Placa de Petri

Hemácias em uma placa de Petri são utilizadas para o diagnóstico de infecção. A placa da esquerda mostra uma infecção por estafilococos e a da direita, por estreptococos.

A placa de Petri[1] ou caixa Petri é um recipiente cilíndrico, achatado, de vidro ou plástico que os profissionais de laboratório utilizam para várias finalidades em pesquisa científica, como por exemplo o crescimento de micro-organismos, sendo um meio para o crescimento das células onde podem ser cultivadas.[2][3] O nome foi dado a este instrumento de laboratório em honra ao bacteriologista alemão Julius Richard Petri (1852-1921), seu inventor em 1877 quando trabalhava como assistente de Robert Koch. É constituído por duas partes: uma base e uma tampa.

Em microbiologia, a placa de Petri é utilizada para produção de meio de cultura sólido ou semissólido em experimentos que necessitem de crescimento do micro-organismo alvo para estoque ou isolamento, se tratando de amostras ambientais ou clínicas. O meio de cultura a ser utilizado depende do objetivo do experimento, do tipo de micro-organismo que se pretende isolar ou testar. A placa de Petri deve estar estéril, livre de qualquer contaminante que interfira no experimento, afetando o resultado.

Além do modelo padrão de placa de Petri, pode ser comprado acessórios como anéis para segurar a tampa à base, quando empilhadas, de forma a evitar deslizamentos.

Também é frequentemente utilizada para observar a germinação de plantas e grãos de pólen ou o comportamento de pequenos animais, entre outros usos.

Referências

  1. Madigan, Michael T. (2016). Microbiologia de Brock 14ª Ed. Porto Alegre, RS: artmed. p. 156 
  2. R. C. Dubey (2014): A Textbook Of Biotechnology For Class-XI, 4th edition, p. 469. ISBN 978-8121924177
  3. Mosby's Dental Dictionary 2nd ed. [S.l.]: Elsevier. 2008. Consultado em 11 de fevereiro de 2010