Puxinanã
Puxinanã | |
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| Município do Brasil | |
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| Hino | |
| Lema | União, Trabalho, Desenvolvimento |
| Gentílico | puxinanãense |
| Localização | |
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![]() Puxinanã |
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| Mapa de Puxinanã | |
| Coordenadas | 🌍 |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Paraíba |
| Região metropolitana | Campina Grande |
| Municípios limítrofes | Campina Grande, Pocinhos, Montadas e Lagoa Seca |
| Distância até a capital | 121 km |
| História | |
| Fundação | 1962 (64 anos) |
| Administração | |
| Prefeito(a) | Eleuza Barbosa (Republicanos, 2025–2028) |
| Características geográficas | |
| Área total [1] | 73,673 km² |
| População total (estimativa populacional - IBGE/2011[2]) | 12 995 hab. |
| • Posição | PB: 66º |
| Densidade | 176,4 hab./km² |
| Clima | Semiárido |
| Altitude | 657 m |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 58115-000 |
| Indicadores | |
| IDH (PNUD/2000 [3]) | 0,628 — médio |
| PIB (IBGE/2008[4]) | R$ 54 893,767 mil |
| • Posição | PB: 58º |
| PIB per capita (IBGE/2008[4]) | R$ 4 147,31 |
| Sítio | http://www.puxinana.pb.gov.br (Prefeitura) |
Puxinanã é um município brasileiro localizado no estado da Paraíba e pertencente à Região Metropolitana de Campina Grande. É conhecida como a "Cidade dos Lajedos” e “Terra do Melhor Beiju do Mundo”.
Demografia
Sua população em 2011 foi estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 12 995 habitantes,[2] distribuídos em 73 km² de área. A maioria de seus habitantes residem na zona rural, caracterizando-o como um município de aspecto agropecuário.
Etimologia
Etimologicamente, o nome do município vem do tupi puxi–nanã e significa "ananás incomestível", em referência ao fruto da bromélia, semelhante a um abacaxi.[5]
Características
Em questão a religiosidade, os destaques são as duas principais vertentes do cristianismo, como o catolicismo, tendo como templo a "Igreja Nossa Senhora do Carmo" (maioritariamente professada pela população) e o protestantismo, destacando-se a igreja evangélica Assembleia de Deus, cujo número de adeptos cresce em ritmo acelerado. A festa da padroeira do município ocorre no dia 16 de julho, na qual anualmente são realizados diversos eventos durante a semana, entre eles, "MotoMaria" (Procissão feita por motos), desfile de moda frio com as lojas da cidade, Exposição de artesanatos, quermesses e o Baile das Flores, onde uma boneca (moça) representa uma flor em cada comunidade pertencente à Paróquia, no encerramento tem uma chuva de pétalas para Nossa Senhora do Carmo e uma procissão com um andor da imagem peregrina da santa, por algumas ruas do município. Muitas pessoas mostram aos jovens aspectos de uma tradição antiga, que é a de enfeitar a porta das casas onde a imagem irá passar.
O município desfruta de um comércio razoável, que permite o suprimento de necessidades fundamentais aos moradores, oferecendo-lhes uma qualidade de vida razoavelmente boa, se comparada com cidades de mesmo porte e da mesma região.
Em 2008, o município se encontrava com um grave problema de falta de água, pois não choveu suficiente para reparar a perda de água do açude que, por não ter sido alimentado pela sangria das barragens superiores, ameaçou atingir o estado de calamidade pública. O açude esteve em estado de observação com apenas 6,7% de volume total. Se esse valor baixar para 5% o açude entra em situação crítica.
A Estação Ferroviária de Puxinanã foi uma estação ferroviária localizada no município de Puxinanã, que até 1961 fazia parte de Campina Grande, na Paraíba. O Trecho entre Campina Grande e Puxinanã foi inaugurado em 4 de abril de 1951 a estação foi demolida nos finais do século XX. Hoje apenas se encontram resquícios do que foi, como placas de "para, olhe e escute" e pedaços da linha do trem. Há comentários da população mais velha sobre a antiga linha de trem.
Festa da Mandioca
A Festa da Mandioca já faz parte do calendário cultural de Puxinanã, celebrando a Manihot Esculenta Crantz, a tradicional mandioca, base da agricultura local, essencial na alimentação humana e animal e matéria-prima para a produção de farinha e amido. Em sua 11ª edição, em 2025, o evento mostrou toda a força dessa raiz tão emblemática, reunindo uma grande exposição de caprinos, concurso gastronômico, palestras, a primeira GINCANDIOCA, uma competição animada entre as escolas, e os tradicionais shows que movimentaram a cidade com atrações renomadas.
Entre tantos destaques, a produção do beiju ganhou um espaço especial. Herança das antigas casas de farinha do Nordeste, essa tradição permanece viva em Puxinanã, que hoje é reconhecida como a terra do Melhor Beiju do Mundo.
Para a prefeita Eleuza Barbosa, que já foi secretária de Educação, essa identidade cultural fortalece a cidade: “Nosso município não é só referência em educação, mas também na cultura da mandioca, na produção do beiju e no artesanato, com grandes expoentes como Rivel Filho.”
O cenário de crescimento também é percebido por quem vive o dia a dia da comunicação local. “Puxinanã vive um momento de grande ascensão na culinária voltada à mandioca. É uma riqueza que, além de gerar renda, sustenta muitas famílias”, afirma Armando Lessa, social media manager.
O encantamento ultrapassa as fronteiras do município e alcança visitantes que se surpreendem com a organização e o acolhimento. “Conheci Puxinanã e fiquei encantado com as festas e toda a gestão, muito diferente das demais cidades ao redor”, ressalta o empresário e jornalista pernambucano Jorge Sá.
Assim, a Festa da Mandioca reafirma o orgulho de um povo que valoriza suas raízes, preserva suas tradições e transforma cultura em desenvolvimento.
Geografia
O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005.[6]
Referências
- ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010
- ↑ a b «Estimativa Populacional 2011». Estimativa Populacional 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2011. Consultado em 10 de agosto de 2012
- ↑ «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008
- ↑ a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010
- ↑ Horácio de Almeida (1978). História da Paraíba, Volume 1. [S.l.]: Editora Universitária/UFPB
- ↑ Secretaria de Políticas de Desenvolvimento Regional (2005). «Nova Delimitação do Semi-Árido Brasileiro». Relatório do Ministério da Integração Nacional. Consultado em 3 de junho de 2013




