Penacho (política)

Penacho (ou pennacho, na grafia da época) foi uma expressão política utilizada no Brasil durante os anos finais do Segundo Reinado (1840-1889), representando de forma satírica o poder atribuído a determinado cargo, em especial ao cargo de Presidente do Conselho de Ministros (primeiro-ministro), atribuído pelo Poder Moderador aos principais políticos da época.[1]
O termo satiriza a pompa do poder, representada por um chapéu bicorne encimado por uma pluma (penacho) de tamanho comicamente exagerado, pompa essa que escondia os jogos de interesses da política imperial.[2] Embora utilizado nos meios políticos, como no parlamento,[3] a expressão se popularizou através da imprensa, principalmente em periódicos como a Revista Illustrada.[4]
Referências
- ↑ Aguiar, Alexandra do Nascimento (2018). «O "Penacho": Os Presidentes Do Conselho De Estado E a Primeira Câmara Dos Deputados Por Eleição Direta (1881-1884)». Fronteiras: Revista de História (35): 92–116. Consultado em 8 de março de 2025
- ↑ Martins, Maria Fernanda Vieira (2006). «A velha arte de governar: o Conselho de Estado no Brasil Imperial». Topoi (Rio de Janeiro): 182. ISSN 1518-3319. doi:10.1590/2237-101X012007006. Consultado em 8 de março de 2025
- ↑ SOUSA, Álvaro Paulino Soares de (1923). Três brasileiros ilustres: José Antônio Soares de Sousa, Visconde de Uruguai e Conselheiro Paulino José Soares de Sousa. Contribuições biográficas por ocasião do centenário da independência. Rio de Janeiro: Typo. Leuzinger. p. 117
- ↑ AGOSTINI, Angelo (1882). «Revista Illustrada» (PDF). Angelo Agostini. Revista Illustrada (283). Consultado em 8 de março de 2025