Periurbanização

Os vales montanhosos dos países industrializados (por exemplo, o vale do Inn) são frequentemente periurbanizados.
O vale da Limmat suíço, periurbanizado.
Hospital numa área periurbana em Gijón.

A periurbanização está relacionada com os processos de crescimento urbano disperso e difuso que criam paisagens híbridas com características mistas e fragmentadas de urbano e rural. Tais áreas podem ser referidas como franja rural-urbana, periferia ou hinterland urbano.[1]

Etimologia

A expressão tem origem na palavra francesa périurbanisation ("periurbano" significando "em torno do urbano"), que é usada pelo INSEE[2] (o instituto nacional de estatística francês) para descrever espaços – entre a cidade e o campo – que são moldados pela urbanização fragmentada de antigas áreas rurais na franja urbana, tanto num sentido qualitativo (por exemplo, difusão do estilo de vida urbano) como quantitativo (por exemplo, novas zonas residenciais). É frequentemente vista como um resultado da pós-modernidade. Em ciência, o termo foi usado inicialmente em França e na Suíça.

Estrutura e função

As áreas periurbanas (também chamadas de espaço urbano, periferia ou hinterland) são definidas pela estrutura resultante do processo de periurbanização. Pode ser descrita como a interface paisagística ou ecótono entre a cidade e o campo,[3][4] ou também como a zona de transição rural-urbana onde usos e funções urbanos e rurais se misturam e frequentemente entram em conflito.[5] Pode, assim, ser vista como um novo tipo de paisagem por direito próprio, forjada a partir da interação do uso do solo urbano e rural.

A sua definição varia consoante a localização global, mas tipicamente na Europa, onde as áreas suburbanas são geridas intensivamente para prevenir a expansão urbana e proteger a terra agrícola, a franja urbana será caracterizada por certos usos do solo que se deslocaram propositadamente da área urbana ou que requerem parcelas de terra muito maiores. Por exemplo:

  • Estradas, especialmente autoestradas e vias de circulação rápida
  • Estações de transferência de resíduos, instalações de reciclagem e aterros sanitários
  • Estacionamento dissuasor
  • Aeroportos
  • Grandes hospitais
  • Instalações de energia, água e saneamento
  • Fábricas
  • Grandes estabelecimentos comerciais extraurbanos, por exemplo, grandes supermercados
  • Edifícios residenciais de alta densidade

Apesar destes usos urbanos, a franja permanece amplamente aberta, com a maioria do solo destinado a usos agrícolas, florestais ou outros usos rurais. A qualidade de vida no campo em torno das áreas urbanas tende a ser baixa, com fragmentação entre áreas de terreno aberto e bosques e sebes mal conservados, juntamente com as instalações urbanas dispersas.

"Periurbanização" é também por vezes usada para preencher a lacuna entre suburbanização e exurbanização, e relaciona-se, portanto, sobretudo com o movimento de pessoas no espaço. Neste caso, implica a expansão de ligações funcionais rural-urbanas, como através de deslocações pendulares.

Nos Estados Unidos, as áreas urbanas são definidas como território contíguo com uma densidade de pelo menos 1.000 pessoas por milha quadrada, embora em algumas áreas a densidade possa ser tão baixa quanto 500 por milha quadrada. As áreas urbanas também incluem território periférico de menor densidade se estiver ligado ao núcleo da área contígua por estrada e a menos de 2,5 milhas rodoviárias desse núcleo, ou a menos de 5 milhas rodoviárias mas separado por água ou outro território não urbanizável. O território com densidade populacional inferior a 1.000 pessoas por milha quadrada é incluído na franja urbana se eliminar um enclave ou fechar uma reentrância no limite da área urbanizada.[6]

Ver também

Referências

  1. «Periurbanização». Infopédia. Consultado em 7 de dezembro de 2014 
  2. «Définition - Couronne | Insee». www.insee.fr 
  3. Verstoep, Timon (2022). «ECOTONE URBANISM». Wageningen University Landscape Architecture Group 
  4. «Cópia arquivada». Consultado em 23 de julho de 2011. Cópia arquivada em 11 de março de 2007 
  5. Griffiths, Michael B.; Chapman, Malcolm; Christiansen, Flemming (2010). «Chinese consumers: The Romantic reappraisal». Ethnography. 11 (3): 331–357. doi:10.1177/1466138110370412 
  6. Departamento do Comércio - Census Bureau (24 de agosto de 2011). «Urban Area Criteria for the 2010 Census; Notice» (PDF). Federal Register. Consultado em 3 de agosto de 2017  Parâmetro desconhecido |publicador= ignorado (|editora=) sugerido (ajuda)

Leitura adicional