Phyllis Shand Allfrey
| Phyllis Byam Shand Allfrey | |
|---|---|
| Nascimento | Phyllis Byam Shand Rouseau, Dominica |
| Morte | 4 de fevereiro de 1986 (77 anos) Dominica |
| Nacionalidade | francesa |
| Cônjuge | Robert Allfrey |
| Ocupação | Escritora, ativista, jornalista e política |
| Magnum opus | The Orchid House |
Phyllis Byam Shand Allfrey (24 de outubro de 1908 – 4 de fevereiro de 1986) foi uma escritora, jornalista, editora de jornal, ativista socialista anti-colonial e política dominicana.[1] Conhecida principalmente por The Orchid House (1953), seu primeiro romance, baseado em sua própria infância, que em 1991 foi transformado em uma minissérie de televisão do Channel 4 no Reino Unido, dirigida por Horace Ové.[2]
Início da vida e antecedentes familiares
Nasceu em Roseau, ilha Dominica, no Caribe, em 1908. Filha de Francis Byam Berkeley Shand e Elfreda (filha de Henry Alfred Alford Nicholls), e batizada como Phyllis Byam.[3] A família de seu pai era uma família de colonos europeus que estabeleceu-se no Caribe no S. XVII, levando a Phyllis a se autodescrever como "uma indiana ocidental com mais de 300 anos de tradição, apesar do meu rosto pálido".[4]
Vida e carreira
Phyllis Shand casou-se com Robert Allfrey, um engenheiro inglês de Oxford, com quem teve cinco filhos e filhas, incluindo seus filhos adotivos, Robbie e David. Em 1941, estabeleceu uma conexão com o Tribune, o jornal da ala esquerda do Partido Trabalhista Britânico, no qual, de 1941 a 1944, suas resenhas, poemas e contos apareceram regularmente ao lado de colaboradores regulares como Naomi Mitchison, Stevie Smith, Julian Symons, Elizabeth Taylor, Inez Holden e George Orwell, este último se tornando seu editor literário em 1943. Ganhou o segundo lugar em uma competição internacional de poesia julgada por Vita Sackville-West.[4]
Em 1954 retorna a Dominica, e co-funda o Partido Trabalhista de Dominica.[1] Em 1958 foi eleita para o novo Parlamento Federal da Federação das Índias Ocidentais, com sede em Trinidade, como representante de Dominica. Poucas semanas depois estava servindo no governo de Sir Grantley Adams como Ministra do Trabalho e Assuntos Sociais, sendo a única mulher ministra da nova Federação.[4]
Foi editora do Dominica Herald e publicou e escreveu para o jornal The Dominica Star, que existiu entre 1965 e 1982. Em 1968, foi uma das fundadoras do Partido da Liberdade de Dominica.[5]
Morte
Morreu em Dominica em 1986, aos 77 anos.[3]
Deixou um romance não publicado: In the Cabinet. Uma coleção póstuma de seus contos: It Falls Into Place, foi publicada em 2004 (Papillote Press)[6]; e uma coleção de seus poemas, Love for an island: the collected poems of Phyllis Shand Allfrey, em 2014 (Papillote Press).[7]
Publicações
- In circles (poemas, 1940)
- Palm and oak (poemas, 1950)
- The orchid house (1953). Reeditada em 1982 (Virago) e em 2016 (Papillote Press).
- Its falls into place (2004, obra póstuma), Papillote Press.
- Love for an island: the collected poems of Phyllis Shand Allfrey (2014, obra póstuma, editada por Lizabeth Paravisini-Gebert), Papillote Press.
Referências
- ↑ a b Benson, Eugene; Conolly, L. W. (30 de novembro de 2004). Encyclopedia of Post-Colonial Literatures in English (em inglês). [S.l.]: Routledge. Consultado em 17 de outubro de 2025
- ↑ Gilbey, Ryan (17 de setembro de 2023). «Sir Horace Ové obituary». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 17 de outubro de 2025
- ↑ a b Commire, Anne; Klezmer, Deborah (1999). Women in world history: a biographical encyclopedia. Detroit; London: Yorkin Publications. ISBN 0787640808
- ↑ a b c Paravisini-Gebert, Lizabeth (1996). Phyllis Shand Allfrey: a Caribbean life. [S.l.]: Rutgers University Press. 335 páginas. ISBN 9780813522654
- ↑ Myers, Robert A. (1987). «A Resource Guide to Dominica, 1493-1986» (em inglês). Human Relations Area Files
- ↑ It Falls into Place. [S.l.]: Papillote Press. 2004. ISBN 0-9532224-1-1
- ↑ Love for an Island. [S.l.]: Papillote Press. 2014. ISBN 978-0-9571187-5-1