Pelourinho de Alcântara
Pelourinho de Alcântara
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| Tipo | pelourinho, património histórico |
| Geografia | |
| Coordenadas | |
| Localidade | Praça da Matriz de São Matias, Conjunto Arquitetônico de Alcântara |
| Localização | Alcântara - Brasil |
| Patrimônio | bem tombado pelo SPPHAP, bem tombado pelo IPHAN |
O Pelourinho de Alcântara, localizado em frente às Ruínas da Igreja Matriz de São Matias, compõe o conjunto arquitetônico da praça de mesmo nome, em Alcântara, Maranhão. O pelourinho era símbolo da ordem e da vigência de poder. De acordo com Andrade (2022),[1] o pelourinho garantia legitimidade à publicação de éditos e ordens régias, além de qualquer outra notícia ou ação de natureza pública. Contudo, foram os suplícios e castigos que tornaram os pelourinhos famigerados em praticamente todos os lugares que foram erguidos. Com a abolição da escravatura, o mesmo foi retirado e escondido, sendo tempos depois descoberto seu paradeiro.Pflueger (2002)[2] relata que em 1889 o pelourinho havia sido enterrado na praça e dividido em pedaço. O resgate foi possível graça a indicação de uma ex-escrava de nome Calu. Com isso, os irmãos maranhenses Osvaldo e Durval Soares, membros do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB-MA), reergueram o mesmo por na Praça da Matriz por ocasião do tombamento da cidade. Com isso, o mesmo foi fincado de volta no seu local de origem. De acordo com Andrade (2022),[1] esse foi um dos poucos pelourinhos que sobreviveram ao tempo no Brasil.
Leituras adicionais
- PFLUEGER, G. De Tapuitapera a Villa D' Alcântara: composição urbana e arquitetônica de Alcântara no Maranhão. Pernambuco, 2002. 139 p. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Urbano) Universidade Federal de Pernambuco.
- ANDRADE, Francisco. De símbolos da opressão a padrões da liberdade: a preservação de pelourinhos coloniais e o apagamento da memória da escravidão (sécs. XVI-XX). Revista de História, São Paulo, n. 181, p. 1–37, 2022.
Referências
- ↑ a b Andrade, Francisco (10 de outubro de 2022). «De Símbolos da Opressão a Padrões da Liberdade: a Preservação de Pelourinhos Coloniais e o Apagamento da Memória da Escravidão (sécs. XVI-XX)». Revista de História (São Paulo): a07921. ISSN 0034-8309. doi:10.11606/issn.2316-9141.rh.2022.188402. Consultado em 22 de abril de 2025
- ↑ Soares Pflueger, Grete (2002). «De Tapuitapera a Villa D Alcântra composição urbana e arquitetônica de Alcântara no Maranhão». repositorio.ufpe.br. Consultado em 22 de abril de 2025
