Petrea volubilis

Petrea volubilis
Flor-de-são-miguel
Flor-de-são-miguel
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Verbenaceae
Gênero: Petrea
Espécie: P. volubilis
Nome binomial
Petrea volubilis
L.

Petrea volubilis, conhecida popularmente como flor-de-são-miguel ou viuvinha[1], é uma liana perene com flor da família Verbenaceae, nativa da América tropical, que é especialmente valorizada por sua exibição de flores violeta.[2][3]

Descrição

Como planta trepadeira, ela cresce até uma altura de 12 m, mas como arbusto, cresce até 4 m de altura.[4] É uma trepadeira ou arbusto semitrepador com caules às vezes atingindo 10 cm de diâmetro. As folhas são elípticas-oblongas, de 5–16 cm de comprimento e 3–8 cm de largura, ápice agudo ou obtuso, base em forma de cunha, margem inteira, por vezes sinuosa, glabra ou pubescente, áspera ao toque; pecíolo de 0,2–1 cm de comprimento.[5][3]

As flores emergem das brácteas.[6] Inflorescências racemosas de 8–20 cm de comprimento, axilares ou terminais, solitárias, raque puberulenta, flores de 5 partes em pedicelos pedicelos suportados por uma bráctea decídua; tubo do cálice de 0,2–0,7 cm de comprimento, corola infundibuliforme, 1 cm de comprimento, roxa; ovário e estilete glabros. Fruto drupáceo completamente envolto no cálice acre que atua como asas ou flutuadores.

Distribuição e habitat

É encontrada especialmente nas margens de rios e riachos, do norte do México à Bolívia, Brasil e Paraguai nas Antilhas e na Venezuela. Dependendo do clima, pode ter até duas florações no ano. No Brasil, pode ser vista no Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia[7], além de ser usada no paisagismo e jardins. Suas flores, muito ricas em néctar, atraem borboletas e beija-flores.[8]

Um problema relacionado a esta planta é que em outras áreas em que não é nativa, por exemplo em regiões de cocais no nordeste brasileiro, tem sido observada como invasora.[1]

Cultivo

Em climas temperados, a Petrea volubilis prefere sol pleno e pode tolerar sombra, embora não floresça profusamente. Ela suporta uma geada muito leve e passageira a temperaturas de até −2 °C, mas além desse limite a planta morreria. Ela se desenvolve em solos férteis e bem drenados e pode tolerar a seca.[9]

O grupo étnico Wayapi tradicionalmente usa uma preparação com seiva para tratar queimaduras, feridas, inflamações e abscessos, e no Caribe é usada para tratar a diarreia.[10]

Referências

  1. a b Oliveira, L.B.; et al. (2020). «Troca de saberes: metodologias de extensão e comunicação no diálogo campo e universidade». Anais do XI Congresso Brasileiro de Agroecologia, São Cristóvão, Sergipe. 15 (2). 5 páginas. Consultado em 16 de setembro de 2025 
  2. «Petrea volubilis L. | Plants of the World Online | Kew Science» (em inglês). Plants of the World Online. Consultado em 26 de agosto de 2020 
  3. a b «Petrea volubilis - Purple Wreath». www.flowersofindia.net. Consultado em 12 de abril de 2019 
  4. Petrea volubilis L. Verbenaceae Tropical Plants Database, Ken Fern. tropical.theferns.info. 2021-02-04.
  5. Correa A., M. D., C. Galdames & M. N. S. Stapf. 2004. Cat. Pl. Vasc. Panamá 1–599. Smithsonian Tropical Research Institute, Panama.
  6. «Petrea volubilis». botanyphoto.botanicalgarden.ubc.ca. 6 de março de 2014. Consultado em 19 de setembro de 2020 
  7. Cardoso, P. H. (2020). Verbenaceae no Espírito Santo, Brasil: taxonomia, biogeografia e conservação (PDF) (Mestrado). Universidade Federal de Juiz de Fora. Consultado em 16 de setembro de 2025 
  8. Funk, V. A., P. E. Berry, S. Alexander, T. H. Hollowell & C. L. Kelloff. 2007. Checklist of the Plants of the Guiana Shield (Venezuela: Amazonas, Bolivar, Delta Amacuro; Guyana, Surinam, French Guiana). Contr. U.S. Natl. Herb. 55: 1–584.
  9. Petrea volubilis (queen's wreath) by Jeanine Vélez-Gavilán, University of Puerto Rico at Mayagüez, Puerto Rico from Centre for Agriculture and Bioscience International, 30 September 2019
  10. Petrea volubilis - Pétrée volubile, Liane Saint Jean by Jardin L'Encyclopédie

Ligações Externas

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