Cuneitra

| Nome oficial |
(ar) القنيطرة |
|---|
| País | |
|---|---|
| Território disputado | |
| District of Syria |
Quneitra District (en) |
| Conselho regional |
Golan Regional Council (en) |
| Subdistrict of Syria |
Quneitra sub-district (en) |
| Território ocupado | |
| Capital de | |
| Altitude |
942 m |
| Coordenadas |
| População |
153 hab. () |
|---|
| Estatuto |
populated place in Syria (d) |
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| Fundação |
|---|
| Prefixo telefônico |
43 |
|---|---|
| Website |
Quneitra (também grafado Al Qunaytirah, Qunaitira, ou Kuneitra; em árabe: القنيطرة), aportuguesado para Cuneitra,[1] é a capital (em grande parte destruída e abandonada) do governadorato (mohafazah) homônimo.
Está situada no sudoeste da Síria, em um vale das Colinas de Golã, a 1.010 m de altitude,[2] tendo neve no inverno e extremo calor no verão. Fica a 30 km do Mar da Galileia.
Quneitra foi fundada na era otomana como um caravançarai, na rota das caravanas para Damasco. Seu nome em árabe significa 'pequena ponte'.[3]
Mais tarde, converteu-se em uma guarnição militar, estrategicamente localizada nas proximidades da linha do armistício israelo-árabe de 1949, com cerca de 20.000 habitantes.
Em 10 de junho de 1967, às vésperas do final da Guerra dos Seis Dias, Quneitra caiu sob controle de Israel.[4] Foi brevemente recapturada pela Síria, durante a Guerra do Yom Kipur, em 1973, mas Israel retomou o controle, após uma contraofensiva. De fato, ao longo da guerra, a cidade mudara de mãos várias vezes. Finalmente, unidades blindadas - com o apoio aéreo próximo de aviões Phantom e Skyhawk que usaram napalm contra as tropas sírias - fizeram com que os árabes retrocedessem.[5]
Até o início de junho de 1974, Israel manteve o controle da cidade. Esta voltou ao controle civil sírio, depois do acordo de separação, que havia sido firmado em 31 de maio de 1974, com a mediação dos Estados Unidos. A entrega de Quneitra foi controvertida, pois os colonos israelenses,[6] o Likud e o Mafdal se opuseram [7] e até mesmo estabeleceram um assentamento israelense nos arredores, por um breve período. A retirada entrou em vigor no dia 6 de junho de 1974.[8]
A cidade foi quase totalmente destruída antes da retirada israelense.[9] Em 26 de junho, o presidente sírio Hafez al-Assad viajou a Quneitra, onde se comprometeu a reconstruir a cidade e reclamou o restante dos territórios ocupados, nas Colinas de Golan.[10]
Israel foi duramente criticado pelas Nações Unidas pela destruição da cidade,[11] enquanto Israel criticou a Síria por não reconstruir Quneitra.[12]
Atualmente, Quneitra encontra-se na zona da Força das Nações Unidas de Observação da Separação (UNDOF)[13] entre Síria e Israel, a curta distância da fronteira de facto entre os dois países.
Em 6 de junho de 2013, a passagem de fronteira de Quneitra, nas proximidades, foi atacada por forças rebeldes e temporariamente ocupada, antes de ser reocupada pelo exército baathista sírio. Em julho de 2013, forças da oposição atacaram um posto de controle militar em Quneitra e, no dia seguinte, atacaram diversas posições do exército baathista sírio na cidade.
Em agosto de 2014, forças rebeldes capturaram a passagem. Um membro filipino da Força de Paz das Nações Unidas (UNDOF) foi ferido durante o conflito. Como resultado, o governo austríaco anunciou a retirada de suas tropas da missão da ONU.
Em 26 de julho de 2018, o exército baathista sírio reocupou a cidade de Quneitra.
Em dezembro de 2024, a cidade passou a ser controlada por Israel.
Referências
- ↑ Correia, Paulo (Verão de 2025). «Síria — apontamentos para ficha de país» (PDF) (78). a folha – Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias. pp. 7–12. ISSN 1830-7809. Consultado em 21 de janeiro de 2026
- ↑ Bromiley, Geoffrey William (1994). "Golan". En: The International Standard Bible Encyclopedia, Volume two: E-J. Grand Rapids, Mich.: W.B. Eerdmans, p. 520. ISBN 0-8028-3782-4
- ↑ Syria Gate. «Quneitra». Consultado em 3 de outubro de 2011. Arquivado do original em 21 de dezembro de 2008
- ↑ Livni, Israel (1968). Livni's encyclopedia of Israel stamps (catalogue 1969). Tel Aviv: Sifriyat Ma'ariv. p. 195. Consultado em 11 de março de 2010.
El 10 de junio, las autoridades israelíes utilizaron un matasellos, en árabe, Idioma inglés y hebreo, para el correo enviado desde Al-Qunaytirah.
- ↑ «Middle East: The War of the Day of Judgment» Time Magazine, 22 de outubro de 1973.
- ↑ "Settlers insist Israel keeps Golan". The Times, 7 de maio de 1974, p. 6
- ↑ "Criticism in Israel over peace pact's concessions to Syria". The Times, 30 de maio de 1974, p. 7
- ↑ "Israel-Syrian disengagement goes into effect today after detailed plan is signed in Geneva". The Times, 6 de junho de 1974, p. 6
- ↑ «SYRIA: Returning to Quneitra» Time, 8 de julho de 1974.
- ↑ "Egypt offers air force to defend Lebanon". The Times, 26 de junho de 1974, p. 6
- ↑ Assembleia Geral das Nações Unidas (29 de novembro de 1974). «Resolução 3240 da Assemblea Geral das Nações Unidas» (em inglês)
- ↑ Rabinovich, Abraham. The Yom Kippur War: The Epic Encounter that Transformed the Middle East (em inglês). Nueva York: Schocken Books. p. 492. ISBN 0805211241. Consultado em 1 de março de 2010
- ↑ Centro de Informação das Nações Unidas - UNIC Rio Conselho de Segurança renova mandato de operação de paz nas Colinas de Golã Arquivado em 19 de agosto de 2011, no Wayback Machine.. 5 de julho de 2010.