Plectania nannfeldtii
Plectania nannfeldtii
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| Classificação científica | |||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||
| Plectania nannfeldtii Korf (1957) | |||||||||||||||||
| Sinónimos[1] | |||||||||||||||||
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Plectania nannfeldtii
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| Himênio liso | |
| Estipe é nua | |
| A cor do esporo é branco | |
| A relação ecológica é saprófita | |
| Comestibilidade: desconhecido | |
A Plectania nannfeldtii é uma espécie de fungo da família Sarcosomataceae. Os ascomas dessa espécie assemelham-se a pequenos cálices rasos de cor preta, com até 3 cm de largura, sustentados por estipes de até 4 cm de comprimento conectados a micélios pretos. Esses ascomas podem surgir isoladamente ou em grupos no solo, em meio ao material orgânico de florestas de coníferas, geralmente presos a detritos lenhosos enterrados, e são frequentemente associados ao derretimento da neve. A Plectania nannfeldtii é encontrada no oeste da América do Norte e na Ásia, muitas vezes em altitudes elevadas. Fungos semelhantes com os quais pode ser confundida incluem Pseudoplectania vogesiaca, P. nigrella e Helvella corium.
Taxonomia
A espécie foi descrita pela primeira vez pelo micologista britânico Fred Jay Seaver em 1928, que a nomeou Paxina nigrella em sua monografia sobre os fungos da família Pezizaceae da América do Norte. Os holótipos foram coletados em 1914 em Tolland, Colorado, pelo micologista Lee Oras Overholts;[2] coleções adicionais foram relatadas no Colorado e na Califórnia em 1930.[3] A espécie também foi chamada de Macropodia nigrella,[4] Helvella nigrella[5] e Macroscyphus nigrellus.[6]
Em 1957, Richard P. Korf transferiu a espécie para seu nome atual, alterando o epíteto específico, pois Plectania nigrella já estava em uso (sendo sinônimo de Pseudoplectania nigrella). O nome escolhido por Korf homenageia o micologista sueco John Axel Nannfeldt, responsável por avanços iniciais no entendimento desse e de outros fungos Pezizaceae. A P. nannfeldtii é classificada na seção Plectania do gênero Plectania, proposta por Korf, devido aos seus esporos elipsoides.[7]
Descrição

O ascoma de Plectania nannfeldtii tem formato de cálice raso e pode atingir até 3 cm de diâmetro. As bordas do copo são ligeiramente onduladas e permanecem curvadas para dentro até se abrirem amplamente quando muito velhas. A superfície externa é coberta por pelos delicados de cor marrom-escura a preta, enquanto a superfície inferior também é marrom-escura a preta. Essa superfície enruga quando o ascoma seca. A superfície interna convexa do copo contém a camada de tecido que produz esporos, chamada himênio, e é preta. O estipe é fino, podendo chegar a 4 cm de comprimento e 2–3 mm de diâmetro, afinando em direção à base. Assim como o ascoma, ele é coberto por pelos delicados marrom-escuros a pretos e tem cor semelhante à superfície externa do copo. O micélio denso e áspero na base do estipe é preto.[2] A carne é fina e cinza-escura.[8]
A comestibilidade dessa espécie não foi determinada.[9]
Características microscópicas
A esporada é branca.[8] Os esporos são hialinos (translúcidos), elipsoides, com dimensões de 30–35 por 15 μm.[9] Há divergências sobre a distribuição de gotículas de óleo nos esporos: Miller afirma que eles geralmente possuem duas gotículas de óleo em cada extremidade,[10] enquanto Trudell e Ammirati dizem que os esporos "não possuem grandes gotas de óleo",[11] e Evenson menciona que há "numerosas gotículas de óleo minúsculas".[8] As paredes dos esporos têm finas cristas horizontais cianofílicas, ou seja, visíveis ao microscópio óptico quando coradas com azul de metila.[12] As células que produzem esporos, os ascos, têm cerca de 500 μm de comprimento e 20 μm de largura. Os ascos são operculados, isto é, possuem uma tampa em uma extremidade que se abre para liberar os esporos.[10] Entre os ascos, há numerosas células estéreis filamentosas marrom-escuras, chamadas paráfises, ligeiramente alargadas em uma extremidade, com 380–420 μm de comprimento por 4–5 μm de largura.[2]
Espécies semelhantes


Com base na aparência externa, a Plectania nannfeldtii é semelhante à Pseudoplectania vogesiaca. Embora esta última possa ser difícil de distinguir por sua superfície externa menos peluda, suas características microscópicas a identificam com mais clareza: os esporos de P. vogesiaca são bem menores, geralmente com larguras de 12–14 μm.[2] A Helvella corium é outro fungo em forma de cálice preto que aparece na primavera; porém, possui esporos menores, margens esbranquiçadas nas bordas do copo e estipes mais curtos que os da P. nannfeldtii.[8] A P. melastoma e P. milleri têm, no máximo, estipes curtos.[11] A Pseudoplectania nigrella é menor, com superfície externa mais peluda, superfície interna do copo mais escura e um estipe rudimentar.[11]
Habitat e distribuição
A Plectania nannfeldtii é geralmente encontrada em altitudes elevadas em florestas de coníferas, crescendo sobre galhos úmidos ou outros detritos lenhosos em decomposição, frequentemente em ou perto da neve.[9] Muitas vezes, seu desenvolvimento começa sob a neve, alcançando a maturidade à medida que a camada de neve recua e a expõe; uma fonte sugere que o calor metabólico pode ajudá-la a derreter um caminho através da neve durante o crescimento.[11] Pode crescer isoladamente, espalhada ou em grupos, e tem preferência notada pela madeira de Picea engelmannii e Abies lasiocarpa, além de outras coníferas. Na América do Norte, é encontrada no oeste dos Estados Unidos e no Canadá, onde frutifica de maio a início de agosto;[10] é comum na Sierra Nevada e em altitudes mais elevadas das Cordilheiras da Costa do Pacífico.[13] Sua distribuição também abrange a China[4] e o Japão.[14]
Ver também
Referências
- ↑ «Plectania nannfeldtii Korf». Index Fungorum. CAB International. Consultado em 26 de março de 2025
- ↑ a b c d Seaver FJ (1928). The North American Cup-Fungi (Operculates). Nova York, Nova York: Seaver. p. 48
- ↑ Seaver FJ, Shope PF (1930). «A mycological foray through the mountains of Colorado, Wyoming, and South Dakota». Mycologia. 22 (1): 1–8. JSTOR 3753967. doi:10.2307/3753967
- ↑ a b Teng SC (1963). Fungi of China [Chung-kuo Ti Chen-chun] (em chinês). [S.l.: s.n.] p. 762
- ↑ Tai FL (1979). Sylloge Fungorum Sinicorum (em chinês). [S.l.: s.n.] p. 157
- ↑ Bi ZS, Zheng G, Li T (1990). Macrofungus flora of the mountainous district of North Guangdong (em chinês). [S.l.: s.n.] p. 26
- ↑ Korf RP (1957). «Two bulgarioid genera – Galiella and Plectania». Mycologia. 49 (1): 107–111. JSTOR 3755734. doi:10.2307/3755734
- ↑ a b c d Evenson VS (1997). Mushrooms of Colorado and the Southern Rocky Mountains. [S.l.]: Westcliffe Publishers. p. 51. ISBN 978-1-56579-192-3
- ↑ a b c Orr DB, Orr RT (1979). Mushrooms of Western North America. Berkeley, Califórnia: University of California Press. p. 25. ISBN 978-0-520-03656-7
- ↑ a b c Miller OK Jr. (1967). «Notes on Western Fungi. I». Mycologia. 59 (3): 504–512. JSTOR 3756769. doi:10.2307/3756769
- ↑ a b c d Trudell S, Ammirati J (2009). Mushrooms of the Pacific Northwest. Col: Timber Press Field Guides. Portland, Oregon: Timber Press. p. 292. ISBN 978-0-88192-935-5
- ↑ ((Li L-T)), Kimbrough JW (1995). «Spore wall ontogeny in Pseudoplectania nigrella and Plectania nannfeldtii (Ascomycota, Pezizales)». Canadian Journal of Botany. 73 (11): 1761–1767. doi:10.1139/b95-188
- ↑ Wood M, Stevens F. «Plectania nannfeldtii». California Fungi. MykoWeb. Consultado em 26 de março de 2025
- ↑ Otani Y. (1980). «Sarcoscyphineae of Japan». Nippon Kingakukai Kaiho (em japonês). 21 (2): 149–179. ISSN 0029-0289

