Peixoto da Silveira

José Peixoto da Silveira
Foto oficial como deputado federal por Goiás, data desconhecida.
Deputado Federal por Goiás
Período1.º de fevereiro de 1963 até
1.º de fevereiro de 1967
Legislatura42.ª legislatura
1.º Secretário da Saúde do Estado de Goiás
Período14 de fevereiro de 1961 até
1.º de fevereiro de 1963
GovernadorMauro Borges Teixeira
14.º Secretário da Fazenda do Estado de Goiás
Período31 de janeiro de 1955 até
22 de abril de 1956
GovernadorJosé Ludovico de Almeida
Antecessor(a)Dercílio de Campos Meireles
Sucessor(a)Felipe Santa Cruz Serradourada
Secretário da Educação e Cultura de Goiás
Período31 de janeiro de 1951 até
31 de janeiro de 1955
31 de janeiro de 1959 até
14 de novembro de 1961
GovernadoresPedro Ludovico Teixeira
José Feliciano Ferreira
Mauro Borges Teixeira
Deputado Estadual por Goiás
Período1.º de fevereiro de 1947 até
1.º de fevereiro de 1951
Legislatura1.ª legislatura
Dados pessoais
Nascimento6 de maio de 1913
Cristais, Minas Gerais, Brasil
Morte16 de janeiro de 1987 (73 anos)
Goiânia, Goiás, Brasil
Nacionalidadebrasileiro
Alma materFaculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais
Filhos(as)Maria José Silveira
Flávio Rios Peixoto da Silveira
outros 6
PartidoPSD (1945-1965)
MDB (1966-1979)
MDB (1980-1987)

José Peixoto da Silveira (Cristais, MG 6 de maio de 1913 - Goiânia, GO 16 de janeiro de 1987) foi um médico, professor e político brasileiro.[1][2]

Primeiros anos

José Peixoto da Silveira nasceu no município de Cristais, em Minas Gerais em 6 de maio de 1913. Formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, em seguida, mudou-se para Goiás, onde ingressou na vida política.

Genealogia, antecedentes e descendentes

Casou-se em Jaraguá com a poetisa Galiana Rios, de tradicional família goiana, neta do senador estadual Tubertino Ferreira Rios[3] e sobrinha do poeta e desembargador Augusto Ferreira Rios — grande amigo de Peixoto da Silveira.

José Peixoto da Silveira é pai de Flávio Rios Peixoto da Silveira, ministro do Meio Ambiente do Brasil no governo José Sarney, de 15 de março de 1985 a 14 de fevereiro de 1986.[4] Flávio é casado com Denise Teixeira Mello, neta de João Teixeira Álvares Júnior, que governou Goiás e era irmão de Pedro Ludovico Teixeira, fundador de Goiânia.

É progenitor, ainda, de Maria José Silveira, premiada escritora e editora brasileira[5], casada com o biblioteconomista amazonense Felipe Lindoso, filho do senador José Lindoso; do empresário Otávio Rios Peixoto da Silveira, proprietário da Artex do Brasil; do ativista cultural PX Silveira[6], ex-diretor da Regional da FUNARTE em São Paulo e ex-superintendente de Cultura do Estado de Goiás[7][8], que casou-se e se divorciou de Anna Márcia Borges Teixeira, filha do deputado federal Paulo Borges Teixeira e neta do senador Pedro Ludovico Teixeira, fundador de Goiânia. É ainda avô do deputado federal Thiago Peixoto e do empresário Frederico Peixoto de Carvalho Craveiro, casado com a advogada Ana Paula Rezende, filha do governador Iris Rezende.

Carreira política

Prefeito interventor de Jaraguá e Deputado Estadual por Goiás

Lei Ordinária n.º 122 de 25 de agosto de 1948, que decreta a emancipação do município de Porangatu, cria o cargo de Prefeito e a Câmara Municipal.[9]

Foi nomeado prefeito interventor de Jaraguá em 19 de fevereiro de 1946, afastando-se em 1º de fevereiro do ano seguinte, para assumir o mandato de deputado estadual por Goiás, como constituinte estadual, da 1.ª Legislatura.[10] Havia sido eleito pelo Partido Social Democrático, partido no qual foi filiado do surgimento até a extinção. Foi responsável pela Lei Ordinária n.º 122 de 25 de agosto de 1948, que emancipou o então distrito municipal de Porangatu do município de Uruaçu, elevando-o à categoria de município.[11][12]

Secretário Estadual

Ocupou várias pastas do governo estadual, incluindo a Secretaria da Fazenda (como seu décimo quarto titular), da Educação e Cultura e da Saúde, sendo o primeiro chefe da SES-GO.[13] Foi também nomeado pelo presidente Juscelino Kubitschek, como membro da Companhia Urbanizadora da Nova Capital.[2]

Deputado Federal

Foi eleito à Câmara dos Deputados do Brasil, em 1962, com 22 655 votos.[14] Deixou a função de Secretário da Saúde do Estado de Goiás em 1.º de fevereiro de 1963, ao tomar posse no mandato como deputado federal por Goiás. Foi membro da Comissão de Economia da Câmara.[1] Em meio à institucionalização do bipartidarismo instaurado pelo Ato Institucional n.º 2, Peixoto da Silveira se filiou ao Movimento Democrático Brasileiro, ala oposicionista à ditadura militar brasileira, instaurada em pouco mais de um ano de mandato de Silveira como deputado federal.

Ainda no mandato como deputado federal, foi candidato a Governador de Goiás pelo PSD em 1965, em oposição à chapa que contava com apoio da ditadura militar, encabeçada por Otávio Lage de Siqueira. Todavia, Peixoto da Silveira obteve 176 809 votos, não se elegendo para o cargo.[15]

Morte

José Peixoto da Silveira faleceu menos de 4 meses do seu aniversário, em 16 de janeiro de 1987, aos 73 anos de idade, em Goiânia.[10]

Referências

  1. a b «Biografia do(a) Deputado(a) Federal PEIXOTO DA SILVEIRA». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 29 de outubro de 2025 
  2. a b «Os Rosacruzes no Coração de Goiás - PEIXOTO DA SILVEIRA - Idealizador do templo das Mãos Postas». www.masonic.com.br. Consultado em 29 de outubro de 2025 
  3. CAMPOS, Francisco Itami; DUARTE, Arédio Teixeira (1998). «O Legislativo em Goiás Volume 2 - Perfil Parlamentar I (1891 - 1937)» (PDF). Faculdade de Informação e Comunicação da Universidade Federal de Goiás. Goiânia, Goiás, Brasil: Editora UFG. p. 254. Consultado em 1 de outubro de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 1 de outubro de 2025 
  4. «Galeria dos Ministros (MMA)». Ministério do Meio Ambiente. Consultado em 28 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 28 de outubro de 2025 
  5. PublishNews. «Maria José Silveira lança livro de contos sobre a ditadura». PublishNews. Consultado em 29 de outubro de 2025 
  6. «PX SILVEIRA – POESIA DOS BRASIS – GOIÁS - www.antoniomiranda.com.br». www.antoniomiranda.com.br. Consultado em 29 de outubro de 2025 
  7. «PX Silveira se reúne com representantes de entidades culturais – SEDUC». goias.gov.br. Consultado em 29 de outubro de 2025 
  8. «Escritor Px Silveira lança livro na cidade de Goiás - @aredacao». aredacao.com.br. Consultado em 29 de outubro de 2025 
  9. PEIXOTO DA SILVEIRA, José; COIMBRA BUENO, Jerônimo (25 de agosto de 1948). «Lei Ordinária n.º 122/1948». legisla.casacivil.go.gov.br. Consultado em 28 de agosto de 2023. Cópia arquivada em 28 de agosto de 2023 
  10. a b «Perfil Biográfico de José Peixoto da Silveira | Portal da Alego». Perfil Biográfico de José Peixoto da Silveira | Portal da Alego. Consultado em 29 de outubro de 2025 
  11. PEIXOTO DA SILVEIRA, José; COIMBRA BUENO, Jerônimo (25 de agosto de 1948). «Lei Ordinária n.º 122/1948». legisla.casacivil.go.gov.br. Consultado em 28 de agosto de 2023. Cópia arquivada em 28 de agosto de 2023 
  12. PEREIRA, Edna Lemes Martins; GOIANINHO, Euclides de Souza (2023). História de Porangatu. Goiânia: Cegraf UFG. pp. 375–396. ISBN 9788549507402 
  13. «Galeria dos Ex-Secretários». Secretaria da Economia do Estado de Goiás. Consultado em 5 de maio de 2024. Cópia arquivada em 28 de outubro de 2025 
  14. «Eleições 1962- TSE- Resultados». app.powerbi.com. Consultado em 29 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 28 de outubro de 2025 
  15. «Banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral». Consultado em 17 de julho de 2016