Pragmatismo (livro)
| Pragmatismo | |
|---|---|
| Pragmatism: A New Name for Some Old Ways of Thinking | |
| Autor(es) | William James |
| Idioma | Inglês |
| Editora | Longmans, Green, and Co. |
| Lançamento | 1907 |
Pragmatismo: Um Novo Nome para Algumas Velhas Maneiras de Pensar (em inglês, Pragmatism: A New Name for Some Old Ways of Thinking) é um livro do filósofo e psicólogo norte-americano William James, publicado originalmente em 1907. A obra reúne um conjunto de palestras proferidas por James entre 1906 e 1907 e constitui um dos textos fundamentais do pragmatismo, corrente filosófica desenvolvida nos Estados Unidos no final do século XIX e início do século XX.
O livro teve grande influência na filosofia contemporânea, especialmente nos debates sobre verdade, significado, experiência e conhecimento.
Contexto histórico
O Pragmatismo surge em um contexto de intensa renovação filosófica nos Estados Unidos, marcado pela crítica ao racionalismo abstrato e ao empirismo clássico. William James dialoga diretamente com ideias desenvolvidas por Charles Sanders Peirce, considerado o fundador do pragmatismo, e por John Dewey, que ampliaria o pragmatismo para áreas como educação e política.[1]
James apresenta o pragmatismo não como um sistema fechado, mas como um método filosófico destinado a avaliar ideias a partir de suas consequências práticas na experiência humana.[2]
Estrutura da obra
O livro é composto por oito conferências, nas quais James desenvolve gradualmente os princípios do pragmatismo. Entre os temas abordados estão:
- O pragmatismo como método filosófico
- A concepção pragmatista de verdade
- O significado das ideias e crenças
- A relação entre filosofia, ciência e religião
- A crítica ao absolutismo metafísico
James defende que o significado de uma ideia deve ser compreendido a partir de seus efeitos práticos concebíveis, e que a verdade não é uma entidade fixa, mas algo que se verifica na experiência.[3]
Conceito de verdade
Um dos aspectos mais discutidos da obra é a concepção pragmatista de verdade. Para James, uma ideia é verdadeira na medida em que funciona satisfatoriamente na experiência e se mostra útil para orientar a ação e o pensamento. Essa posição gerou críticas de filósofos que acusaram o pragmatismo de relativismo, interpretação que James rejeitou explicitamente.[4]
Segundo James, a verdade é um processo dinâmico, ligado à prática e às necessidades humanas, e não uma correspondência estática entre pensamento e realidade.[5]
Recepção e críticas
Desde sua publicação, Pragmatismo foi amplamente debatido e criticado. Filósofos como Bertrand Russell e G. E. Moore expressaram reservas quanto à definição pragmatista de verdade, enquanto outros pensadores viram na obra uma alternativa inovadora às tradições metafísicas europeias.[6]
No século XX, o pragmatismo de James influenciou correntes como o neopragmatismo, associado a autores como Richard Rorty, além de impactar áreas como psicologia, teoria política e filosofia da ciência.[7]
Importância e legado
Pragmatismo é considerado uma das obras centrais da filosofia norte-americana. O livro consolidou o pragmatismo como uma tradição filosófica duradoura e contribuiu para redefinir debates sobre verdade, conhecimento e significado no pensamento contemporâneo.[8]
A obra permanece amplamente estudada em cursos de filosofia e é frequentemente citada como leitura essencial para a compreensão da filosofia pragmatista.
Ver também
Ligações externas
- «Pragmatism – texto integral no Project Gutenberg»
- «Edição original digitalizada no Internet Archive»
Referências
Referências
- ↑ Peirce, Charles S. (1931). Collected Papers of Charles Sanders Peirce. [S.l.]: Harvard University Press
- ↑ James, William (1907). Pragmatism. [S.l.]: Longmans, Green, and Co.
- ↑ «Pragmatism». Stanford Encyclopedia of Philosophy. Consultado em 18 de dezembro de 2025
- ↑ Russell, Bertrand (1912). The Problems of Philosophy. [S.l.]: Oxford University Press
- ↑ James, William (1907). Pragmatism. [S.l.: s.n.]
- ↑ Russell, Bertrand (1945). A History of Western Philosophy. [S.l.]: Routledge
- ↑ Rorty, Richard (1979). Philosophy and the Mirror of Nature. [S.l.]: Princeton University Press
- ↑ «William James». Encyclopaedia Britannica. Consultado em 18 de dezembro de 2025