Peixe-cofre-amarelo

Peixe-cofre-amarelo
Exemplar fotografado no Mar Vermelho, Egito
Exemplar fotografado no Mar Vermelho, Egito
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Superclasse: Osteichthyes
Classe: Actinopterygii
Ordem: Tetraodontiformes
Família: Ostraciidae
Género: Ostracion
Espécie: O. cubicus
Nome binomial
Ostracion cubicus
Linnaeus, 1758
Sinónimos
  • Ostacion cubicus Linnaeus, 1758
  • Ostracion argus Rüppell, 1828
  • Ostracion cubicua Linnaeus, 1758
  • Ostracion tuberculatus Linnaeus, 1758

O peixe-cofre-amarelo[2] (Ostracion cubicus) é uma espécie de peixe marinho actinopterígeo pertencente à família Ostraciidae. Essa espécie habita recifes em diferentes regiões, incluindo o Oceano Pacífico, o Oceano Índico e o sudeste do Oceano Atlântico. Desde 2011, também foi ocasionalmente observada nas águas levantinas do Mar Mediterrâneo, possivelmente tendo chegado por meio do Canal de Suez. A espécie é popular no comércio de aquarismo,[3] destacando-se pelo formato cuboide do corpo, a coloração amarela vibrante com manchas pretas e a capacidade de liberar um muco tóxico como defesa quando se sente ameaçada.[4][5]

Taxonomia

O peixe-cofre-amarelo foi descrito oficialmente pela primeira vez por Carlos Lineu na 10ª edição do Systema Naturae, publicada em 1758, sendo a localidade-tipo designada como Índia.[6]

A classificação dessa espécie foi alvo de debate em seus estudos iniciais. Lineu utilizou os nomes O. cubicum e O. tuberculatum para descrever o peixe-cofre-amarelo. Contudo, devido à ausência de descrições detalhadas da espécie em sua obra, não estava claro se esses dois nomes referiam-se a espécies distintas. Foi Albert Günther quem solucionou essa questão, concluindo que ambos os nomes representavam uma única espécie, uma vez que era difícil diferenciá-las. Ele declarou O. cubicum como o nome válido para a espécie, enquanto O. tuberculatum foi considerado sinônimo.[4]

Essa espécie é reconhecida como a espécie-tipo do gênero Ostracion.[7] De acordo com a 5ª edição do livro Fishes of the World, o gênero pertence à família Ostraciidae, que está na subordem Ostracioidea, dentro da ordem Tetraodontiformes. A família Ostraciidae inclui peixes conhecidos por seu formato distinto e angular, como os peixes-vaca e os peixes-cofre.[8]

Etimologia

O peixe-cofre-amarelo, além de ser a espécie-tipo do gênero Ostracion, traz em seu nome científico uma alusão clara ao formato do seu corpo. O termo "Ostracion" significa "pequena caixa", enquanto o epíteto específico cubicum, que quer dizer "cúbico", refere-se diretamente à sua estrutura em forma de caixa.[9]

Descrição

Juvenil
Adulto

O peixe-cofre-amarelo pode alcançar até 45 centímetros de comprimento e possui um formato peculiar que lembra um cofre, como sugere seu nome. Caracteriza-se por um corpo rígido e blindado, denominado carapaça, que envolve tanto sua cabeça quanto o tronco. Esta estrutura possui aberturas que permitem a funcionalidade de partes essenciais, como boca, narinas, abertura branquial, ânus, pedúnculo caudal e nadadeiras. Por muito tempo, acreditou-se que o formato rígido proporcionado pela carapaça ajudaria o peixe a nadar com maior estabilidade, especialmente enfrentando correntes fortes e águas turbulentas. Contudo, pesquisas revelaram que essa característica na verdade causa maior arrasto, tornando o corpo desestabilizador. O papel de principal força estabilizadora cabe à nadadeira caudal, que funciona de maneira semelhante a um leme.[10]

Apesar da rígida carapaça, os peixes-cofre-amarelos são surpreendentemente ágeis e rápidos. Eles conseguem manter um nado contínuo por períodos prolongados e manobrar habilidosamente em ambientes de recifes complexos. Antes, supunha-se que seus movimentos fossem explosivos, com nadadeiras agindo como remos de barco. Porém, estudos mostraram que esses peixes combinam os movimentos das nadadeiras dorsal, anal e peitoral para se locomoverem. As nadadeiras dorsal e anal executam movimentos sincronizados ou independentes e são responsáveis por atingir velocidades máximas. Já as nadadeiras peitorais desempenham uma função propulsora ao se moverem em um padrão que lembra o símbolo do infinito. Em baixas velocidades, os peixes dependem principalmente das nadadeiras peitorais e anal, enquanto em velocidades moderadas a rápidas utilizam preferencialmente as dorsal e caudal.[10]

Além disso, possuem uma quilha próxima ao pedúnculo caudal, que age como uma crista estabilizadora contra o rolamento durante a natação.[11]

Quando jovens, exibem uma tonalidade amarelo brilhante bastante chamativa. Com o avançar da idade, essa intensidade reduz-se gradativamente até alcançar tons mais neutros, como cinza-azulado ou preto com amarelo desbotado nos indivíduos mais velhos.

Os peixes-cofre-amarelos costumam ser animais solitários e sua reprodução ocorre normalmente na primavera. Para isso, formam pequenos grupos compostos por um macho e cerca de duas a quatro fêmeas.[12]

Outra espécie semelhante é o peixe-cofre-azul (Ostracion meleagris), cujo formato e padrão de manchas pelo corpo assemelham-se ao peixe-cofre-amarelo. No entanto, sua principal diferença está na cor: enquanto o peixe-cofre-amarelo apresenta uma tonalidade amarela brilhante com manchas escuras, o peixe-cofre-azul possui uma coloração predominantemente escura com manchas brancas.[13]

Distribuição e habitat

Avistamentos de peixes-cofre-amarelos na Austrália do Atlas of Living Australia

Este peixe possui uma ampla distribuição na região Indo-Pacífica, abrangendo o Mar Vermelho, a costa leste da África até o sul da África do Sul, estendendo-se ao Havaí, ao norte do Japão e ao sul, alcançando o norte da Nova Zelândia.[1] Também há registros de sua presença no leste do Mar Mediterrâneo, possivelmente devido à sua migração através do Canal de Suez.[14] A espécie é encontrada em profundidades que variam entre 1 e 75 metros, habitando recifes de coral costeiros e oceânicos protegidos, além de áreas de fundo marinho plano.[1]

Esses peixes apresentam adaptações que lhes permitem mover-se com facilidade pelos canais e fendas dos recifes de coral, aproveitando essas características para consumir invertebrados bentônicos que compartilham o mesmo habitat.[10]

Dieta

A alimentação do peixe-cofre-amarelo é composta majoritariamente por organismos bentônicos e algas marinhas. Sua dieta também pode englobar vermes, esponjas, crustáceos, moluscos e peixes de pequeno porte.[15]

Mecanismos de defesa

O peixe-cofre-amarelo possui a habilidade de liberar a neurotoxina ostracitoxina em forma de muco quando submetido a situações de estresse. Essa substância é extremamente tóxica para peixes marinhos e possui propriedades hemolíticas e aglutinantes, causando a ruptura e aglomeração dos glóbulos vermelhos das vítimas. Peixes que entram em contato com essa toxina podem ser mortalmente afetados.[5]

Além disso, o peixe-cofre-amarelo mantém uma relação simbiótica com a bactéria Vibrio parahaemolyticus, identificada no muco tóxico liberado em momentos de estresse. Acredita-se que esta bactéria tenha uma função importante nos mecanismos de defesa do peixe.[16]

A coloração marcante desse animal, composta por um amarelo vivo com manchas pretas, atua como uma estratégia de advertência, conhecida como aposematismo, para afastar possíveis predadores.[17] Nos indivíduos jovens, a coloração de advertência apresenta-se ainda mais intensa, o que provavelmente evoluiu como um mecanismo de proteção precoce contra ameaças predatórias.[10]

Mecânica de natação

Embora o formato do peixe-cofre-amarelo possa levar à impressão de que são nadadores pouco habilidosos, sua vivência em habitats de recifes de coral exige elevada manobrabilidade e agilidade. Contrariando as expectativas, essa espécie é um nadador excepcionalmente forte graças à sua peculiar morfologia e fisiologia. O corpo cúbico do peixe-cofre gera padrões de fluxo e vórtices na água, auxiliando na orientação e na navegação pelos recifes, além de facilitar a fuga de predadores. Suas nadadeiras peitorais e anais têm um papel crucial na manutenção do equilíbrio, permitindo a execução de curvas fechadas com precisão. O design hidrodinâmico dessa espécie não apenas favorece sua deslocação no ambiente aquático como também inspira diversos projetos de engenharia e tem potencial para influenciar o desenvolvimento de veículos submersíveis futurísticos.[18]

Comunicação

O peixe-cofre-amarelo possui a habilidade de emitir sons, produzindo zumbidos e estalos com o auxílio dos músculos da sua bexiga natatória. Estudos também demonstraram que o peixe-cofre-azul tem a capacidade de produzir sons semelhantes, mas o peixe-cofre-amarelo destaca-se por emitir sons mais intensos e com maior número de estalos. Além disso, os machos são capazes de vocalizar por períodos mais longos em comparação às fêmeas e aos juvenis. Acredita-se que essas vocalizações sirvam para a comunicação entre membros da mesma espécie ou como forma de defesa contra predadores.[19]

Conservação

Exemplar sendo vendido em um restaurante em Jacarta

Esta espécie está classificada como "pouco preocupante" na Lista Vermelha da IUCN.

No Golfo de Aqaba, foi observado que fazendas de dourada (Sparus aurata) atraem agregações de peixes selvagens, em sua maioria espécies de recife, como o peixe-cofre-amarelo. Nessas áreas, a abundância de peixes selvagens é maior nas proximidades das gaiolas das fazendas em comparação com o oceano aberto. Apesar desses locais oferecerem benefícios, como a disponibilidade de alimento gerada pelo excesso de matéria orgânica das fazendas, essa proximidade pode implicar riscos à conservação do peixe-cofre-amarelo. Fugas frequentes de peixes mantidos em cativeiro podem transmitir doenças às populações selvagens que se congregam nesses ambientes. Além disso, o aumento na presença de peixes de recife nas fazendas pode estimular práticas de ecoturismo e agroturismo, intensificando a pressão sobre a espécie. Esses fatores representam ameaças significativas ao peixe-cofre-amarelo.[20]

Como modelo para a engenharia

Mercedes-Benz Bionic, modelado a partir do corpo do peixe-cofre-amarelo

Em 2006, a Mercedes-Benz apresentou o carro-conceito Mercedes-Benz Bionic, cuja forma foi inspirada no design do peixe-cofre-amarelo.[21] Inicialmente, acreditava-se que a impressionante agilidade desse peixe ao se movimentar devia-se à sua estrutura aerodinâmica e autoestabilizadora. Contudo, estudos de cientistas indicaram que sua agilidade resulta, na verdade, da interação entre o corpo aerodinamicamente instável e a maneira eficiente como utiliza suas nadadeiras para se deslocar.[22]

O peixe-cofre-amarelo também serviu como modelo para o desenvolvimento das vigas-caixão, utilizadas na construção de pontes. Engenheiros observaram que esse peixe possui um esqueleto extremamente resistente e um formato que reduz a resistência ao fluxo. A partir dessas características, aplicaram sua estrutura para otimizar o desempenho das vigas, diminuindo o arrasto. As vigas apresentam formato similar ao corpo quadrangular do peixe-cofre-amarelo e até incorporam aspectos como sua boca, que desempenha um papel relevante na redução do atrito com o fluxo.[23]

Além disso, a carapaça e a estrutura do peixe-cofre foram utilizadas no design de um dirigível, visando maior estabilidade, melhor manobrabilidade e desempenho aprimorado durante o voo. Contrariando a ideia inicial de que sua morfologia não seria eficiente para o movimento, estudos revelaram o oposto. A forma do peixe-cofre-amarelo tem inspirado muitos engenheiros a otimizar técnicas de direção e deslocamento com base em sua anatomia peculiar.[24]

Referências

  1. a b c Stiefel, K.M.; Williams, J.T. (2024). «Ostracion cubicum». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas (em inglês). 2024: e.T193777A2275465. Consultado em 11 de outubro de 2024 
  2. «Peixe-cofre-amarelo (Ostracion cubicum)». iNaturalist. Consultado em 17 de novembro de 2025 
  3. Atlas of Exotic Fishes in the Mediterranean Sea (Ostracion cubicus). 2nd Edition. 2021. 366p. CIESM Publishers, Paris, Monaco.https://ciesm.org/atlas/fishes_2nd_edition/Ostracion_cubicus.pdf
  4. a b Randall, John E. (1972). «The Hawaiian Trunkfishes of the Genus Ostracion». Copeia (em inglês). 1972 (4): 756–768. ISSN 0045-8511. JSTOR 1442733. doi:10.2307/1442733 
  5. a b Wei, Shichao; Zhou, Wenliang; Fan, Huizhong; Zhang, Zhiwei; Guo, Weijian; Peng, Zhaojie; Wei, Fuwen (6 de abril de 2023). «Chromosome-level genome assembly of the yellow boxfish (Ostracion cubicus) provides insights into the evolution of bone plates and ostracitoxin secretion». Frontiers in Marine Science (em inglês). 10. Bibcode:2023FrMaS..1070704W. ISSN 2296-7745. doi:10.3389/fmars.2023.1170704Acessível livremente 
  6. Eschmeyer, William N.; Fricke, Ron; van der Laan, Richard (eds.). «Species in the genus Ostracion». Catalog of Fishes (em inglês). California Academy of Sciences. Consultado em 10 de outubro de 2024 
  7. Eschmeyer, William N.; Fricke, Ron; van der Laan, Richard (eds.). «Genera in the family Ostraciidae». Catalog of Fishes (em inglês). California Academy of Sciences. Consultado em 11 de outubro de 2024 
  8. Nelson, J.S.; Grande, T.C.; Wilson, M.V.H. (2016). John Wiley & Sons, ed. Fishes of the World (em inglês) 5ª ed. Hoboken, NJ: [s.n.] pp. 518–526. ISBN 978-1-118-34233-6. LCCN 2015037522. OCLC 951899884. OL 25909650M. doi:10.1002/9781119174844 
  9. Christopher Scharpf (21 de agosto de 2024). Christopher Scharpf, ed. «Order TETRAODONTIFORMES: Families MOLIDAE, BALISTIDAE, MONACANTHIDAE, ARACANIDAE and OSTRACIIDAE» (em inglês). Consultado em 11 de outubro de 2024 
  10. a b c d Boute, Pim G.; Van Wassenbergh, Sam; Stamhuis, Eize J. (Abril de 2020). «Modulating yaw with an unstable rigid body and a course-stabilizing or steering caudal fin in the yellow boxfish ( Ostracion cubicus )». Royal Society Open Science (em inglês). 7 (4): 200129. Bibcode:2020RSOS....700129B. ISSN 2054-5703. PMC 7211845Acessível livremente. PMID 32431903. doi:10.1098/rsos.200129 
  11. Van Gorp, Merel J. W.; Goyens, Jana; Alfaro, Michael E.; Van Wassenbergh, Sam (Abril de 2022). «Keels of boxfish carapaces strongly improve stabilization against roll». Journal of the Royal Society Interface (em inglês). 19 (189). ISSN 1742-5662. PMC 9042571Acessível livremente. PMID 35472270. doi:10.1098/rsif.2021.0942 
  12. * Froese, Rainer; Pauly, Daniel (eds.) (de 2006). "Ostracion cubicus" em FishBase. Versão de novembro de 2006.
  13. Randall, John E. (1972). «The Hawaiian Trunkfishes of the Genus Ostracion». Copeia (em inglês). 1972 (4): 756–768. ISSN 0045-8511. JSTOR 1442733. doi:10.2307/1442733 
  14. Bariche, Michel (2011). «First record of the cube boxfish Ostracion cubicus (Ostraciidae) and additional records of Champsodon vorax (Champsodontidae) from the Mediterranean». Aqua (em inglês). 17: 181–184 
  15. Lougher, Tristan (2006). Interpet Publishing, ed. What Fish?: A Buyer's Guide to Marine Fish (em inglês). [S.l.: s.n.] p. 182. ISBN 978-0-7641-3256-8. What does it eat? In the wild, mainly marine algae, worms, crustaceans, molluscs, and small fish. 
  16. Bell, Ronit; Carmeli, Shmuel; Sar, Nehemia (Novembro de 1994). «Vibrindole A, a Metabolite of the Marine Bacterium, Vibrio parahaemolyticus, Isolated from the Toxic Mucus of the Boxfish Ostracion cubicus». Journal of Natural Products (em inglês). 57 (11): 1587–1590. Bibcode:1994JNAtP..57.1587B. ISSN 0163-3864. PMID 7853008. doi:10.1021/np50113a022 
  17. Kalmanzon, E., Zlotkin, E., & Aknin-Herrmann, R. (1999). Protein-Surfactant interactions in the defensive skin secretion of the Red Sea trunkfish Ostracion cubicus Marine Biology, 135 (1), 141-146 DOI: 10.1007/s002270050611
  18. Van Wassenbergh, S.; van Manen, K.; Marcroft, T. A.; Alfaro, M. E.; Stamhuis, E. J. (Fevereiro de 2015). «Boxfish swimming paradox resolved: forces by the flow of water around the body promote manoeuvrability». Journal of the Royal Society Interface (em inglês). 12 (103): 20141146. ISSN 1742-5689. PMC 4305415Acessível livremente. PMID 25505133. doi:10.1098/rsif.2014.1146. hdl:10067/1212670151162165141Acessível livremente 
  19. Parmentier, Eric; Solagna, Laura; Bertucci, Frédéric; Fine, Michael L.; Nakae, Masanori; Compère, Philippe; Smeets, Sarah; Raick, Xavier; Lecchini, David (21 de março de 2019). «Simultaneous production of two kinds of sounds in relation with sonic mechanism in the boxfish Ostracion meleagris and O. cubicus». Scientific Reports (em inglês). 9 (1): 4962. Bibcode:2019NatSR...9.4962P. ISSN 2045-2322. PMC 6428821Acessível livremente. PMID 30899084. doi:10.1038/s41598-019-41198-x 
  20. Özgül, A; Angel, D (25 de julho de 2013). «Wild fish aggregations around fish farms in the Gulf of Aqaba, Red Sea: implications for fisheries management and conservation». Aquaculture Environment Interactions (em inglês). 4 (2): 135–145. Bibcode:2013AqEI....4..135O. ISSN 1869-215X. doi:10.3354/aei00076Acessível livremente 
  21. Phenix, M. Mercedes' fish-inspired car. CNN Technology. 15 de março de 2007.
  22. Buehler, Jake (11 de março de 2015). «A Real Drag: Mercedes-Benz modeled a car on the boxfish. Only it completely misunderstood the boxfish.». Slate (em inglês). Consultado em 11 de março de 2015 
  23. Wang, Yupu; Cheng, Wenming; Du, Run; Wang, Shubiao (Janeiro de 2020). «Bionic Drag Reduction for Box Girders Based on Ostracion cubicus». Energies (em inglês). 13 (17): 4392. ISSN 1996-1073. doi:10.3390/en13174392Acessível livremente 
  24. Kamal, Nur Asyiqin Ahmad; Harithuddin, A. S. M. (2024). «Computational Analysis on Aerodynamics of a Boxfish-Inspired Airship». In: Springer Nature. Proceedings of the 2nd International Seminar on Aeronautics and Energy. Col: Lecture Notes in Mechanical Engineering (em inglês). Singapura: [s.n.] pp. 47–59. ISBN 978-981-99-6874-9. doi:10.1007/978-981-99-6874-9_4