Prostituição na Coreia do Norte

Prostituição na Coreia do Norte é ilegal e não é visível para visitantes. Relatos de alguns Desertores norte-coreanos afirmam que um grupo de mulheres chamado Kippumjo forneceu entretenimento sexual a altos funcionários até 2011. Ao mesmo tempo, algumas mulheres norte-coreanas que migram para a China acabam envolvidas com prostituição.

Prostituição privada

De acordo com o Artigo 261 do código penal, a prostituição é punível com até dois anos de trabalho quando praticada “múltiplas vezes”.[1] Segundo a analista da CIA Helen-Louise Hunter, durante o governo de Kim Il-sung, não havia prostituição organizada, mas alguma prostituição ocorria discretamente perto de estações ferroviárias e restaurantes.[2] Embora desertores relatem atualmente prostituição disseminada, isso não é vivenciado por visitantes do país.[3]

Kippumjo

O kippŭmjo é um suposto conjunto de grupos de aproximadamente 2.000 mulheres e meninas mantido pelo chefe de Estado da Coreia do Norte com a finalidade de proporcionar prazer, principalmente de natureza sexual, e entretenimento para altos funcionários do Partido dos Trabalhadores da Coreia (PTC) e suas famílias, bem como, ocasionalmente, convidados distinguidos. As suas prostitutas eram conhecidas como manjokcho (만족조 “equipe(s) da satisfação”) e eram organizadas como parte do kippŭmjo, sendo recrutadas entre virgens de 14 a 20 anos, treinadas por cerca de 20 meses e, muitas vezes, “obrigadas a se casar com guardas de Kim Jong-il ou heróis nacionais” quando completavam 25 anos.

Para uma garota selecionada para servir no kippŭmjo, era impossível recusar, mesmo que fosse filha de um dirigente do partido. As manjokcho eram obrigadas a manter relações sexuais com altos funcionários do PTC. Seus serviços não estavam disponíveis para a maioria dos homens norte-coreanos.[4][5][6]

Nem todas as kippŭmjo atuavam como prostitutas; outras atividades incluíam massagem e cantar e dançar seminuas.[4]

As kippŭmjo foram dissolvidas pouco depois da morte de Kim Jong-il em 2011, embora, em 2015, tenha sido noticiado que seu sucessor, Kim Jong-un, as estaria restabelecendo.[7]

Tráfico sexual

A Coreia do Norte é um país de origem de mulheres e crianças sujeitas ao tráfico sexual. O Departamento de Estado dos Estados Unidos, por meio do Escritório de Monitoramento e Combate ao Tráfico de Pessoas, classifica a Coreia do Norte como país de Nível 3.[8]

Prostituição de norte-coreanas na China

Algumas mulheres norte-coreanas que migram para a China tornam-se prostitutas, voluntária ou forçosamente. Segundo a Comissão de Inquérito das Nações Unidas sobre Direitos Humanos, quando são repatriadas para a Coreia do Norte, elas são submetidas a aborto forçado e seus filhos mestiços estão sujeitos a infanticídio.[9]

Ver também

Referências

Referências

  1. Article 261 «The Criminal Law of the Democratic People's Republic of Korea» (PDF). Committee for Human Rights in North Korea. 2009. Consultado em 17 de março de 2018 
  2. Kim Il-song's North Korea by Helen-Louise Hunter.Greenwood Publishing Group, 1999, p 107
  3. Hyams, James (4 de fevereiro de 2015). «Does North Korea have sex trade and drug problem?». The Korea Observer. Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  4. a b «Intervention Agenda Item 12: Elimination of Violence Against Women (at the UNHCR)». A Woman's Voice. Abril de 2004. Arquivado do original em 22 de março de 2013 
  5. «United Nations NGO Committee in New York to suspend A Woman's Voice International». A Woman's Voice. Arquivado do original em 23 de julho de 2008 
  6. «Testimony of Bob Fu». A Woman's Voice. 19 de abril de 2005. Arquivado do original em 23 de julho de 2008 
  7. «North Korea reportedly recruiting women to joint 'pleasure squad' for Kim Jong Un». Fox News. FoxNews.com. 3 de abril de 2015. Consultado em 6 de abril de 2015. Cópia arquivada em 3 de maio de 2017 
  8. «Democratic People's Republic of Korea 2018 Trafficking in Persons Report». U.S. Department of State. Consultado em 26 de julho de 2018. Arquivado do original em 29 de julho de 2018 
  9. Kirby, Michael Donald; Biserko, Sonja; Darusman, Marzuki (7 de fevereiro de 2014). «Report of the detailed findings of the commission of inquiry on human rights in the Democratic People's Republic of Korea - A/HRC/25/CRP.1». United Nations Human Rights Council. Cópia arquivada em 27 de fevereiro de 2014 

Leitura adicional

  • Kim, Eunyoung, Mirang Park, Hue Williams. "A Case Study of Trafficking in North Korean Women in China". Trabalho apresentado no encontro anual da American Society of Criminology, 13 de novembro de 2007.
  • Yoon, Bang-Soon. "Sex-Trafficking and Human Rights of North Korean Women Defectors". Trabalho apresentado na 48.ª Convenção Anual da International Studies Association, EUA, 28 de fevereiro de 2007.

Ligações externas