Propustularia surinamensis

Propustularia surinamensis
Três vistas (inferior, superior e lateral) de uma concha de P. surinamensis. Espécime classificado como Cypraea ingloria por Crosse, em 1878;[1] depositado no Museu Nacional de História Natural, França.
Três vistas (inferior, superior e lateral) de uma concha de P. surinamensis. Espécime classificado como Cypraea ingloria por Crosse, em 1878;[1] depositado no Museu Nacional de História Natural, França.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Caenogastropoda
Ordem: Littorinimorpha
Superfamília: Cypraeoidea
Família: Cypraeidae
Género: Propustularia
F. A. Schilder, 1927[2]
Espécie: P. surinamensis
Nome binomial
Propustularia surinamensis
(G. Perry, 1811)[1]
Distribuição geográfica
A região litorânea do Caribe e golfo do México (na imagem), entre a Flórida[3][4][5][6] e a região sudeste do Brasil, no Espírito Santo,[7] é o habitat da espécie P. surinamensis.
Sinónimos
Cypraea surinamensis G. Perry, 1811
Cypraea (Propustularia) surinamensis G. Perry, 1811
Cypraea bicallosa J. E. Gray, 1831
Cypraea aubryana Jousseaume, 1869
Cypraea ingloria Crosse, 1878
(WoRMS)[1]

Propustularia surinamensis (nomeada, em inglês, Surinam cowrie;[3][4][8][9] em alemão, Surinam-Kauri;[9] tais nomes e o seu descritor específico relativos ao Suriname, embora sem perfeita constatação de sua localidade-tipo)[10] é uma espécie de molusco gastrópode marinho pertencente à família Cypraeidae da ordem Littorinimorpha. Foi classificada por George Perry com a denominação Cypraea surinamensis, em 1811, na obra Conchology, or the natural history of shells: containing a new arrangement of the genera and species, illustrated by coloured engravings executed from the natural specimens, and including the latest discoveries; colocada no gênero Cypraea até o século XX;[1][4][11] no século XXI transferida para o monotípico gênero Propustularia,[2] antes um subgênero.[1][6] É nativa do oeste do oceano Atlântico, desde a Flórida, nos Estados Unidos, ao golfo do México e mar do Caribe até a região sudeste do Brasil.[3][4][5][6][7] Está citado que, no nordeste brasileiro, esta espécie é encontrada no tubo digestivo do peixe Amphichthys cryptocentrus (Valenciennes, 1837);[12][13] sendo considerada de rara ocorrência desde a Flórida até o Brasil.[4][11][12][14]

Descrição da concha e hábitos

Concha ovalada com extremidades em bico; de coloração que vai do cinza-amarelado ao cor-de-rosa, laranja ou abóbora quase vermelhos, de tonalidades suaves a escurecidas, apresentando marcações mosqueadas, mais escuras; atingindo até pouco mais de 4.5 centímetros de comprimento quando desenvolvida, mas geralmente costumando ter entre 2.5 a 3 centímetros, e com sua superfície fortemente polida. Abertura estreita, com dentes em seu lábio externo e columela, fortes e curtos.[3][6][7][14]

É encontrada nas águas da zona nerítica, em bentos de algas calcárias entre 7 e 165 metros de profundidade. Trata-se de espécie carnívora. Em vida o animal possui franjas sobre seu corpo.[14]

Distribuição geográfica

Esta espécie ocorre no Atlântico Ocidental; da costa sudeste dos Estados Unidos, no leste da Flórida, ao golfo do México, península de Iucatã e mar do Caribe, incluindo Belize e as Pequenas Antilhas, até nordeste da América do Sul, entre a Colômbia e a Venezuela, toda região nordeste do Brasil e parte norte da região sudeste, no Espírito Santo; também no Atol das Rocas e em Martim Vaz, no Brasil.[3][4][5][6][7]

Utilização de Propustularia surinamensis pelo Homem

Devido à sua pouca coleta,[4][11][12] conchas de Propustularia surinamensis são muito apreciadas para colecionismo.[15]

Ligações externas

Referências

  1. a b c d e «Propustularia surinamensis (G. Perry, 1811)» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 24 de julho de 2025 
  2. a b «Propustularia F. A. Schilder, 1927» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 24 de julho de 2025 
  3. a b c d e «Propustularia surinamensis» (em inglês). Hardy's Internet Guide to Marine Gastropods. 1 páginas. Consultado em 24 de julho de 2025. Arquivado do original em 28 de novembro de 2020 
  4. a b c d e f g ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 84. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0 
  5. a b c «Propustularia surinamensis (G. Perry, 1811) distribution» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 24 de julho de 2025 
  6. a b c d e RIOS, Eliézer (1994). Seashells of Brazil (em inglês) 2ª ed. Rio Grande, RS. Brazil: FURG. p. 75. 492 páginas. ISBN 85-85042-36-2 
  7. a b c d «Propustularia surinamensis (Gmelin, 1791)». Conquiliologistas do Brasil: CdB. 1 páginas. Consultado em 24 de julho de 2025. Arquivado do original em 27 de novembro de 2021 
  8. «Suriname Cowrie - Propustularia surinamensis» (em inglês). Dutch Caribbean Species Register. 1 páginas. Consultado em 24 de julho de 2025 
  9. a b «Propustularia surinamensis (G. Perry, 1811) vernacular» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 24 de julho de 2025 
  10. Emerson, W. K.; Old Jr., W. E. (julho de 1965). «New records for Cypraea surinamensis» (em inglês). The Nautilus, vol 79(1) (Biodiversity Heritage Library). p. 28. Consultado em 24 de julho de 2025 
  11. a b c ABBOTT, R. Tucker (1984). Collectible Shells of Southeastern U.S., Bahamas & Caribbean (em inglês). Melbourne, Florida: American Malacologists. p. 32. 64 páginas. ISBN 0-915826-13-5 
  12. a b c Matthews, Henry Ramos (junho de 1967). «Notas Sobre os Cipreídeos do Nordeste Brasileiro» (PDF). Arq. Est. Biol. Mar. Univ. Fed. Ceará, 7 (1). p. 16. Consultado em 24 de julho de 2025 
  13. «Amphichthys cryptocentrus (Valenciennes, 1837)» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 24 de julho de 2025 
  14. a b c «Propustularia surinamensis (Gmelin, 1791)». Conquiliologistas do Brasil: CdB (2025). 1 páginas. Consultado em 24 de julho de 2025 
  15. Lee, Harry G. «Malacophagy Among Marine Fish» (em inglês). Jacksonville Shells. 1 páginas. Consultado em 24 de julho de 2025