Psygmatocerus wagleri

Psygmatocerus wagleri
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleoptera
Subordem: Polyphaga
Família: Cerambycidae
Subfamília: Cerambycinae
Tribo: Torneutini
Género: Psygmatocerus
Espécie: P. wagleri
Nome binomial
Psygmatocerus wagleri
Perty, 1828[1][2][3]
Distribuição geográfica
O besouro P. wagleri é distribuído na região neotropical; do leste do Brasil, em sua faixa litorânea e em habitat de Mata Atlântica, à Argentina, Bolívia e Paraguai.
O besouro P. wagleri é distribuído na região neotropical; do leste do Brasil, em sua faixa litorânea e em habitat de Mata Atlântica, à Argentina, Bolívia e Paraguai.
Sinónimos
Phaenicocerus dejeanii Gray, in Griffith & Pidgeon, 1831
Prionus suturalis Perty, 1832
Psygmatocerus elegans Lane, 1939
(Biodiversity Literature Repository)

Psygmatocerus wagleri é um inseto da ordem Coleoptera e da família Cerambycidae, subfamília Cerambycinae;[1][2] um besouro cujo habitat são as florestas tropicais da região neotropical na América do Sul, distribuído do Brasil (entre o Maranhão e o Rio Grande do Sul, em habitat de Mata Atlântica, incluindo Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina;[4] mas há também holótipo proveniente do Mato Grosso do Sul, quando Lane o classificou como Psygmatocerus elegans, seu sinônimo)[5] até a Bolivia (em Santa Cruz), Paraguai e Argentina (em Misiones, Tucumán, Chaco e Corrientes);[4] a espécie, descrita em latim com este nome em 1828, por Maximilian Perty, na página 88 da obra Delectus animalium articulatorum : quae in itinere per Brasiliam, annis MDCCXVII-MDCCCXX : jussu et auspiciis Maximiliani Josephi I; o seu holótipo coletado em "Prov. Minarum." (Minas Gerais).[1][2][6] De acordo com o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) Psygmatocerus wagleri é a única espécie brasileira do gênero Psygmatocerus[1] e também sua espécie-tipo.[7]

Biologia, descrição e dimorfismo

Os besouros da família Cerambycidae recebem a denominação geral serra-paus (-pl.);[8] as suas larvas sendo chamadas "coleóbrocas" por atacar a madeira;[9] segundo Ângelo Moreira da Costa Lima, esta espécie sendo broca do bálsamo-do-peru (Myroxylon peruiferum) e do jacarandá-banana (Swartzia langsdorffii)[3][10] e também atacando Citrus e Eucalyptus.[11] Psygmatocerus wagleri mede aproximadamente 4.2 centímetros de comprimento; os machos sendo dotados de características antenas com lamelasː lâminas muito delgadas e muito longas,[12][13] semelhantes a um pente ou leque, no seu dimorfismo sexual as fêmeas sem tal característica.[14][15][16] Na extremidade posterior de cada élitro de coloração castanha, nos machos, há um espinho curto e muito afiado. Possui olhos compostos relativamente grandes e a parte inferior do corpo é coberta por pelos castanho-amarelados.[12]

Ligações externas

Referências

  1. a b c d «Psygmatocerus wagleri Perty, 1828». SiBBr - Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. 1 páginas. Consultado em 15 de dezembro de 2025 
  2. a b c «Psygmatocerus wagleri Perty, 1828» (em inglês). GBIF. 1 páginas. Consultado em 15 de dezembro de 2025 
  3. a b LIMA, Costa (1953). «Família CERAMBYCIDAE, in Insetos do Brasil» (PDF). Escola Nacional de Agronomia (cerambycoidea.com). p. 98-99. 142 páginas. Consultado em 15 de dezembro de 2025. Psygmatocerus wagleri Perty, 1828 (fig. 66). Broca do óleo vermelho (Myroxylon peruiferum = Myrospermum erythroxylon) no Rio de Janeiro (ARISTOTELES SILVA & DJALMA DE ALMEIDA, 1941) e em São Paulo (BONDAR, 1937). Segundo COLEOPTERA 99 MONTE (1951) é broca de Swartzia langsdorfii (manga brava) (Leguminosae). 
  4. a b Monné, Miguel A. «Psygmatocerus wagleri Perty, 1828» (em inglês). Biodiversity Literature Repository (Zenodo). 1 páginas. Consultado em 15 de dezembro de 2025 
  5. Museu de Zoologia da USP. «Psygmatocerus elegans Lane, 1939 (Cerambycidae: Cerambycinae: Torneutini) HOLOTYPE» (em inglês). Cerambycids.com. 1 páginas. Consultado em 15 de dezembro de 2025 
  6. Spix, Johann Baptist von; Perty, Maximilian; Martius, Karl Friedrich Philipp von; Siegrist, Wilhelm (1830–1834). «Delectus animalium articulatorum : quae in itinere per Brasiliam, annis MDCCXVII-MDCCCXX : jussu et auspiciis Maximiliani Josephi I» (em inglês). Biodiversity Heritage Library. 1 páginas. Consultado em 15 de dezembro de 2025 
  7. Monné, Miguel (fevereiro de 2012). «Catalogue of the type-species of the genera of the Cerambycidae, Disteniidae, Oxypeltidae and Vesperidae (Coleoptera) of the Neotropical Region» (em inglês). Zootaxa 3213(3213) (ResearchGate). p. 54. 183 páginas. Consultado em 15 de dezembro de 2025 
  8. «serra-pau». Michaelis. 1 páginas. Consultado em 15 de dezembro de 2025 
  9. HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Francisco Manoel de Mello (2001). Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa 1ª ed. Rio de Janeiro: Objetiva. p. 759. 2922 páginas. ISBN 85-7302-383-X 
  10. «Myroxylon peruiferum L.f.» (em inglês). World Flora Online. 1 páginas. Consultado em 15 de dezembro de 2025 
  11. Crash, Cesar (19 de outubro de 2015). «Serra-Pau Psygmatocerus em Minas Gerais». Insetologia. 1 páginas. Consultado em 30 de dezembro de 2025 
  12. a b STANEK, V. J. (1985). Encyclopédie des Insectes. 270 illustrations en couleurs (em francês) 2ª ed. Praga: Gründ. p. 263. 352 páginas. ISBN 2-7000-1319-0 
  13. «Psygmatocerus wagleri Perty, 1828 (male)» (em inglês). BioLib. 1 páginas. Consultado em 15 de dezembro de 2025 
  14. «Psygmatocerus wagleri Perty, 1828 (female)» (em inglês). BioLib. 1 páginas. Consultado em 15 de dezembro de 2025 
  15. Crash, Cesar (26 de outubro de 2019). «Serra-Pau Psygmatocerus no Mato Grosso do Sul». Insetologia. 1 páginas. Consultado em 30 de dezembro de 2025 
  16. GODINHO JR., Celso L. (2011). Besouros e Seu Mundo. Com 1400 ilustrações em cores desenhadas pelo autor 1ª ed. Rio de Janeiro, Brasil: Technical Books. p. 121. 478 páginas. ISBN 978-85-61368-16-6