Quemadmodum

Quemadmodum
(pt: Enquanto)
Carta encíclica do papa Pio XII
Orientales omnes Ecclesias Deiparae Virginis Mariae
Data 6 de janeiro de 1946
Assunto Sobre o cuidado pelas crianças destitutas do mundo
Encíclica número 9 de 41 do pontífice
Texto em latim
em português

Quemadmodum (em português: Enquanto) é uma encíclica do Papa Pio XII em que o pontífice pede pelo cuidado pelas crianças destitutas depois da Segunda Guerra Mundial. O documento foi publicado em 6 de janeiro de 1946, durante a Festa da Epifania, sendo fortemente apoiado por católicos do Novo Mundo, em especial nos Estados Unidos, Brasil, Argentina, México e Canadá.[1]

O tema sobre as crianças afetadas pela guerra já tinha sido tratado antes pelo Papa Bento XV após a Primeira Guerra Mundial, em sua encíclica Paterno Iam Diu, publicada em novembro de 1919.[2]

Resumo

O Papa destaca que, durante a Segunda Guerra, ele se utilizou de todas as suas forças possíveis para persuadir o mundo a terminar o conflito e garantir um futuro pacífico baseado na justiça, equidade e no direito. Ao fim do conflito, o Pontífice deixou nada por fazer em relação à questão de prover para nações destruídas pela guerra.[carece de fontes?]

Há milhões de crianças inocentes em diversos países sem as necessidades básicas da vida, sofrendo por fome, frio e doença. Embora o Papa e suas organizações tenham ajudado muitas delas, suas forças são insuficientes perante a imensa tarefa. Dessa forma, Pio XII pede aos bispos do mundo auxílio nas obras de caridade da Igreja.[3]

O Papa ainda ordena que um dia de orações públicas seja instituído em cada uma das dioceses católicas com o objetivo de admoestar e exortar os fiéis à oração e a caridade. Ainda é citada um trecho da parábola das Ovelhas e Bodes (também conhecida por "Julgamento das Nações").[4]

Por fim, o Pontífice destaca que cada uma dessas crianças serão os pilares da próxima geração, e portanto é essencial que elas cresçam saudáveis de corpo e mente. Ninguém deve hesitar, por consequência, em contribuir com seu tempo e recursos para uma causa tão oportuna e essencial. Os menos abastados devem dar o que podem com uma mão aberta e coração decidido. Aqueles que possuem recursos devem refletir e lembrar que a indigência e a fome daquelas crianças serão uma grave testemunha contra eles perante Deus. Eles devem ser convencidos que a sua liberalidade não será uma causa de perda, mas sim de ganho. Aquele que dá para os pobres "está emprestando a Deus" que, em Seu próprio tempo, irá retornar sua generosidade com juros abundantes.[5]

Referências

  1. Pollard, John (30 de outubro de 2014). The Papacy in the Age of Totalitarianism, 1914-1958. [S.l.]: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-920856-2. doi:10.1093/acprof:oso/9780199208562.001.0001. Consultado em 2 de fevereiro de 2026 
  2. Reid, Charles J. (2008). Jackson, Timothy, ed. «Children and the Right to Life in the Canon Law and the Magisterium of the Catholic Church: 1878 to the Present». University of Saint Thomas School of Law. University of Saint Thomas Legal Studies Research Paper No. 07-33: 25. Consultado em 1 de fevereiro de 2026 
  3. Pacelli, Eugenio (1946). «3». Quemadmodum. Vaticano: [s.n.] 
  4. Pacelli, Eugenio (1946). «5». Quemadmodum. Vaticano: [s.n.] 
  5. Pacelli, Eugenio (1946). «6». Quemadmodum. Vaticano: [s.n.] 

Ligações externas