Pietrani

Pietrani (sobrenome) é um sobrenome de origem italiana, é também encontrado nas regiões onde se registrou imigração de naturais deste país ao longo da História, como Brasil, Argentina e Estados Unidos.

Origem

O sobrenome Italiano Pietrani foi classificado como sendo um patronímico, ou seja, o sobrenome ou apelido familiar derivado do prenome de um antepassado do portador inicial.

O termo Pietrani foi a forma plural de Pietrano, este formado pela junção entre o nome do próprio Pietro e o sufixo “ano”, que foi utilizado para se criar uma forma afetiva familiar, um apelido familiar.

Pietro tem suas origens etimológicas no aramaico "Kéfa" e ao hebraico "Képhas", que significam pedra, rocha, rochedo. Foi traduzido para o latim como Petrus (derivado de petra, pedra, rocha) e difundido graças ao prestígio e culto ao primeiro Apóstolo de Cristo e primeiro Papa, Pedro, em italiano Pietro.

Assim, entre os séculos VIII e XV, quando 90% dos sobrenomes se formaram, alguém cujo nome fora Pietro, mas que fosse conhecido como Pietrano, acabou repassando o termo a seus descendentes como um sobrenome, posteriormente, para se identificar um clã familiar, surgiu a forma plurificada. Em italiano, a frase “Família dos Pietranos” fica “Famíglia dei Pietrani”.

Brasão de Armas

As armas da família Pietrani são: um campo ouro onde exibe-se uma faixa diagonal negra descendo da esquerda para a direita, acompanhada por uma rosa vermelha.

Presença na Italia

Distribuição da família Pietrani no território Italiano

O sobrenome Pietrani está presente em seis regiões italianas[1]: Marche, Lazio, Lombardia, Piemonte, Emilia Romagna e Toscana.[2]

O fluxo imigratório no Brasil

São Sebastião do Alto no Estado do Rio de Janeiro

Com o grande fluxo imigratório de italianos registrados nos anos de 1880, Giovanni Pietrani, casado com Paola Rossi Pietrani e seus filhos Angelo e Maria Pietrani[3], vieram para o Brasil para celebrar um contrato de trabalho com Cornélio de Souza Lima, grande proprietário da Fazenda São Marcos, no município de São Sebastião do Alto, Rio de Janeiro.[4][5] O contrato consistia em mão de obra nas lavouras de café em troca de metade da produção agrícola, além de alojamento e ferramentas necessárias ao trabalho.[6]

Cornélio de Souza Lima começou a introduzir imigrantes italianos em sua propriedade, na condição de colonos agrícolas, em dezembro de 1884[7]. Com o bem sucedido projeto de imigração e modelo de parceria e trabalho, centenas de italianos vieram para a fazenda de São Marcos, onde se formou uma verdadeira vila italiana.[8]

Atualmente, o fluxo imigratório de italianos é refletido na expressiva composição étnica de São Sebastião do Alto, principalmente da família Pietrani.[8]

Ver também

Referências

  1. http://www.gens.info/italia/it/turismo-viaggi-e-tradizioni-italia?cognome=pietrani&x=0&y=0#.Xr74-WhKjIU Dizionario dei nomi italiani
  2. http://viagemitalia.com/mapa-da-italia-regioes/ Mapa da Italia com suas regiões
  3. Famílias Altenses Tradicionais. RAMOS, Lécio Augusto. A Mesopotâmia Fluminense. História de São Sebastião do Alto/Lécio Augusto Ramos. São Sebastião do Alto: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Alto, 1992. Página 334
  4. RAMOS, Lécio Augusto. A Mesopotâmia Fluminense. História de São Sebastião do Alto/Lécio Augusto Ramos. São Sebastião do Alto: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Alto, 1992. Página 118
  5. Botelho, Janaína. História e Memória, 05 de setembro de 2019. https://avozdaserra.com.br/colunas/historia-e-memoria/imigrantes-italianos-os-zagni
  6. RAMOS, Lécio Augusto. A Mesopotâmia Fluminense. História de São Sebastião do Alto/Lécio Augusto Ramos. São Sebastião do Alto: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Alto, 1992. Página 117
  7. RAMOS, Lécio Augusto. A Mesopotâmia Fluminense. História de São Sebastião do Alto/Lécio Augusto Ramos. São Sebastião do Alto: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Alto, 1992. Página 1117
  8. a b RAMOS, Lécio Augusto. A Mesopotâmia Fluminense. História de São Sebastião do Alto/Lécio Augusto Ramos. São Sebastião do Alto: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Alto, 1992. Página 119