Praça Sião
Praça Sião כיכר ציון | |
|---|---|
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| Localização | Jerusalém |
| País | |
| Tipo | Praça |
| Inauguração | 1924 |
| Coordenadas | |
A Praça Sião (em hebraico: כיכר ציון) é uma praça pública em Jerusalém, localizada no cruzamento da Rua Jafa, Rua Ben Yehuda, Rua Herbert Samuel e Rua Yoel Moshe Salomon.
Desde a era do Mandato Britânico, a praça tem sido o ponto central da vida cultural do centro de Jerusalém.
Da década de 1930 a 2011, a praça foi um local popular para protestos e manifestações em massa.
Nome
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A praça antigamente, havia recebido o nome do Cinema Zion[1] (também chamado de Zion Hall), uma casa de cinema mudo com 400 lugares que ocupou uma cabana no local de 1912 a 1920. Depois que a cabana desabou sob uma forte nevasca, o cinema foi reconstruído como um teatro de 600 lugares para exibições de filmes e apresentações de ópera ao vivo.[1]
História

O terreno onde se situam a Praça Zion e o Triângulo do Centro foi comprado pela Associação de Colonização Judaica do Patriarcado Ortodoxo Grego,[2] que começou a vender algumas de suas propriedades em Jerusalém após a Primeira Guerra Mundial.[3] Os funcionários do mandato desenvolveram o campo em um distrito triangular delimitado pela Rua Jaffa, Rua Ben Yehuda (construída pelos britânicos em 1922) e Rua King George (construída pelos britânicos em 1924).[4] A Praça Sião também foi projetada pelos britânicos[5] como uma rotatória.
Manifestações políticas
A praça tornou-se um ponto de encontro para manifestações políticas e protestos sociais a partir da década de 1930.[6] Da década de 1950 à década de 2000, manifestações principalmente de apoio a direita foram realizadas no local.[1][7] Várias manifestações tornaram-se violentas, como um protesto de 1971 dos Panteras Negras, no qual a primeira-ministra Golda Meir foi queimada em efígie, e um protesto de 1995 contra o primeiro-ministro Yitzhak Rabin e a assinatura do Acordo de Taba (Oslo II), após o qual milhares de manifestantes continuaram até o Knesset, destruindo propriedades no caminho. As maiores manifestações na praça incluíram um protesto em maio de 2000 condenando a entrega dos assentamentos árabes adjacentes ao Monte das Oliveiras,[8] um protesto em novembro de 2000 contra a "política de contenção" de Ehud Barak no início da Segunda Intifada, e um protesto em 2006 em oposição às políticas do primeiro-ministro interino Ehud Olmert,[9][10] cada um dos quais atraiu cerca de 100.000 pessoas.
Com a abertura do Metrô de Jerusalém na Rua Jafa em Agosto em 2011, a polícia de Jerusalém suspendeu a emissão de autorizações para manifestações na Praça Sião para evitar a interrupção das operações do metrô.[11][12]
Ataques terroristas
O Cinema Zion foi palco de duas tentativas de atentados, uma em 1951 e outra em 1967. Em ambos os casos, um dispositivo incendiário foi colocado sob os assentos do teatro e foi descoberto antes de detonar.[1][6]
Em 4 de julho de 1975, uma geladeira carregada com 5 kg de explosivos detonados na Praça de Sião, resultou em 15 vítimas fatais e 77 feridos.[13] Na época, o ataque foi o mais mortal já feito contra cidadãos israelenses por uma bomba armadilhada. Em 24 de março de 1979, uma bomba explodiu em uma lata de lixo na Praça de Sião, matando uma pessoa e ferindo 13.[13]
Referências
- ↑ a b c d «כיכר ציבורית מרכזית בליבהּ של ירושלים ומרכז העסקים הראשי» [Central public square in the heart of Jerusalem and the main business center] (em hebraico). allaboutjerusalem.com. 2014. Consultado em 8 de março de 2014. Arquivado do original em 13 de março de 2014
- ↑ Wager 1988, p. 227.
- ↑ Eisenstadt, David (Maio de 1997). «The British Mandate». Ingeborg Rennert Center for Jerusalem Studies. Consultado em 24 de novembro de 2013
- ↑ «The Jerusalem Triangle». Jerusalem.com. 5 de julho de 2013. Consultado em 24 de novembro de 2013. Arquivado do original em 3 de dezembro de 2013
- ↑ Bar-Am, Aviva; Bar-Am, Shmuel (24 de agosto de 2013). «Haman's Hat: Life in the Jerusalem Triangle». Times of Israel. Consultado em 5 de fevereiro de 2014
- ↑ a b Hermann, Peter (27 de janeiro de 2002). «Mideast ideologies collide on Jerusalem's Jaffa Road». The Baltimore Sun. Consultado em 4 de março de 2014. Cópia arquivada em 14 de março de 2014
- ↑ Ben Ari, Michal (7 de dezembro de 2007). «ניפגש בכיכר» [Let's Meet in the Square]. Ynetnews (em hebraico). Consultado em 9 de março de 2014
- ↑ «Right-Wing Demonstration at Zion Square». Israel Wire. 16 de maio de 2000. Consultado em 21 de março de 2014. Arquivado do original em 28 de março de 2015
- ↑ «Anti-Olmert Rally Brings 100,000 to Zion Square». Crown Heights.info. 5 de fevereiro de 2006. Consultado em 2 de março de 2014
- ↑ «Anti-Olmert Rally Brings 100,000 to Jerusalem's Zion Square». Israel National News. 6 de fevereiro de 2006. Consultado em 21 de março de 2014. Arquivado do original em 28 de março de 2015
- ↑ Lidman, Melanie (30 de maio de 2012). «J'lem police deny social protesters Zion Square». The Jerusalem Post. Consultado em 2 de março de 2014
- ↑ Hasson, Nir (29 de maio de 2012). «Jerusalem protesters stopped in their tracks by light rail as Zion Square declared off limits». Haaretz. Consultado em 9 de março de 2014
- ↑ a b Sheleg, Yair (3 de dezembro de 2001). «A Short History of Terror». Haaretz. Consultado em 3 de março de 2014
