Pica-pau-incandescente-vermelho
Pica-pau-incandescente-vermelho
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![]() Fêmea | |||||||||||||||||
![]() Macho | |||||||||||||||||
| Estado de conservação | |||||||||||||||||
![]() Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1] | |||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||
| Dinopium psarodes (Lichtenstein, AAH, 1793) | |||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||
| Dinopium benghalense psarodes
Brachypternus ceylonus (Legge, 1880) | |||||||||||||||||
Pica-pau-incandescente-vermelho (Dinopium psarodes)[2] é uma espécie de ave da família Picidae. É endêmica do Sri Lanka, ausente apenas no extremo norte.[3] Por vezes, é considerada uma subespécie do pica-pau-incandescente-indiano.[4][5]
Filogenia

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Considerada uma espécie endêmica desde a época de William Vincent Legge,[5] foi inicialmente classificada no gênero Brachypternus como B. ceylonus.[4] Mais tarde, foi agrupada como subespécie do pica-pau-incandescente-indiano (Dinopium benghalense), sob o nome D. benghalense psarodes. Um estudo conduzido por Sampath S. Seneviratne, Darren E. Irwin e Saminda P. Fernando elevou-a ao status de espécie plena.[4]
Esse estudo revelou que o pica-pau-incandescente-vermelho hibridiza com o pica-pau-incandescente-indiano. A hibridização é mais comum ao norte de uma linha que vai do distrito de Trincomalee [en] até a base da lagoa de Puttalam [en] e ao sul de uma linha entre o distrito de Mullaitivu [en] e o distrito de Mannar [en].[5][4] Fora dessa zona, a hibridização é menos frequente, com o pica-pau-incandescente-indiano predominando ao norte e o pica-pau-incandescente-vermelho ao sul.[4][5] Trata-se de um caso de inferioridade híbrida, em que as espécies puras têm maior sucesso que os híbridos.[5]
É uma das três espécies de pica-paus de cor vermelha encontradas apenas no Sri Lanka e nas Filipinas. É também a única espécie vermelha do gênero Dinopium.[5] As outras espécies vermelhas são o pica-pau-sultão-do-ceilão [en] (Chrysocolaptes stricklandi) do Sri Lanka e o pica-pau-sultão-de-lução [en] (C. haematribon) das Filipinas (exceto o pica-pau-sultão-de-faces-amarelas [en] (C. xanthocephalus), que é majoritariamente amarelo).[5] Esse traço análogo (um traço compartilhado por convergência evolutiva, indicando que evoluíram de forma semelhante independentemente devido a pressões evolutivas similares) sugere que alguma pressão evolutiva no Sri Lanka e nas Filipinas levou seus pica-paus endêmicos a desenvolverem a cor vermelha. Não são reconhecidas subespécies.[3]
Descrição
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Mede cerca de 28 cm de comprimento.[3] Predominantemente carmesim, com bordas traseiras das asas pretas. As partes inferiores são brancas com marcas pretas difusas. O peito e o pescoço são pretos, com manchas brancas na garganta e listras brancas no peito. Uma faixa ocular preta se estende até a nuca e se difunde na parte superior do dorso, com listras brancas entre o olho e o pescoço. Possui um píleo vermelho, mas nas fêmeas a testa e o píleo frontal são pretos com manchas brancas. O olho fica camuflado na faixa ocular preta. O bico, de tamanho moderado, é cinza e forma uma ponta rombuda. Os filhotes são mais opacos, com marcas menos definidas; os machos têm manchas brancas no píleo, enquanto as fêmeas têm poucas ou nenhuma mancha.[3] Híbridos podem ser majoritariamente vermelhos com tons de laranja ou amarelo (mais próximos do pica-pau-incandescente-vermelho) ou majoritariamente amarelos com vermelho ou laranja (mais próximos do pica-pau-incandescente-indiano).
Habitat
Seus habitats naturais incluem florestas subtropicais ou tropicais secas, florestas úmidas de terras baixas e florestas de mangue, além de ambientes artificiais como jardins residenciais. Pode ser avistado a até 1500 m de altitude. É mais comum na zona seca, mas prefere ambientes úmidos.[3]
Comportamento e ecologia
Vocalização e sons
Sua vocalização é um relincho agudo, menos musical e mais estridente que o do D. benghalense. Pode ser um ritmo contínuo como "woik-woik-wik-wi-ti-ti-t-t t-t-trrrrrr!" ou um repetitivo "woik-tri-tri-tri-tri-tri-tri-tri-!", que dura cerca de três segundos.[3][2][6] Seu tamborilar é monótono, durando de 0,8 a 1,5 segundos.[3]

Forrageamento
Dieta
Sua principal fonte de alimento são formigas, com preferência pelo gênero Camponotus, além de formigas do gênero Meranoplus e pupas e larvas de formigas Oecophylla smaragdina.[3] Outros invertebrados consumidos incluem aranhas, lagartas, gorgulhos e besouros. Ocasionalmente, alimenta-se de frutas, como fonte de fibra alimentar e outros nutrientes.[3]
Comportamento de forrageamento
Utiliza a cauda como apoio para escalar árvores e voa em um padrão ondulante de bater asas e planar. Invade ninhos foliares de formigas Oecophylla smaragdina nas árvores, mas desce ao solo para acessar ninhos de formigas terrestres.[3] Forrageia sozinho, em pares ou em grupos familiares, frequentemente unindo-se a bandos de forrageamento multiespécies, como outros pica-paus do gênero Dinopium.[3]
Reprodução


Escava buracos para ninhos em alturas variadas. Essas cavidades, construídas apenas por pica-paus, membros da família Megalaimidae e outros Piciformes, servem como locais de nidificação para outras aves que utilizam cavidades, como papagaios, que não conseguem escavar suas próprias.[5] Às vezes, reproduz-se duas vezes por temporada, mas geralmente põe apenas uma ninhada. O período de reprodução vai de dezembro a setembro, com picos entre agosto e setembro e de fevereiro a junho. Cada ninhada contém dois a três ovos.[3]
Conservação
Está classificado como espécie pouco preocupante na Lista Vermelha da IUCN, devido a uma população estável, embora de tamanho desconhecido, e por ser comum a localmente comum em sua área de distribuição relativamente pequena. Não foram identificados declínios ou ameaças.[7] É muito comum, sendo um dos endêmicos "frequentes" no Sri Lanka, junto com a galinha-selvagem do Sri Lanka, o lorito-cingalês [en] e o barbichas-cingalês [en].[2] É a espécie de pica-pau mais comum no Sri Lanka.[2][8]
Referências
- ↑ International), BirdLife International (BirdLife (1 de outubro de 2016). «IUCN Red List of Threatened Species: Dinopium psarodes». IUCN Red List of Threatened Species. Consultado em 22 de fevereiro de 2021
- ↑ a b c d Wijeyaratne, Gehan (2020). A Naturalist's Guide to the Birds of Sri Lanka. [S.l.]: John Beaufoy Publishing. ISBN 9781913679002
- ↑ a b c d e f g h i j k l Del Hoyo, Josep; Collar, Nigel; Christie, David (4 de março de 2020). «Red-backed Flameback (Dinopium psarodes)». Birds of the World (em inglês). doi:10.2173/bow.bkrfla2.01
- ↑ a b c d e Fernando, S.P.; Irwin, D.E.; Seneviratne, S.S. (2016). «Phenotypic and genetic analysis support distinct species status of the Red-backed Woodpecker (Lesser Sri Lanka Flameback: Dinopium psarodes) of Sri Lanka». The Auk. 133 (3): 497–511. doi:10.1642/AUK-15-233.1
- ↑ a b c d e f g h Wildlife and Nature Protection Society (24 de fevereiro de 2021), From Woodies to Plovers: an untold story of our national identity. Dr Sampath S. Seneviratne, consultado em 14 de abril de 2025
- ↑ «Red-backed Flameback - eBird». ebird.org (em inglês). Consultado em 21 de fevereiro de 2021
- ↑ International), BirdLife International (BirdLife (1 de outubro de 2016). «IUCN Red List of Threatened Species: Dinopium psarodes». IUCN Red List of Threatened Species. Consultado em 22 de fevereiro de 2021
- ↑ «Woodpeckers of Sri Lanka». AmazingLanka.com (em inglês). 23 de maio de 2015. Consultado em 22 de fevereiro de 2021
Ligações externas
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