Perp walk


Perp walk (em inglês: "desfile do acusado", gíria) é um termo que se refere à prática policial de expor, intencionalmente, o acusado preso de forma sensacionalista em local público, de modo que a mídia possa observar, gravar e divulgar o evento. O suspeito é geralmente algemado ou imobilizado de alguma forma, e muitas vezes traja uniforme de presidiario.[1]
No desenrolar da Operação Satiagraha, a Polícia Federal do Brasil foi acusada de praticar o perp walk e abusar do uso de algemas pelos advogados do banqueiro Daniel Dantas, preso durante a operação.[carece de fontes]
Propósito e procedimento
Em muitos países, como Brasil e Estados Unidos, é comum que suspeitos presos sejam protegidos dos olhares do público enquanto estão sob custódia da polícia, de forma a assegurar a privacidade e a reputação do indivíduo até que sua culpa seja provada. Entretanto, o transporte de um indivíduo sob custódia da polícia através de um local público é geralmente inevitável no decorrer das atividades policiais normais.[2]
O perp walk pode ser uma falta de preocupação intencional pela privacidade de um suspeito, com o propósito de promover a imagem da instituição policial, humilhar o suspeito, ou ambos. O perp walk é geralmente praticado a indivíduos de alta penetração na mídia, como políticos acusados de corrupção, cuja reputação é suscetível a danos pela exposição pública.[3]
Referências
- ↑ Dickson, Paul (2006). Slang: The Topical Dictionary of Americanisms. New York: Walker & Co. p. 359. ISBN 978-0-8027-1849-5
- ↑ Tompkins, Al (18 de maio de 2011). «'Cynics might call the perp walk the crime reporter's red carpet': How we justify images of accused IMF chief in handcuffs». Poynter Institute. Consultado em 22 de maio de 2011. Cópia arquivada em 21 de maio de 2011
- ↑ Labaton, Stephen (15 de setembro de 1996). «The Packaging Of a Perpetrator». The New York Times. Consultado em 31 de maio de 2011