Philippe Pasqua

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Philippe Pasqua é um artista francês contemporâneo, conhecido, principalmente, por suas pinturas, esculturas e desenhos. Nascido em 15 de junho de 1965, em Grasse, França. É um autodidata e solitário,[1] autor de pinturas de Vanitas e considerado um dos principais artistas de sua geração.[2]
Biografia
Em 1975, Philippe Pasqua mudou-se para Paris.[3][4] Por volta de seus 18 anos, começou a pintar e mudou-se para Nova Iorque, onde viveu por cerca de dois anos.[4] Em 1985, foi reconhecido por suas pinturas que apresentavam temas como fetiches e figuras inspiradas no vodu,[5] realizando sua estreia em galerias em 1990.[6] Segundo o crítico de arte, José Alvare, Philippe Pasqua tem uma abordagem lúdica em seu trabalho,[3] apesar de ser extremamente produtivo e levar uma vida ascética: dormindo muito pouco, não bebendo e nem fumando.[3] Em apenas três anos (1995-1997), criou cerca de mil peças de arte.[7] Já em 2006, o José Mugrabi, colecionador e galerista de arte, comprou cerca de cem obras de sua autoria,[8] além de pedir um tipo de exclusividade sobre a produção artística de Pasqua.[9] Ademais, o historiador de arte Pierre Restany também demonstrou interesse pela obra de Philippe Pasqua e escreveu sobre ela.[5] Em 2011, a obra de Pasqua ficou em segundo lugar no ranking Artprice de artistas contemporâneos franceses.[10]
Pintura
Philippe Pasqua disse gostar mais de pintar do que de qualquer outra forma de expressão artística.[9] Suas obras retratam temas como a transexualidade, a síndrome de Down e a cegueira.
Julián Zugazagoitiai, diretor do El Museo del Barrio, em Nova York, explica as escolhas de Pasqua da seguinte maneira: "Por meio da pintura, Philippe Pasqua confere dignidade a temas que, infelizmente, são tratados pela mídia sem qualquer consideração estética ou ética. Ao contrário da cobertura sensacionalista da mídia, que nos transforma em meros espectadores indulgentes do presente imediato, a obra de Philippe Pasqua nos abre para a transcendência da pintura e questiona os valores morais de nossa época."[11]
Há muitas camadas de tinta aplicadas na tela para mostrar a brutalidade da matéria que contrastam totalmente com os sujeitos humanos vulneráveis e frágeis das séries de Pasqua.[6] Ele utiliza, principalmente, tons de vermelho, marrom e cinza, numa tentativa de representar a cor da pele.[12] E utilizando de contornos propositalmente borrados, sua série de desenhos retrata os mesmos temas de suas pinturas.[3] Philippe Pasqua cria diversos tipos de obra, como palimpsestos, obras em papel que misturam serigrafia, gravura, pintura, pastel e técnicas de tinta. Incessantemente, ele retorna às suas próprias obras, adicionando novas cores ou desenhando sobre elas.[13]
No final de 1990, ele trabalhou junto ao artista Jean-Luc Moulène, pintando sobre suas fotografias, incluindo instantâneos de Notre-Dame de Paris .[4]
Escultura
Philippe Pasqua começou a esculpir em 1990 com a série "Vanitas", composta por diversas obras de até três metros de altura. Ele também fotografou as obras e considerou as fotografias como obras em si mesmas. Ao esculpir, utiliza bronze, ônix, prata maciça, mármore de Carrara, crânios humanos cobertos com pigmentos, folhas de ouro ou prata e couro tatuado.[3] Ao longo dos anos 2000, e ainda mais durante a década de 2010, a escultura ganhou maior destaque em seu trabalho. Suas obras escultóricas são extremamente diversas e incluem oliveiras de bronze,[14] macacos com cabeças de palhaço encenados para evocar a Última Ceia de Leonardo da Vinci,[15] um Tiranossauro Rex,[16] e uma Ferrari coberta com couro de animal tatuado e pendurada verticalmente em uma parede.[10]
Em 2017, foi convidado pelo Museu Oceanográfico de Mônaco para conscientizar sobre a proteção dos oceanos. Nessa ocasião, ele exibiu esculturas monumentais de animais marinhos.[17] O artista convidado anteriormente pelo museu foi Damien Hirst, com quem Pasqua já havia trabalhado.[18] No ano seguinte, ele expôs no parque e castelo do domínio de Chamarande, perto de Paris.[19]
Exibições
Exibições solo
Abaixo estão listadas as exibições solo realizadas por Philippe Pasqua desde o início da sua carreira.
- 1990: Espace Confluence, Paris
- 1991: Galerie Wo Mang et Partners, Paris
- 1995:
- Castelo de Grouchy, Osny, França
- Espaço Dautzenberg, Bruxelas
- Centro Internacional, Detroit (Michigan)
- 1996: Galeria Boulakia, Paris
- 1998: Espaço de Arte Yvonamor Palix, México
- 1999: Galeria Lucien Durand, Paris
- 2001: Trauma, Galerie Hengevoss-Durkop-Jensen, Hamburgo
- 2002:
- 2003:
- 2004: Métamorfoses, Galeria RX, Paris
- 2005: Centro cultural da cidade de Metz
- 2006:
- Galeria Patrick Painter, Santa Mônica (Califórnia)
- Galeria Spike, Nova York
- 2007: Philippe Pasqua – Pulsion, Galeria RX e Galeria Enrico Navarra, Paris
- 2009:
- 2010:
- 2011:
- 2012:
- Philippe Pasqua, Peintures et Dessins, Art Révolution, Taipei, Taiwan
- Philippe Pasqua, Pinturas recentes, Galeria RX, Paris
- Philippe Pasqua, Pintura, Fundação Fernet-Branca, Saint-Louis
- Obra em Andamento, Pintura e Escultura, The Storage, Paris
- Philippe Pasqua, Galeria Hyundai, Seul
- Philippe Pasqua em Londres, Opera Gallery, Londres
- 2013:
- Philippe Pasqua, Peinture, Dessin et Sculpture, Art Stage Singapura, Singapura
- 2017:
- 2018:
- Allegoria, Domaine de Chamarande, Essonne
- 2021
- Cara a cara, Espace Art Absolument, Paris
Exibições em grupo
Abaixo estão presentes as exibições em grupo realizadas por Philippe Pasqua desde o início da sua carreira.
- 1990: Maison des Arts, Beausset, França
- 1992: Salon des Grands et Jeunes d'Aujourd'hui, Paris
- 1994:
- 1997: 3 Visions de l'Art contemporain français, Galeria Martini, Hong Kong
- 1998:
- 80 artistas autour du Mondial, Galeria Enrico Navarra, Paris (com Jeff Koons, Rotella, César, Matta, Clemente, Nam June Paik ...)
- Hygiène, Yvonar Palix Art Space, México (com Orlan, Aziz + Cucher, Sandy Skoglund, Steve Miler)
- Higiene, Fundação La Source, La Guéroulde, França
- Coleção Ahrenberg : 50 anos de história da arte, curadoria de par Erick Öge, Museu de Belas Artes, Mons, Bélgica
- 1999:
- Fétiches, Fétichismes, Passage du Retz, Paris, curadoria de Jean Michel Ribettes
- Naço & Friends, Espace Via, Paris
- 2000:
- Narcisse Blessed, Passage du Retz, Paris, curadoria de Jean Michel Ribettes
- Colagens d'hier et d'aujourd'hui, Galeria Lucien Durand - Le Gaillard, Paris
- 2001: Confronto, Galeria Aeroplastics Damasquine, Bruxelas
- 2002: Inauguração, Galeria RX, Paris
- 2004:
- Além do Paraíso, Galeria RX, Paris
- Artistas contemporâneos das galerias do 8º arrondissement, Ville de Paris
- 2005:
- Quintessência, Galeria RX, Paris
- Au-delà du corps, Bienal de Arte Contemporânea, Aixe-sur-Vienne, França
- A3, Place St Sulpice, Paris, com curadoria de Sophie Actis.
- 2006: Soutine e a Arte Moderna, Galeria Cheim and Read, Nova Iorque.
- 2010:
- Nova Era, Galeria RX, Paris
- C'est la vie! Vanités de Caravage à Damien Hirst, curadoria de Patrizia Nitti, diretora de arte do Musée Maillol, Claudio Strinati, diretor executivo
- 2011:
- Desenhando Agora, Galeria RX, Paris
- ART Paris, Galeria RX, Paris
- ART Miami, Galeria RX, Paris
- 2012:
- Plaisir, Galeria RX, Paris
- Popening, Galeria Laurent Strouk, Paris
- Damien Hirst x Philippe Pasqua, Galeria Laurent Strouk, Paris
- 2015:
- 2017:
- Recomposição, Galeria RX, Paris
- 2018:
- Ação! La Nouvelle École Française : Première Époque, Bastille Design Centre, Paris
- 2019:
- Stage Beasts, Fundação Villa Datris, L'Isle-sur-la-Sorgue
Publicações
Suas principais publicações em ordem cronológica
- Pierre Restany, Jean-Michel Ribettes (1999). Philippe-Pasqua (em francês). Paris: SAGA - Stephen lacy- Galerie Lucien Durand - Le Gaillard. ISBN 978-2951442405
- Trauma, Catalogue d'exposition (em francês). Hamburg: galerie Hengevoss Dürkop. 2001
- Emmanuel Daydé, Cynthia Fleury (2002). Philippe Pasqua, les miroirs de l'âme (em francês). Fécamp: Bénédictine SA
- Emmanuel Daydé, Michel Schouman (2002). Philippe Pasqua, Paradis blanc (em francês). Paris: RX Gallery
- Restany, Pierre (2004). «Une leçon de liberté dans la peinture». Beaux-Arts Magazine
- Zugazagoitia, Julián (2004). «De l'efficacité dans la peinture». Beaux Arts Magazine
- Fleury, Cynthia (2004). «La beauté, simplement». Beaux Arts Magazine
- David Simard, Michel Schouman (2004). «Pasqua, ou l'oeil du profane». Beaux Arts Magazine
- Hengevoss-Dürkop, Kerstin (2004). «De la chair». Beaux Arts Magazine
- Walberg, Michel (2005). Philippe Pasqua (em francês). Paris: La Différence « Mains et Merveilles »
- Tully, Judd (2006). Philippe Pasqua (em francês). Santa Monica, California: Patrick Painter Gallery
- Maurice Tuchman, Estil Dunow (2006). The New Landscape/the New Still Life : Soutine and Modern Art. New-York: Cheim & Read
- Debailleux, Henri-François (2007). Philippe Pasqua. Paris: RX Gallery and Enrico Navarra gallery
- Krempel, Ulrich (2009). Philippe Pasqua. Hanovre: Stiftung Kestner Pro Arte
- Jonathan Katz, Joshua Mack (2010). Sex. London: Philipps de Pury & Company
- Rosenberg, David (2010). Philippe Pasqua, « Paradise. Paris: Edition Skira
- Rosenberg, David (2010). Palimpseste. [S.l.: s.n.]
- Corbu, Jean (2011). Philippe Pasqua - Drawings or Sculptures. Paris: Galerie Laurent Strouk
- Farameh, Patrice (2011). Skull Style. Skulls in Contemporary Art and Design. New-York: The Curated Collection
- Philippe Pasqua, " Work in Progress ". Saint-Ouen L’Aumône: [s.n.] 2012
- Philippe Pasqua, " Monographie ". Paris: Edition du Regard. 2012
- Philippe Pasqua. Saint-Louis: Edition de Saint-Louis, Fondation Fernet-Branca. 2012
- Mald, Cyrille (2014). Philippe Pasqua, " Autoportrait ", préface de Frédéric Mitterrand. Paris: Edition Séguier
- Chabot, André (2014). Philippe Pasqua, " Skull box ". Paris: Editions Ynox
- Guionneau-Joie, Florence (2017). Philippe Pasqua, " Borderline ". Paris: Beaux-Arts Editions
- Debailleux, Henri-François (2017). Philippe Pasqua, " Monumental ". Paris: Albin Michel
Veja também
Referências
- ↑ «Philippe Pasqua». Le Figaro. Consultado em 21 de dezembro de 2018.
- ↑ «Divertissements macabres». Les Échos. 14 de maio de 2010. 13 páginas.
- ↑ a b c d e Ellison, Heidi (19 de janeiro de 2013). «Work in Progress : Philippe Pasqua». The Global Edition of the New York Times. 1 páginas.
- ↑ a b c Frimbosi, Jean-Pierre (Novembro–dezembro de 2011). «Philippe Pasqua Visage.Visages». Art Actuel. 23 páginas.
- ↑ a b «Philippe Pasqua». The Global Edition of the New York Times. 27 de novembro de 2011.
- ↑ a b Collection A. 150 Oeuvres par Philippe PASQUA (em francês). Paris: SVV Farrando. 2017.
- ↑ Restany, Pierre (1999). Philippe Pasqua. Paris: SAGA ) Stephen Lacy - Galerie Lucien Durand - le Gaillard. ISBN 978-2951442405.
- ↑ Bellet, Harry (26 de março de 2011). «Philippe Pasqua. Inspiré par l'altérité». Le Monde Magazine. 53 páginas.
- ↑ a b Pasqua l’insaisissable. Films Concept Associés, Here Production, Planet No Limit and France Television.
- ↑ a b Cocquet, Marion (4 de abril de 2011). «Philippe Pasqua, dans ses silences». Le Point.
- ↑ Zugazagoitia, Julián (2004). «De l'efficacité de la peinture». Beaux Arts Magazine.
- ↑ «Philippe Pasqua, Painting instinct». Art Croissance. Janeiro–março de 2013. 34 páginas.
- ↑ de Rochebouet, Beatrice (20 de setembro de 2010). «Philippe Pasqua : Palimpseste». Le Figaro.
- ↑ Zalzal, Zéna (21 de setembro de 2015). «Quoi que je représente, je ne fais que mon autoportrait». L'Orient-Le Jour.
- ↑ de Santis, Sophie (19 de maio de 2017). «Visite Virtuelle de l'exposition de Philippe Pasqua». Le Figaro.
- ↑ «Ce T-Rex veille sur les bateaux mouches». Le Parisien. 1 de abril de 2013. 75 páginas.
- ↑ de Santis, Sophie (15 de maio de 2017). «Philippe Pasqua " Borderline "». Le Figaro.
- ↑ Guionneau-Joie, Florence (28 de julho de 2017). «Les vies aquatiques de Philippe Pasqua». Beaux Arts Magazine.
- ↑ Chevallier, Cécile (31 de maio de 2018). «Essonne : l'artiste en vogue Philippe Pasqua a posé ses œuvres à Chamarande». Le Parisien.