Pitcairnia feliciana

Pitcairnia feliciana
O espécime da descrição original de P. feliciana, coletado por Henri Jacques-Félix em 1937.
O espécime da descrição original de P. feliciana, coletado por Henri Jacques-Félix em 1937.
Estado de conservação
Espécie em perigo
Em perigo (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Superdomínio: Biota
Reino: Plantae
Sub-reino: Viridiplantae
Infrarreino: Streptophyta
Superdivisão: Embryophyta
Divisão: Tracheophyta
Subdivisão: Euphyllophyta
Ordem: Poales
Família: Bromeliaceae
Subfamília: Pitcairnioideae
Género: Pitcairnia
Espécie: Pitcairnia feliciana
Nome binomial
P. feliciana
(A.Chev.) Harms & Mildbr.[2]
Distribuição geográfica
A região em verde do mapa da África é o habitat da espécie P. feliciana, a única bromélia do Velho Mundo, encontrada na Guiné, sua família quase inteira da região neotropical da América.[2][3]
A região em verde do mapa da África é o habitat da espécie P. feliciana, a única bromélia do Velho Mundo, encontrada na Guiné, sua família quase inteira da região neotropical da América.[2][3]
Sinónimos
Willrussellia feliciana A.Chev.[3]

Pitcairnia feliciana, o nome de seu descritor específico em homenagem ao seu primeiro descobridor, em 1937, e colecionadorː Henri Jacques-Félix,[3][4] é uma espécie de planta do gênero Pitcairnia e da família Bromeliaceae e, embora o seu gênero e família seja bastante diverso na América neotropical; distribuído do México, América Central e Antilhas e por quase toda a América do Sul; este é o único táxon da família Bromeliaceae no Velho Mundo, endêmico da região da Guiné, país da África Ocidental.[2][3][4][5]

Taxonomia

A espécie foi descrita em 1938 por Auguste Chevalier na obra Notizblatt des Botanischen Gartens und Museums zu Berlin-Dahlem ("Ficha informativa do Jardim Botânico e Museu de Berlim-Dahlem"), com o nome Willrussellia feliciana (originalmente a colocando na família Liliaceae; Harms e Mildbraed a transferindo para o gênero Pitcairnia e família Bromeliaceae).[2][3][4]

Dispersão

De acordo com o sequenciamento de DNA o ancestral comum mais recente dessa espécie pode estar presente na flora da Venezuela, cogitando-se que a sua dispersão para África pode ser resultante da migração de aves da América para o continente africano e não da deriva continental que separou a África da América há milhões de anos, embora tal dispersão também tenha ocorrido bem antes da pré-história humana a ponto de resultar em especiação.[3]

Forma de vida e habitat

É uma espécie rupícola e herbácea com folhas longas e flores de um vermelho alaranjado ou rosado,[3][5] habitando uma altitude entre 600 e 300 metros e sendo avistada em elevações de arenito e às vezes de granito (inselbergs) em Futa Jalom, na parte norte do território da Guiné, na África Ocidental, o seu habitat passando por períodos de estiagem, quando ela entra em estado de dormência, secando as folhas.[1][3]

Conservação

Pitcairnia feliciana é considerada espécie em perigo (EN) pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).[1]

Referências

  1. a b c «Pitcairnia feliciana» (em inglês). IUCN. 5 de junho de 2017. 1 páginas. Consultado em 26 de dezembro de 2025 
  2. a b c d «Pitcairnia feliciana (A.Chev.) Harms & Mildbr.» (em inglês). World Flora Online. 1 páginas. Consultado em 26 de dezembro de 2025 
  3. a b c d e f g h Pavone, Pietro. «Pitcairnia feliciana» (em inglês). Monaco Nature Encyclopedia. 1 páginas. Consultado em 26 de dezembro de 2025 
  4. a b c Jacques-Felix, Henri (2000). «The Discovery of a Bromeliad in Africa: Pitcairnia Feliciana» (em inglês). Selbyana, 21(1/2). pp. 118–124. Consultado em 26 de dezembro de 2025 
  5. a b Saraiva, D.P.; Forzza, R.C.; Carvalho, B.M. «Pitcairnia L'Hér.». Reflora. 1 páginas. Consultado em 26 de dezembro de 2025