Lista de prefeitos de Diadema
| Prefeito de Diadema | |
|---|---|
![]() Brasão do Município de Diadema | |
| Prefeitura de Diadema | |
| Duração | Quatro anos com direito a uma reeleição |
| Criado em | 1º de janeiro de 1960 |
| Primeiro titular | Evandro Caiaffa Esquivel |
| Sucessão | Através de sufrágio universal direto |
| Vice | Andreia Fontes (PL) |
| Salário | R$ 27.000,00 (2025)[1] |
| Website | https://portal.diadema.sp.gov.br/ |
Esta lista de prefeitos do município de Diadema, estado de São Paulo, compreende todas as pessoas que exerceram em definitivo a chefia do poder executivo municipal. Em todas as eleições, o prefeito e o vice-prefeito foram eleitos diretamente por sufrágio universal.
O primeiro prefeito foi Evandro Caiaffa Esquivel, emancipador da cidade, que tomou posse em 1º de janeiro de 1960, instalando oficialmente o município de Diadema.[2]
O atual prefeito de Diadema é Taka Yamauchi, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), eleito nas eleições municipais de 2024 para exercer seu 1º mandato na cidade.[3]
Emancipação
O processo de ocupação de Diadema foi favorecido por sua localização estratégica entre o litoral e o planalto paulista, além da presença de uma via que conectava São Bernardo do Campo a Santo Amaro, facilitando a chegada de moradores já no século XVIII.[4]
Até a década de 1940, a região que hoje compõe Diadema era formada por quatro bairros pertencentes a São Bernardo: Piraporinha, Eldorado, Taboão e Vila Conceição. Esses núcleos, dispersos e conectados apenas por caminhos rudimentares, formavam um território com pouca articulação interna.[4] Em 24 de dezembro de 1948, a Lei Estadual n.º 233 elevou a região à categoria de distrito, criando o Distrito de Diadema.[5]
Apesar da proximidade com a capital, até os anos 1950 a região permanecia pouco impactada pelo processo de industrialização de São Paulo, mantendo-se com baixa relevância econômica.[4]
A partir da década de 1950, com o declínio do transporte ferroviário como principal meio de escoamento da produção e a ascensão das rodovias, iniciou-se uma nova etapa da industrialização paulista. Ao longo da Via Anchieta, instalaram-se grandes indústrias multinacionais, e Diadema passou a abrigar empresas que, em sua maioria, produziam componentes e insumos destinados a essas corporações, consolidando-se como parte importante da região. Esse processo despertou o interesse de lideranças políticas que passaram a defender a emancipação do distrito como forma de impulsionar ainda mais o desenvolvimento local.[4]
A Vila Conceição destacou-se como principal articuladora do movimento emancipacionista, com forte mobilização popular. O plebiscito foi realizado em 24 de dezembro de 1958, permitindo que residentes com mais de dois anos de moradia votassem a favor ou contra a emancipação. Cerca de 300 eleitores participaram da consulta e a proposta foi aprovada com uma diferença de 36 votos.[4]
Como resultado, em 18 de fevereiro de 1959 foi sancionada a Lei Estadual n.º 5.285, que criou oficialmente o município de Diadema,[6] e em 4 de outubro realizaram-se as primeiras eleições para os poderes Executivo e Legislativo.[4] No dia 1º de janeiro de 1960 foi realizada a primeira sessão da Câmara Municipal de Diadema que deu posse aos primeiros prefeito, vice-prefeito e vereadores eleitos, instalando oficialmente o novo município.[7]
Lista
| Prefeito | Fotografia | Período do mandato (duração do mandato) |
Partido | Vice-prefeito(a) | Eleição | Notas e referências |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Evandro Caiaffa Esquivel |
|
1° de janeiro de 1960 – 1º de janeiro de 1964 (4 anos) |
PTN | Eiziro Okazaki (PTN) |
1959 | [nota 1] [8][9][10] |
| Lauro Michels |
|
1º de janeiro de 1964 – 1º de fevereiro de 1969 (5 anos e 1 mês) |
PTB | Cid Gomes Fernandes (PTB) |
1963 | [nota 2] [11][12] |
| Evandro Caiaffa Esquivel |
|
1º de fevereiro de 1969 – 31 de janeiro de 1973 (3 anos e 365 dias) |
ARENA | Américo Maffia (ARENA) |
1968 | [nota 3] [13][14] |
| Ricardo Putz |
|
31 de janeiro de 1973 – 1º de fevereiro de 1977 (4 anos e 1 dia) |
MDB [nota 4] |
Denise Mori Santalucia (MDB) |
1972 | [nota 5] [15][16][17] |
| ARENA [nota 6] | ||||||
| Lauro Michels |
|
1º de fevereiro de 1977 – 1º de fevereiro de 1983 (6 anos) |
MDB [nota 7] |
Romeu da Costa Pereira (MDB) |
1976 | [nota 8] [18][19][20] |
| PTB [nota 9] | ||||||
| Gilson Menezes |
|
1º de fevereiro de 1983 – 1º de janeiro de 1989 (5 anos e 11 meses) |
PT [nota 10] |
Paulo Afonso da Silva (PT) |
1982 | [nota 11] [21][22][23] |
| Nenhum [nota 12] | ||||||
| José Augusto Ramos |
|
1º de janeiro de 1989 – 1º de janeiro de 1993 (4 anos) |
PT | Antônio Geraldo Justino (PT) |
1988 | [nota 13] [24][25] |
| José Filippi |
|
1º de janeiro de 1993 – 1º de janeiro de 1997 (4 anos) |
PT | Antônio de Lucca Filho (PT) |
1992 | [26] |
| Gilson Menezes |
|
1º de janeiro de 1997 – 1º de janeiro de 2001 (4 anos) |
PSB | Maria Regina Gonçalves (PV) |
1996 | [nota 14] [27][28] |
| José Filippi |
|
1º de janeiro de 2001 – 1º de janeiro de 2009 (8 anos) |
PT | Joel Fonseca Costa (PT) |
2000 | [nota 15] [29][30] [31][32] |
| 2004 | ||||||
| Mário Reali |
|
1º de janeiro de 2009 – 1º de janeiro de 2013 (4 anos) |
PT | Gilson Menezes (PSB) |
2008 | [33][34] |
| Lauro Michels Sobrinho |
|
1º de janeiro de 2013 – 1º de janeiro de 2021 (8 anos) |
PV | Engenheira Silvana (PTB) |
2012 | [nota 16] [35][36] [37][38] |
| Márcio da Farmácia (PV) |
2016 | |||||
| José Filippi |
|
1º de janeiro de 2021 - 1º de janeiro de 2025 (4 anos) |
PT | Patty Ferreira (PT) |
2020 | [nota 17] [39][40] |
| Takaharu Yamauchi |
|
1º de janeiro de 2025 – atualidade (1 ano e 39 dias) |
MDB | Andreia Fontes (PL) |
2024 | [41][42] |
Ver também
- Eleição municipal de Diadema em 2012
- Eleição municipal de Diadema em 2016
- Eleição municipal de Diadema em 2020
- Eleição municipal de Diadema em 2024
Notas
- ↑ A Constituição Estadual de 1947 estabeleceu que os municípios realizariam eleições por voto direto, secreto e universal, com mandatos de quatro anos e sem reeleição consecutiva (Art. 71, 76 e 77). A Lei Estadual n.º 5.121, de 31 de dezembro de 1958, fixou o dia 1º de janeiro como data oficial para a posse e instalação de novos municípios (Art. 7º).
- ↑ O mandato de Lauro Michels foi prorrogado por mais 1 ano e 1 mês, através do Ato Complementar n.º 37, de 14 de março de 1967 (Art. 1º).
- ↑ Evandro Caiaffa Esquivel se tornou o primeiro prefeito a ser eleito para um segundo mandato. O fim de seu mandato foi antecipado em 1 dia, através do Ato Institucional n.º 11, de 14 de agosto de 1969 (Art. 3º).
- ↑ Até 15 de março de 1975.
- ↑ Ricardo Putz se elegeu pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), mas deixou o partido em 15 de março de 1975, ao se filiar à Aliança Renovadora Nacional (ARENA).
- ↑ A partir de 15 de março de 1975.
- ↑ Até 20 de dezembro de 1979.
- ↑ A Lei n.º 6.767, de 20 de dezembro de 1979 extinguiu o registro dos dois partidos vigentes (Art. 2º), voltando o país a adotar o sistema pluripartidário. Lauro Michels se elegeu pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e permaneceu sem partido até 12 de setembro de 1980, quando se filiou ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Seu mandato foi prorrogado por mais 2 anos, através da Emenda Constitucional n.º 14, de 9 de setembro de 1980 (Art. 209).
- ↑ A partir de 12 de setembro de 1980.
- ↑ Até 27 de maio de 1988.
- ↑ O mandato de Gilson Menezes foi prorrogado por mais 1 ano e 11 meses, através da Emenda Constitucional n.º 22, de 29 de junho de 1982 (Art. 215). Gilson se elegeu pelo Partido dos Trabalhadores (PT), mas deixou a legenda em 27 de maio de 1988 e permaneceu sem partido.
- ↑ A partir de 27 de maio de 1988.
- ↑ A partir de 1989, os mandatos dos prefeitos e vice-prefeitos eleitos passaram a ser de 4 anos, com posse no dia 1º de janeiro, data fixada pela Constituição Federal de 1988 (Art. 29, Inc. I e III).
- ↑ A Emenda Constitucional n.º 16, de 4 de junho de 1997 passou a permitir, pela primeira vez, uma reeleição subsequente para prefeitos (Art. 14, § 5º).
- ↑ José Filippi se tornou o primeiro prefeito a ser eleito para um terceiro mandato e também o primeiro a ser reeleito para dois mandatos consecutivos, sendo reempossado em 1º de janeiro de 2005.
- ↑ Lauro Michels Sobrinho foi reempossado em 1º de janeiro de 2017.
- ↑ José Filippi se tornou o primeiro prefeito a ser eleito para um quarto mandato.
Referências
- ↑ Ritcher, Angelica (19 de dezembro de 2024). «Câmara de Diadema aprova aumento para prefeito, vice e secretários». Diário do Grande ABC. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ «CENTENÁRIO DO 1º PREFEITO DE DIADEMA TERÁ MISSA E ATO SOLENE NA CÂMARA DIA 10». Câmara Municipal de Diadema. 1 de agosto de 2006. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ «Taka Yamauchi toma posse como Prefeito de Diadema». Folha do ABC. 1 de janeiro de 2025. Consultado em 21 de julho de 2025
- ↑ a b c d e f «História». Prefeitura de Diadema. 14 de outubro de 2019. Consultado em 25 de agosto de 2025
- ↑ «LEI N. 233, DE 24 DE DEZEMBRO DE 1948» (PDF). Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. 24 de dezembro de 1948. Consultado em 25 de agosto de 2025
- ↑ «LEI N. 5.285, DE 18 DE FEVEREIRO DE 1959» (PDF). Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. 18 de fevereiro de 1959. Consultado em 25 de agosto de 2025
- ↑ Sá, Wilson de. «A história de todas as legislaturas - de 1960 até 2016» (PDF). Câmara Municipal de Diadema. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ Medici, Ademir (10 de janeiro de 2021). «Gimenez, Lauro Gomes e Evandro». Diário do Grande ABC. Consultado em 17 de maio de 2025
- ↑ Medici, Ademir (12 de outubro de 2009). «Vai haver eleições em Diadema. Era 1959...». Diário do Grande ABC. Consultado em 17 de maio de 2025
- ↑ «PREFEITO DE DIADEMA». Biblioteca Nacional Digital. Diário da Noite (Ano XXXIV, n.º 10.638): 5. 8 de outubro de 1959. Consultado em 18 de julho de 2025
- ↑ Medici, Ademir (21 de janeiro de 2021). «Lauro e Zampol - Hygino e Pinotti - Michels e Cid Fernandes». Diário do Grande ABC. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ Rocha, Rafael (21 de novembro de 2011). «Tradicional na cidade, PTB corre risco de sumir em 2012». Diário do Grande ABC. Consultado em 17 de maio de 2025
- ↑ Medici, Ademir (20 de fevereiro de 2021). «Em 1968, Arena 5, MDB 0». Diário do Grande ABC. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ «VEJA QUEM VENCEU NO INTERIOR». Biblioteca Nacional Digital. Cidade de Santos (Ano II, n.º 507): 5. 18 de novembro de 1968. Consultado em 18 de julho de 2025
- ↑ Medici, Ademir (24 de fevereiro de 2021). «Em 1972, Arena 5, MDB 2». Diário do Grande ABC. Consultado em 17 de maio de 2025
- ↑ Medici, Ademir (3 de março de 2021). «Em 1976, MDB 6, Arena 1». Diário do Grande ABC. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ «PREFEITOS DO MDB». Biblioteca Nacional Digital. Jornal do Brasil (Ano LXXXVI, n.º 73): 4. 20 de junho de 1976. Consultado em 18 de julho de 2025
- ↑ Medici, Ademir (4 de março de 2021). «Os 37 candidatos a prefeito em 1976». Diário do Grande ABC. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ «Resultados nos Estados». Biblioteca Nacional Digital. Jornal do Brasil (Ano LXXXVI, n.º 224): 18. 18 de novembro de 1976. Consultado em 30 de julho de 2025
- ↑ «Prefeito de Diadema prefere PTB». Biblioteca Nacional Digital. Jornal do Brasil (Ano XC, n.º 157): 4. 12 de setembro de 1980. Consultado em 18 de julho de 2025
- ↑ Assagra, Yasmin (1 de abril de 2021). «1982. A vitória do PT de Gilson Menezes Damo chega ao poder em Mauá. O bi de Prisco em Ribeirão Pires Mais um jovem em Rio Grande da Serra». Diário do Grande ABC. Consultado em 15 de maio de 2025
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- ↑ «PT fica sem o seu primeiro prefeito». Biblioteca Nacional Digital. Correio Braziliense (N.º 9.172): 5. 28 de maio de 1988. Consultado em 19 de julho de 2025
- ↑ Medici, Ademir (27 de maio de 2021). «1988». Diário do Grande ABC. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ «Diadema fica com petista». Biblioteca Nacional Digital. Jornal do Commercio (Ano 162, n.º 41): 5. 21 de novembro de 1988. Consultado em 19 de julho de 2025
- ↑ Medici, Ademir (15 de junho de 2021). «1992 Filippi na Prefeitura de Diadema. Impugnada a candidatura de Gilson. Cidade mantinha hegemonia petista.». Diário do Grande ABC. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ Medici, Ademir (14 de julho de 2021). «1996 Tortorello e Gilson, oposição, mas nem tanto.». Diário do Grande ABC. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ Zanini, Fábio (17 de novembro de 1996). «Lideranças malufistas são derrotadas na região». Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ Finardi, Juliana; Camacho, Karen; Klai, Maurício (29 de outubro de 2000). «Diadema elege José de Filippi». Diário do Grande ABC. Consultado em 24 de maio de 2025
- ↑ «Em disputa acirrada, petista José Filippi é eleito prefeito de Diadema». Folha de S.Paulo. 29 de outubro de 2000. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ Medici, Ademir (7 de outubro de 2021). «2004 Filippi em Diadema. Volpi em Ribeirão Pires. Kiko em Rio Grande da Serra. Em Mauá, mistério...». Diário do Grande ABC. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ «Petista se reelege com apenas 554 votos de vantagem sobre tucano». Folha de S.Paulo. 1 de novembro de 2004. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ «Mário Reali é eleito com folga em Diadema». Diário do Grande ABC. 5 de outubro de 2008. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ «Em Diadema, Mário Reali leva eleição no 1º turno». Uol. 6 de outubro de 2008. Consultado em 7 de setembro de 2025
- ↑ Medici, Ademir (15 de novembro de 2021). «Uma guerra democrática em três atos. Vibravam Santo André, Diadema e Mauá.». Diário do Grande ABC. Consultado em 24 de maio de 2025
- ↑ «Lauro Michels é eleito prefeito de Diadema, no ABC». G1. 28 de outubro de 2012. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ «Lauro Michels é reeleito em Diadema». Diário do Grande ABC. 30 de outubro de 2016. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ «Lauro Michels (PV) é reeleito prefeito de Diadema, SP». G1. 30 de outubro de 2016. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ Carvalho, Junior (29 de novembro de 2020). «Filippi conquista quarto mandato em Diadema e devolve 1ª Prefeitura ao PT». Diário do Grande ABC. Consultado em 24 de maio de 2025
- ↑ Montesanti, Beatriz (29 de novembro de 2020). «Filippi é eleito pela 4ª vez e Diadema volta a ser governada pelo PT». Uol. Consultado em 7 de setembro de 2025
- ↑ Soares, Renan (27 de outubro de 2024). «Taka Yamauchi é eleito prefeito de Diadema com 52,59% dos votos». Diário do Grande ABC. Consultado em 15 de maio de 2025
- ↑ «Taka Yamauchi é eleito prefeito de Diadema, no ABC Paulista». G1. 27 de outubro de 2024. Consultado em 15 de maio de 2025

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