 postos paraguaios com a bandeira Shell.[23]
A Raízen conta com mais de 70 terminais de distribuição e comercializa aproximadamente 25 bilhões de litros de combustível ao ano para mais de 5000 clientes no segmento B2B. Também está presente ainda em mais de 70 aeroportos, onde distribui o combustível para aviação comercial e executiva. Além de abastecer a rede de mais de 7 900 postos de serviço entre os três países.
Lubrificantes
Em 2022, a Raízen fez a aquisição do negócio de lubrificantes da Shell no Brasil, criando a Raízen Lubrificantes. Com isso, a empresa oferta produtos para mais de 50 mil clientes industriais e comerciais, além de 50 milhões de consumidores atendidos em sua rede de postos.[24]
Proximidade
No segmento de proximidade e conveniência, a Raízen tem o Grupo Nós, joint venture entre a Raízen e a Femsa Comercio, atuando com as marcas Shell Select, em lojas de conveniência e OXXO, para mercados de proximidade. Totalizando mais de 1,7 mil lojas e mercados nesses segmentos.
Esse foi o marco da entrada da OXXO no mercado brasileiro.[25]
Patrocínios
Seguindo a tradição da Shell no automobilismo, a Raízen está presente na Stock Car, patrocinando a equipe Shell Racing e os pilotos Atila Abreu e Ricardo Zonta. A marca foi patrocinadora oficial da categoria nas temporadas de 2012 a 2014.
Em 2015, a Raízen investiu na criação da Academia de Pilotos Shell Racing. A iniciativa reúne novas promessas do automobilismo nacional para concorrer em categorias como Super Kart Brasil e Brasileiro de Turismo.
Fundação Raízen
A empresa mantém a Fundação Raízen, uma iniciativa para integrar e capacitar comunidades próximas às regiões de atuação da Raízen. São feitas parcerias com prefeituras, secretarias e instituições para oferecer cursos de pré-aprendiz e capacitação profissional a adolescentes e jovens.
Ver também
Referências
- ↑ a b c d e f «Relatório da Administração e Demonstrações Financeiras Ano-Safra 2023'24». Raízen RI. Consultado em 25 de fevereiro de 2025
- ↑ «Conselhos, Diretoria e Comitê». Raízen RI. Consultado em 26 de fevereiro de 2025
- ↑ a b c d «Relatório de Resultados Ano-Safra 2023'24». Raízen RI. Consultado em 25 de fevereiro de 2025
- ↑ a b «Cosan e Shell criam Raízen; marca Esso sumirá dos postos». G1. 14 de fevereiro de 2011. Consultado em 4 de março de 2023
- ↑ «IPO da Raízen visa acelerar crescimento da joint venture de energia renovável da Shell no Brasil». www.shell.com.br. Consultado em 20 de janeiro de 2022
- ↑ «Raízen estreia na B3 distante dos múltiplos de renováveis». Valor Econômico. Consultado em 20 de janeiro de 2022
- ↑ «Raízen (RAIZ4)». InfoMoney. Consultado em 20 de janeiro de 2022
- ↑ a b «Raízen assume rede de postos e refinaria da Shell na Argentina». Valor Econômico. 2 de outubro de 2018. Consultado em 26 de fevereiro de 2025
- ↑ «Conheça as 8 empresas do setor sucroenergético que estão entre as 50 maiores da Forbes». Consultado em 20 de janeiro de 2022
- ↑ «Pulse, hub de inovação da Raízen, lança chamada pública para startups do segmento de energia | Cana Online». www.canaonline.com.br. Consultado em 20 de janeiro de 2022
- ↑ Digital, Base. «Pulse, hub de inovação da Raízen, completa dois anos e expande suas áreas de atuação». www.raizen.com.br. Consultado em 20 de janeiro de 2022
- ↑ «Top Companies 2019: onde os brasileiros sonham trabalhar». pt.linkedin.com. Consultado em 26 de fevereiro de 2025
- ↑ «Veja a lista das 100 maiores empresas do agronegócio do Brasil». Forbes Brasil. 17 de janeiro de 2022. Consultado em 20 de janeiro de 2022
- ↑ «Etanol de segunda geração | Raízen». Raízen. Consultado em 7 de setembro de 2025. Arquivado do original em 24 de junho de 2017
- ↑ Scaramuzzo, Mônica. «Raízen planeja investir R$ 2,5 bi em etanol de 2ª geração». Exame. Consultado em 26 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 11 de março de 2016
- ↑ «Raízen divulga relatório de desempenho na safra 2018/19». UNICA. 27 de junho de 2019. Consultado em 7 de setembro de 2025. Arquivado do original em 27 de março de 2020
- ↑ «Etanol de primeira geração». Raízen. Consultado em 26 de janeiro de 2016
- ↑ Vivian Tiemi (2 de maio de 2019). «Raízen passa a fornecer E2G ao Grupo Boticário». ceisebr. Consultado em 7 de setembro de 2025. Arquivado do original em 27 de março de 2020
- ↑ «Raízen - Ibaté». Unica. Consultado em 7 de setembro de 2025. Arquivado do original em 20 de setembro de 2017
- ↑ «Raízen inaugura sua primeira planta piloto de Energia Solar em Piracicaba». Canal Bioenergia. 5 de junho de 2019. Consultado em 7 de setembro de 2025
- ↑ «Raízen inaugura primeiro eletroposto Shell Recharge em SP». R7.com. 13 de junho de 2022. Consultado em 2 de setembro de 2022
- ↑ «Quem Somos». Raízen. Consultado em 7 de setembro de 2025. Arquivado do original em 27 de março de 2020
- ↑ «Raízen adquire 50% da maior distribuidora de combustíveis do Paraguai». Valor Econômico. Consultado em 2 de setembro de 2022
- ↑ «Raízen finaliza aquisição do negócio de lubrificantes da Shell no Brasil». Valor Econômico. Consultado em 2 de setembro de 2022
- ↑ Geraldo Samor (6 de agosto de 2019). «Oxxo e Raízen se aliam para explorar varejo de proximidade». Brazil Journal. Consultado em 7 de setembro de 2025

