Sanã-amarela

Sanã-amarela
Sanã-amarela em Arari, Maranhão, Brasil
Sanã-amarela em Arari, Maranhão, Brasil
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Gruiformes
Família: Rallidae
Género: Laterallus
Espécie: L. flaviventer
Nome binomial
Laterallus flaviventer
(Boddaert, 1783)
Distribuição geográfica

Sanã-amarela[2] ou franga-d'água-de-peito-amarelo[3] (Laterallus flaviventer) é uma espécie de ave da família Rallidae. Pode ser encontrada na América Central e na América do Sul. Seu habitat natural são pântanos.[1] Possui pernas amarelas, plumas amareladas, barras pretas nos flancos e costas com listras escuras e uma coroa preta.[4]

As análises filogenéticas do DNA mitocondrial revelaram que não faz parte do gênero Porzana e, em vez disso, pertence ao clado Coturnicops-Laterallus.[5][6] Embora suas relações precisas ainda sejam insuficientemente resolvidas, não está intimamente relacionada com Micropygia.[6]

Taxonomia

A sanã-amarela foi descrita pela primeira vez pelo polímata francês Georges-Louis Leclerc, Comte de Buffon em 1781 em sua publicação Histoire Naturelle des Oiseaux.[7] Também foi ilustrado em uma placa colorida à mão gravada por François-Nicolas Martinet nos Planches Enluminées D'Histoire Naturelle, que foi produzida sob a supervisão de Edme-Louis Daubenton para acompanhar o texto de Buffon.[8] Nem a legenda da placa nem a descrição de Buffon incluíam um nome científico, mas em 1783 o naturalista holandês Pieter Boddaert cunhou o nome binomial Rallus flaviventer em seu catálogo dos Planches Enluminées.[9] Atualmente é colocada no gênero Laterallus, que foi erigido pelo ornitólogo inglês George Robert Gray em 1855.[10]

A espécie às vezes é inserida no gênero monotípico Hapalocrex.[11]

Cinco subespécies são reconhecidas:[12]

  • L. f. gossii (Bonaparte, 1856) – Cuba e Jamaica;
  • L. f. hendersoni Bartsch, 1917 – Porto Rico;
  • L. f. woodi van Rossem, 1934 – centro do México a noroeste da Costa Rica;
  • L. f. bangsi Darlington, 1931 – norte da Colômbia;
  • L. f. flaviventer (Boddaert, 1783) – Panamá às Guianas, ao sul através do Brasil e ao norte da Argentina.

Distribuição

Pode ser encontrada nos seguintes países: Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Ilhas Caymans, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, El Salvador, Guiana Francesa, Guatemala, Guiana, Haiti, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Porto Rico, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai, Venezuela, as Ilhas Virgens Americanas e possivelmente em Equador.[1]

Conservação

Em 2016, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) a considerou uma "espécie pouco preocupante". A IUCN avaliou que o alcance da espécie era extremamente grande e que, embora não se sabe sobre sua tendência populacional, não se acredita que sua população esteja diminuindo.[1]

Referências

  1. a b c d «Yellow-breasted Crake». The IUCN Red List of Threatened Species. 1 de outubro de 2016. Consultado em 17 de julho de 2021 
  2. Paixão, Paulo (Verão de 2021). «Os Nomes Portugueses das Aves de Todo o Mundo» (PDF) 2.ª ed. A Folha — Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias. ISSN 1830-7809. Consultado em 5 de abril de 2024. Cópia arquivada (PDF) em 23 de abril de 2022 
  3. «Rallidae». Aves do Mundo. 26 de dezembro de 2021. Consultado em 5 de abril de 2024 
  4. Gochfeld, Michael (1973). «Observations on New or Unusual Birds from Trinidad, West Indies, and Comments on the Genus Plegadis in Venezuela». The Condor. 75 (4): 474–478. JSTOR 1366575. doi:10.2307/1366575 
  5. Garcia-R, Juan C.; Gibb, Gillian C.; Trewick, Steve A. (dezembro de 2014). «Deep global evolutionary radiation in birds: Diversification and trait evolution in the cosmopolitan bird family Rallidae». Molecular Phylogenetics and Evolution. 81: 96–108. ISSN 1055-7903. PMID 25255711. doi:10.1016/j.ympev.2014.09.008 
  6. a b Stervander, Martin; Ryan, Peter G.; Melo, Martim; Hansson, Bengt (2019). «The origin of the world's smallest flightless bird, the Inaccessible Island Rail Atlantisia rogersi (Aves: Rallidae)». Molecular Phylogenetics and Evolution. 130: 92–98. ISSN 1055-7903. PMID 30321695. doi:10.1016/j.ympev.2018.10.007 
  7. Buffon, Georges-Louis Leclerc de (1781). «Le petit râle de Cayenne». Histoire Naturelle des Oiseaux (em francês). Volume 15. Paris: De L'Imprimerie Royale. pp. 259–260 
  8. Buffon, Georges-Louis Leclerc de; Martinet, François-Nicolas; Daubenton, Edme-Louis; Daubenton, Louis-Jean-Marie (1765–1783). «Petit râle, de Cayenne». Planches Enluminées D'Histoire Naturelle. Volume 9. Paris: De L'Imprimerie Royale. Plate 847 
  9. Boddaert, Pieter (1783). Table des planches enluminéez d'histoire naturelle de M. D'Aubenton : avec les denominations de M.M. de Buffon, Brisson, Edwards, Linnaeus et Latham, precedé d'une notice des principaux ouvrages zoologiques enluminés (em francês). Utrecht: [s.n.] p. 52, Number 847 
  10. Gray, George Robert (1855). Catalogue of the Genera and Subgenera of Birds Contained in the British Museum. London: British Museum. p. 120 
  11. Taylor, B.; de Juana, E. (2019). del Hoyo, J.; Elliott, A.; Sargatal, J.; Christie, D.A.; de Juana, E., eds. «Yellow-breasted Crake (Hapalocrex flaviventer. Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions. Consultado em 18 de julho de 2019 
  12. Gill, Frank; Donsker, David, eds. (2019). «Flufftails, finfoots, rails, trumpeters, cranes, limpkin». World Bird List Version 9.2. International Ornithologists' Union. Consultado em 18 de julho de 2019