Tapicuru
Tapicuru
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| Estado de conservação | |||||||||||||||
![]() Pouco preocupante | |||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Phimosus infuscatus (Lichtenstein, 1823) | |||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||
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O tapicuru[2] (Phimosus infuscatus) é uma espécie de ave da família Threskiornithidae da América do Sul.[3] É a única espécie do gênero Phimosus.
Também é conhecido como socó-preto, socó-do-brejo, galo-do-bico-fino, maçarico-de-cara-pelada ou maçarico-preto.
Etimologia
Tapicuru tem origem em um provável *tapikuru em tupi antigo. O nome parece não ser atestado em documentos antigos.[4] Socó vem do tupi sokó, nome comum a aves ciconiformes.[5]
Distribuição e habitat
Pode ser encontrado nos seguintes países: México, Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Suriname, Uruguai e Venezuela.[6]
Vive em brejos, margens de rios, banhados e campos recentemente arados. Aparentemente vem aumentando sua distribuição em regiões antrópicas, adentrando rios, ribeirões e córregos em diferentes graus de poluição no interior de grandes cidades em áreas úmidas ou alagadas.[7]
Descrição
A espécie é inconfundível pela face sem penas e avermelhada, e pelo bico curvo amarelado ou avermelhado. A plumagem do corpo é preta, refletindo um tom esverdeado. Mede entre 46 e 54 centímetros de comprimento e pesa entre 493 e 600 gramas.[7]
Ecologia
A alimentação é de crustáceos, moluscos e matéria vegetal, como folhas e sementes, que procura em água rasa.
Coloca ovos azulados, que ficam encubados de 23 a 24 dias. Possui o hábito de se isolar em casais para se reproduzir.[7]
Galeria
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Tapicuru (de um possível *tapikuru do tupi) no Arroio Bagé -
Espécimens -
Espécimen
Subespécies
São reconhecidas três subespécies:[3]
- Phimosus infuscatus infuscatus (Lichtenstein, 1823) - ocorre do leste da Bolívia até o Paraguai, nordeste da Argentina e Uruguai.
- Phimosus infuscatus berlepschi (Hellmayr, 1903) - ocorre do leste da Colômbia até as Guianas, no Suriname e na região adjacente do noroeste do Brasil.
- Phimosus infuscatus nudifrons (Spix, 1825) - ocorre no Brasil ao sul do rio Amazonas.
Referências
- ↑ «Storks, ibis & herons». IOC World Bird List v 6.4 (em inglês). Consultado em 23 de dezembro de 2016
- ↑ José Fernando Pacheco; Luís Fábio Silveira; Alexandre Aleixo; et al. (26 de julho de 2021), Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos – segunda edição, doi:10.5281/ZENODO.5138368, Wikidata Q108322590
- ↑ a b «Report: Phimosus». Integrated Taxonomic Information System. Consultado em 28 de maio de 2024
- ↑ Michaelis Online, verbete Tapicuru
- ↑ Navarro, Eduardo de Almeida (2013). Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo: Global. ISBN 978-85-260-1933-1 Informe a(s) página(s) que sustenta(m) a informação (ajuda)
- ↑ IUCN (1 de outubro de 2016). «Phimosus infuscatus: BirdLife International: e.T22697418A93613032». IUCN. The IUCN Red List of Threatened Species (em inglês). doi:10.2305/iucn.uk.2016-3.rlts.t22697418a93613032.en. Consultado em 28 de maio de 2024
- ↑ a b c «tapicuru (Phimosus infuscatus)». WikiAves - A Enciclopédia das Aves do Brasil. Consultado em 28 de maio de 2024
- BirdLife International (2004). Phimosus infuscatus (em inglês). IUCN 2006. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN. 2006. Página visitada em 28.10.2007.


