Saíra-pintor

Saíra-pintor
CITES Appendix II (CITES)[2]
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Thraupidae
Gênero: Tangara
Espécies:
T. fastuosa
Nome binomial
Tangara fastuosa
(Lesson, R, 1831)

A saíra-pintor ou pintor-verdadeiro (Tangara fastuosa) é uma ave que atinge 13,5 cm de comprimento.[1] A sua alimentação básica, em ambiente natural, consiste de pequenas frutas, bagas e insetos que recolhem nas folhagens e ramos. É uma espécie endêmica da região Nordeste do Brasil. Ocorre no litoral dos estados de Pernambuco a Alagoas e também no Rio Grande do Norte. Tem o seu habitar nas porções remanescentes de Mata Atlântica, no Nordeste.

Tem como principais características, o seu bico cônico, triangular na base. O seu ninho tem a forma de uma taça rasa e é construído nos galhos de árvores. Põe 3 ou 4 ovos, com cerca 15 a dezessete dias de incubação. Atinge a maturidade sexual aos doze meses de vida. O seu período de reprodução estende-se da Primavera ao Verão. Quase não há dimorfismo sexual aparente nesse espécie, sendo apenas a cabeça do macho, de tom levemente mais azulado que a da fêmea. São fortemente territoriais e agressivos com outros da espécie, principalmente no período de acasalamento. Exemplares mantidos em cativeiros conservacionistas apresentaram reprodução com relativa facilidade, favorecendo o repovoamento de áreas degradadas.

Estado de Conservação

As populações da espécie só existem no litoral de Pernambuco e Alagoas e Rio Grande do Norte. Foram ao longo dos anos muito perseguidas pelos criadores de pássaros. Hoje elas estão em perigo de extinção, dado principalmente à forte pressão de caça para abastecer o comércio ilegal de aves silvestres e também à degradação de seu habitat.

Referências

  1. a b BirdLife International (2016). «Tangara fastuosa». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2016: e.T22722823A94786714. doi:10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22722823A94786714.enAcessível livremente. Consultado em 12 de novembro de 2021 
  2. «Appendices | CITES». cites.org. Consultado em 14 de janeiro de 2022