Petróleo por Alimentos

O Programa Oil-for-Food ou Petróleo por Alimentos foi estabelecido pelas Organização das Nações Unidas em 1995[1] para permitir que o Iraque vendesse petróleo para o mercado mundial em troca de comida, remédios e outros suprimentos de valor humanitário.[2]

A intenção declarada do programa era ajudar o governo iraquiano a garantir as necessidades básicas dos cidadãos iraquianos comuns, prejudicados por sanções econômicas internacionais, impostas ao governo na esteira da primeira Guerra do Golfo, depois que o Iraque invadiu o Kuwait em Agosto de 1990, contudo, sem permitir que o país voltasse a reorganizar as suas forças militares.

O Iraque recusou o programa no começo mas depois assinou um memorando em Maio de 1996 para a sua implementação. O programa Petróleo por Alimentos teve início em dezembro de 1996 e as primeiras entregas chegaram em março de 1997.[3]

O programa usava um sistema de depósito fiduciário, pelo qual o dinheiro da venda do petróleo do Iraque era pago pelo comprador em uma conta não acessível diretamente pelo governo iraquiano. Deste dinheiro, uma parte servia para pagar indemnizações por danos causados ao Kuwait, e outra parte era para ajudar no pagamento dos gastos das forças da coalizão e outros gastos das Nação Unidas com o Iraque. O dinheiro restante permanecia na conta.

No entanto, o programa foi assolado por alegações de corrupção. Em janeiro de 2004, o jornal iraquiano Al-Mada publicou uma lista de cerca de 270 ex-funcionários do governo, ativistas, jornalistas e funcionários da ONU de mais de 46 países suspeitos de lucrar com as vendas de petróleo iraquiano que faziam parte do programa.[4][5]

O Programa Petróleo por Alimentos terminou em 2003 com o início da Guerra do Iraque.[5] Quando encerrou, US$ 67 bilhões haviam sido movimentados por meio do programa.[4]

Referências