Propaganda política
Propaganda política é um segmento dentro da comunicação voltado para o ambiente político, mais especificamente no cenário eleitoral, visando estreitar a relação de expectativa de um determinado grupo de pessoas em relação às questões que envolvem seu cotidiano e a materialização da mesma em um candidato, um governo, um partido ou um grupo político. Em síntese, refere-se às técnicas que visam tornar um candidato a cargo público conhecido e aceito no período eleitoral, através de suas propostas e projetos, usando do estudo de mercado, utilizado para segmentar grupos sociais, desejos e anseios do eleitorado, desenvolvendo sintonia entre aquilo que o político propõe fazer e o que seu público-alvo espera, ou seja, o uso do Marketing para fins eleitorais. A Propaganda Política é uma das ferramentas de comunicação utilizadas em uma estratégia de Marketing Político e/ou Eleitoral. O Nazismo alegou que foi a propaganda política que facilitou a ocupação estrangeira e a República de Weimar.[1]
Levando em conta a definição de Marketing como administração do público-alvo, isto é, a manejo da percepção pública de acordo com os objetivos do grupo ou indivíduo que usou do das técnicas de Marketing, pode-se então considerar o Marketing político como a administração da opinião pública de uma ideologia, indivíduo ou grupo político. Sobre isto, fala Eloá Muniz[2]:
“O marketing político é um conjunto de técnicas e procedimentos que tem como objetivos adequar um candidato/candidata ao seu eleitorado potencial, procurando fazê-lo, num primeiro momento, conhecido do maior número de eleitores possível e, em seguida, mostrando o diferente de seus adversários, obviamente melhor posicionado. Adequar o candidato/candidata ao seu eleitorado potencial significa, basicamente, saber o que pensam e o que querem os eleitores em determinado momento. A partir dessas informações é possível compatibilizar o discurso do candidato/candidata com os anseios do eleitorado, fazendo com que se posicione de acordo com as preocupações da sociedade, sem contrariar sua história política. O marketing político é algo mais permanente; está relacionado com a formação da imagem em longo prazo.”
Portanto, pode-se concluir que o Marketing político é a construção pública de uma entidade política, um processo longo e cuidadoso de sincronização de tal entidade com o seu público-alvo. Uma vez definido o Marketing político, é possível diferenciar o mesmo do Marketing eleitoral: diferentemente do primeiro, o Marketing eleitoral seria a “(...) a construção da espinha dorsal da comunicação eleitoral como um todo” (MUNIZ).[2] O Marketing eleitoral seria a construção a curto prazo da persona política de um candidato, isto é, de sua imagem pública como concorrente nas eleições, portanto, o fator crucial seria o tempo limitado do período eleitoral. Entretanto, disparidades conceituais entre o Marketing político e o Marketing eleitoral não os tornam incompatíveis, de fato, pode-se definir Marketing eleitoral como o uso de técnicas de marketing político e comunicação social integrados, de forma a conquistar a aprovação da sociedade.[3] Sobre tal ponto, escreveu Jorge Almeida: “na prática política, toda ação de marketing político acaba se relacionando com o marketing eleitoral. E este depende das ações anteriores ao período eleitoral. Portanto, são momentos diferenciados de uma mesma intervenção no processo de disputa de hegemonia que se dá a partir de instâncias diferentes. Esta interferência se faz no contexto político em geral e no cenário de representação da política em particular.” (ALMEIDA, 2004)[4]
Definição
Propaganda política é um conjunto de práticas comunicacionais voltadas a influenciar percepções, atitudes e comportamentos coletivos em torno de projetos, atores e disputas do campo da política. Em termos gerais, trata-se de uma tentativa de orientar a opinião pública e a conduta social para que determinados enquadramentos e posições sejam adotados.[5] Embora recorra a técnicas semelhantes às da publicidade, distingue-se por não ter como foco principal bens e serviços, mas sim a adesão a causas, ideias, lideranças e programas políticos.[6]
No debate acadêmico, a propaganda política aparece como uma dimensão do funcionamento simbólico das instituições: ao difundir princípios e valores associados a um sistema político, pode contribuir para a sua legitimação e para a manutenção de crenças sociais sobre sua validade.[7] Ela se relaciona, portanto, com a dinâmica mais ampla da comunicação política, entendida como o espaço em que circulam e se confrontam discursos de atores com legitimidade pública, como políticos, o jornalismo e a própria opinião pública.[8]
Na prática, a propaganda política costuma ser tratada como a dimensão expressiva e operacional da persuasão pública: enquanto o marketing — em especial o marketing político — orienta escolhas de conteúdo, segmentação e posicionamento, a propaganda organiza a forma de apresentação da mensagem, isto é, os formatos, linguagens e recursos usados para torná-la clara e memorável ao eleitorado.[9]
Historicamente, a literatura destaca a centralidade da propaganda política na primeira metade do século XX, associando-a à mobilização de massas e à disputa por legitimidade em projetos ideológicos concorrentes.[10] Nessa perspectiva, ela é analisada não apenas como um conjunto de técnicas, mas como parte das formas pelas quais regimes, partidos e movimentos buscam construir consenso, consolidar autoridade e moldar interpretações do mundo social.
Tipos de propaganda política
A literatura descreve a propaganda política como um campo heterogêneo, que varia conforme o objetivo (persuasão eleitoral, legitimação institucional, mobilização ideológica), o emissor (candidatos, governos, partidos, movimentos) e o meio de difusão. Nesse sentido, distinguem-se diferentes tipos, frequentemente sobrepostos na prática.
- Propaganda eleitoral
Refere-se às ações de persuasão voltadas ao período de disputa eleitoral, buscando ampliar o conhecimento, a aceitação e a preferência por candidaturas, por meio de estratégias de comunicação e de pesquisa sobre o eleitorado. Esse tipo é frequentemente articulado a práticas de marketing político e de marketing eleitoral, incluindo segmentação de públicos e construção de imagem, com ênfase em fatores comunicativos e atributos percebidos do candidato.[11]
- Propaganda de Estado e propaganda de governo
A literatura utiliza as expressões propaganda de Estado e propaganda de governo para designar práticas comunicacionais institucionais voltadas à divulgação de ações, políticas públicas e realizações administrativas, embora os termos possam variar conforme o contexto histórico e analítico. Em estudos de caráter histórico e comparativo, a noção de propaganda de Estado aparece associada à promoção da presença e da legitimidade estatal por meio de obras públicas, eventos oficiais e agendas governamentais, como observado em análises sobre o uso desse tipo de comunicação durante o governo de Marcello Caetano em Portugal.[12]
No campo do marketing político, a expressão propaganda de governo é empregada para enfatizar a dimensão prática e comunicacional da atuação de governantes em exercício, destacando a necessidade de tornar visíveis e compreensíveis as ações administrativas junto à população. Sob essa perspectiva, argumenta-se que os níveis de popularidade de um governo estão relacionados não apenas às realizações concretas da gestão, mas também à capacidade de comunicar de forma clara e direta o que foi feito, distinguindo esse tipo de propaganda daquela voltada à promoção de produtos ou serviços comerciais.[13]
- Propaganda de ataque
Também chamada de propaganda negativa, consiste em comunicação orientada à crítica e à desqualificação de adversários, em vez de priorizar propostas e atributos do próprio emissor. No debate sobre campanhas eleitorais, esse tipo é frequentemente discutido em função de seus efeitos sobre a percepção do eleitorado e a aceitação das mensagens em meios de massa, incluindo o tempo de televisão.[14]
- Propaganda e agitação
A literatura que discute a tradição leninista distingue “propaganda” e “agitação” pelo alcance e pelo modo de difusão: a primeira tenderia a desenvolver múltiplas ideias junto a um número menor de pessoas, com maior uso da escrita, enquanto a segunda concentraria poucas ideias (ou mesmo uma) em públicos mais amplos, com maior ênfase na oralidade e no contato direto.[15] Nesse enquadramento, a propaganda é apresentada como um esforço de clarificação e disputa de interpretações sociais, em oposição a “sofismas” atribuídos a interesses dominantes, com o objetivo de produzir uma representação compreensível para as massas.[16]
- Propaganda ideológica e propaganda totalitária
No debate histórico sobre propaganda no século XX, há análises que diferenciam a propaganda orientada a objetivos políticos concretos de formas em que a mensagem se torna, em si, uma arma de mobilização e intimidação, marcada por slogans, ameaças e apelos emocionais contínuos. Ao tratar do tema, autores discutem como práticas associadas ao nazismo teriam alterado concepções anteriores de propaganda política, transformando-a em instrumento de dominação simbólica e de guerra psicológica.[17]
Técnicas e estratégias
As técnicas e estratégias da propaganda política variam conforme o meio, o contexto e o objetivo (persuasão, mobilização, disputa com adversários). Parte da literatura descreve a propaganda de combate como aquela voltada ao enfrentamento direto das teses do oponente, identificando um conjunto de regras recorrentes associadas a esse tipo de ação.[18]
Entre estratégias frequentemente destacadas em campanhas modernas está o uso de elementos emocionais e envolventes, em contraste com abordagens centradas apenas na racionalidade. Autores ligados ao campo da comunicação político-eleitoral apontam que a persuasão tende a ser mais eficaz quando se apresenta de forma agradável e mobiliza emoções, além de operar por imagens e recursos de sedução estética.[19]
- Ridicularização e escárnio
A ridicularização pode ser empregada como resposta a cenários de disputa assimétrica, sendo descrita como uma forma de escárnio que funciona como reação a tentativas de suprimir a propaganda adversária, e apresentada como um recurso associado à fraqueza relativa no confronto político.[20]
- Apelos emocionais e linguagem da sedução
Em análises sobre comunicação política e eleitoral, sustenta-se que a racionalidade teria desempenho limitado nesse campo, enquanto a aproximação aos sentimentos das audiências constitui um caminho recorrente da propaganda, com ênfase em emoção, dramaticidade e encantamento.[21]
- Estética, imagem pública e comunicação não verbal
Em contextos eleitorais marcados pela alta exposição de imagem, discute-se a importância do componente visual e paralinguístico na impressão causada por candidaturas. Trabalhos citados por Gaudêncio Torquato diferenciam um “discurso estético” (aparência) e um “discurso semântico” (comunicação verbal), atribuindo maior peso relativo a expressões faciais e elementos paralinguísticos (como entonação, postura e visual) na formação da percepção do público.[22] Nessa linha, a literatura também aborda moda e indumentária como instrumentos simbólicos utilizados em dinâmicas de disputa e posicionamento social.[23]
- Regras de propaganda segundo Jean-Marie Domenach
Em síntese analítica, Jean-Marie Domenach sistematiza princípios recorrentes da propaganda política, frequentemente apresentados como “leis” operacionais:
- Lei de simplificação e do inimigo único: tende a reduzir a doutrina e a argumentação a poucos pontos e pode concentrar esperanças e hostilidades em um único alvo, como uma pessoa ou símbolo do campo adversário.[24]
- Lei de ampliação e desfiguração: associa-se à ampliação exagerada de notícias e à seleção de informações favoráveis aos objetivos de um grupo, prática tratada como recorrente na imprensa partidária.[25]
- Lei de orquestração: enfatiza repetição sistemática e infatigável de um pequeno número de temas, com a ideia de que a memorização em massa depende de repetição frequente.[26]
- Lei de transfusão: indica que a propaganda opera sobre um substrato preexistente de crenças e disposições, sugerindo evitar contradição frontal imediata e iniciar a persuasão a partir de pontos de concordância.[27]
- Lei de unanimidade e de contágio: descreve a tendência à conformidade e o uso da impressão de unanimidade como mecanismo de entusiasmo e temor, destacando sua relevância em propagandas totalitárias.[28]
- Diagnóstico e pesquisas de opinião
Em formulações do marketing político, a construção de estratégias pode se iniciar por um diagnóstico apoiado em pesquisas quantitativas e qualitativas, entendido como um levantamento amplo de informações que orienta escolhas de mensagem e posicionamento. Nesse enquadramento, a pesquisa é descrita como um retrato datado, suscetível a mudanças diante de fatos novos.[29]
- Forma da mensagem, recursos sonoros e síntese visual
Em campanhas na televisão, defende-se que a forma pode ter peso maior que o conteúdo estritamente informativo, valorizando reações autênticas em detrimento de discursos conceituais e repetitivos. Nesse contexto, recursos como o jingle são descritos como um “discurso musical” dirigido ao eleitor, enquanto materiais de síntese visual, como adesivos, são apresentados como condensações simbólicas da identidade de campanha, com ênfase na diferenciação.[30]
- Debates eleitorais e desempenho televisivo
O debate eleitoral na televisão é descrito como um momento de confronto e alta tensão para candidaturas, no qual o controle de tom e a adequação ao meio são tratados como fatores centrais. Nesse entendimento, a televisão é apresentada como um espaço de conversa e argumentação, não de exaltação, e o debate pode funcionar como um teste decisivo de comunicação sob pressão.[31]
Ver também
Referências
- ↑ Chomsky, “What Makes Mainstream Media Mainstream?” op. cit., pgs. 5-6
- ↑ a b Muniz, Eloá. «Marketing político: conceitos e definições» (PDF). Consultado em 17 de junho de 2019
- ↑ MANHANELLI, Carlos (1992). Eleição é Guerra. São Paulo: Summus. pp. página 22
- ↑ Almeida, Jorge (2004). O marketing político-eleitoral. Comunicação e política: conceitos e abordagens. [S.l.]: Editora da UFBA e Fundação Editora da UNESP. pp. 309–346
- ↑ Domenach, Jean-Marie. A propaganda política. Traduzido por Nélson Jahr Garcia. São Paulo: Ed. Ridendo Castigat Mores. p. 12
- ↑ Domenach, Jean-Marie. A propaganda política. Traduzido por Nélson Jahr Garcia. São Paulo: Ed. Ridendo Castigat Mores. p. 12
- ↑ Arconada, Mário Herreros (2013). Queiroz, Adolpho; Bedin, Mariana de Andrade, ed. Propaganda política, estratégias, personagens e história das mídias. Capivari, SP: Editora EME. p. 11. ISBN 978-85-64763-02-9
- ↑ Wolton, Dominique (2013). Queiroz, Adolpho; Bedin, Mariana de Andrade, ed. Propaganda política, estratégias, personagens e história das mídias. Capivari, SP: Editora EME. p. 76. ISBN 978-85-64763-02-9
- ↑ Mendonça, Duda (2001). Casos & Coisas: Histórias de vida e mistérios do marketing político. Rio de Janeiro: Globo. p. 15
- ↑ Domenach, Jean-Marie. A propaganda política. Traduzido por Nélson Jahr Garcia. São Paulo: Ed. Ridendo Castigat Mores. p. 8
- ↑ Queiroz, Adolpho; Bedin, Mariana de Andrade, ed. (2013). Propaganda política, estratégias, personagens e história das mídias. Capivari, SP: Editora EME. p. 105. ISBN 978-85-64763-02-9
- ↑ Queiroz, Adolpho; Bedin, Mariana de Andrade, ed. (2013). Propaganda política, estratégias, personagens e história das mídias. Capivari, SP: Editora EME. pp. 22–23. ISBN 978-85-64763-02-9
- ↑ Mendonça, Duda (2001). Casos & Coisas: Histórias de vida e mistérios do marketing político. Rio de Janeiro: Globo. p. 65
- ↑ Mendonça, Duda (2001). Casos & Coisas: Histórias de vida e mistérios do marketing político. Rio de Janeiro: Globo. p. 61
- ↑ Domenach, Jean-Marie. A propaganda política. Traduzido por Nélson Jahr Garcia. São Paulo: Ed. Ridendo Castigat Mores. p. 36
- ↑ Domenach, Jean-Marie. A propaganda política. Traduzido por Nélson Jahr Garcia. São Paulo: Ed. Ridendo Castigat Mores. p. 31
- ↑ Domenach, Jean-Marie. A propaganda política. Traduzido por Nélson Jahr Garcia. São Paulo: Ed. Ridendo Castigat Mores. p. 47
- ↑ Queiroz, Adolpho; Bedin, Mariana de Andrade, ed. (2013). Propaganda política, estratégias, personagens e história das mídias. Capivari, SP: Editora EME. p. 128. ISBN 978-85-64763-02-9
- ↑ Queiroz, Adolpho; Bedin, Mariana de Andrade, ed. (2013). Propaganda política, estratégias, personagens e história das mídias. Capivari, SP: Editora EME. pp. 12, 105. ISBN 978-85-64763-02-9
- ↑ Queiroz, Adolpho; Bedin, Mariana de Andrade, ed. (2013). Propaganda política, estratégias, personagens e história das mídias. Capivari, SP: Editora EME. p. 130. ISBN 978-85-64763-02-9
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- ↑ Queiroz, Adolpho; Bedin, Mariana de Andrade, ed. (2013). Propaganda política, estratégias, personagens e história das mídias. Capivari, SP: Editora EME. p. 91. ISBN 978-85-64763-02-9
- ↑ Queiroz, Adolpho; Bedin, Mariana de Andrade, ed. (2013). Propaganda política, estratégias, personagens e história das mídias. Capivari, SP: Editora EME. p. 95. ISBN 978-85-64763-02-9
- ↑ Domenach, Jean-Marie. A propaganda política. Traduzido por Nélson Jahr Garcia. São Paulo: Ed. Ridendo Castigat Mores. pp. 68, 71–72
- ↑ Domenach, Jean-Marie. A propaganda política. Traduzido por Nélson Jahr Garcia. São Paulo: Ed. Ridendo Castigat Mores. p. 75
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- ↑ Domenach, Jean-Marie. A propaganda política. Traduzido por Nélson Jahr Garcia. São Paulo: Ed. Ridendo Castigat Mores. pp. 90–91
- ↑ Mendonça, Duda (2001). Casos & Coisas: Histórias de vida e mistérios do marketing político. Rio de Janeiro: Globo. pp. 10, 12
- ↑ Mendonça, Duda (2001). Casos & Coisas: Histórias de vida e mistérios do marketing político. Rio de Janeiro: Globo. pp. 17, 31, 28
- ↑ Mendonça, Duda (2001). Casos & Coisas: Histórias de vida e mistérios do marketing político. Rio de Janeiro: Globo. p. 40
Ligações externas
- Marketing Politico
- Serguei Tchakhotine. A Violação das Massas pela Propaganda Política (Tradução de Miguel Arraes) e-book Brasil
- Mario Rosa. Entre a Glória e a Vergonha - Memórias de um Consultor de Crises. UOL Edições online
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