Pedro de Meneses, 1.º Conde de Vila Real

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Pedro de Meneses, 1.º Conde de Vila Real
Nascimento1367
Morte1 de outubro de 1437
Ceuta Portuguesa
SepultamentoIgreja da Graça (Santarém)
CidadaniaReino de Portugal
Progenitores
CônjugeMargarida de Miranda, Filipa Coutinho, Beatriz Coutinho
Filho(a)(s)Beatriz de Meneses, 2.ª Condessa de Vila Real, Leonor de Meneses, Duarte de Meneses, Conde de Viana, Isabel de Meneses, Isabel
Ocupaçãofronteiro, administrador, político, comandante militar
Distinções
TítuloDom, cavaleiro, Conde de Vila Real, Conde de Viana do Alentejo
Religiãocatolicismo

D. Pedro de Meneses, 3º Senhor e 1º Conde de Vila Real e 2º Conde de Viana do Alentejo (1367Ceuta, 22 de Setembro de 1437) foi um militar e nobre português, filho de D. João Afonso Telo de Meneses, 1º conde de Viana do Alentejo, e de sua mulher Maior Portocarrero, 2ª Senhora de Vila Real, e neto de D. João Afonso Telo de Meneses, Conde de Ourém. Era primo de Leonor Teles, rainha de Portugal.

Biografia

Durante a Guerra da Independência, enquanto decorreu a chamada Crise de 1383–1385 em Portugal, por seu pai ter tomado o partido de Castela foi viver para lá, onde terá sido feito conde de Aguilar e de Aillón.[1]

Quando regressou a Portugal, foi agraciado com o título de Conde de Vila Real por D. João I de Portugal em 1424.

Após a tomada de Ceuta, tornou-se o seu primeiro governador e o 7.º Almirante de Portugal jure uxoris pelo seu quarto casamento.

Foi o primeiro Governador e Capitão-General de Ceuta entre 2 de Setembro de 1415 e Abril de 1430, tendo voltado a exercer entre 1434 e a data da sua morte.

Lenda

Enquanto D. João I de Portugal estava escolhendo os governadores, depois da Conquista de Ceuta em 2 de setembro de 1415 (comemorada no Dia de Ceuta), o jovem Pedro estava por perto, jogando distraidamente choca (uma espécie de hóquei medieval) com um taco de zambujeiro ou aleo (oliveira silvestre). Pedro de Meneses deu um passo à frente e se aproximou do rei com seu taco de jogo (aleo) na mão e lhe disse que, com apenas esse taco, ele poderia defender Ceuta de todo o poder de Marrocos. Como resultado dessa história, todos os futuros governadores portugueses de Ceuta receberiam um zambujeiro como símbolo de seu cargo após a investidura. O aleo usado por Pedro é mantido na Igreja de Santa María de África em Ceuta. A estátua de Maria segura o aleo.[2][3]

Casamentos e descendentes

Casou-se por quatro vezes e deixou a seguinte descendência:

  • Do casamento com Filipa Coutinho, filha de Gonçalo Vasques Coutinho, 2.º marechal de Portugal, senhor do couto de Leomil, não houve descendência;
  • Do seu casamento com Genebra Pessanha, filha de Carlos Pessanha, 6.º almirante de Portugal, não houve descendência.

Além de sua descendência legítima, ainda teve os seguintes filhos:

  • De mulher desconhecida:
    • Inês de Meneses, casou com Gonçalo Nunes Barreto, 1.º senhor do Morgado da Quarteira.
A escultura de Pedro de Meneses em Ceuta
Tumba de Pedro de Menezes, Igreja da Graça (Santarém), Portugal

Referências

  1. «PORTUGAL NO MUNDO:». www.portugalweb.net. Consultado em 15 de maio de 2022 
  2. "Eu só com este páu, sou capaz de defender Ceuta, de todo o poder dos mouros" Portugal antigo e moderno, 1878, p.495. Z.N. Gonçalves Brandão, 1883, Monumentos e lendas de Santarem, p.514
  3. Horizontes da Memória - A Tomada de Ceuta - 2002
  4. Braamcamp Freire, Anselmo (1921). «Livro primeiro dos Brasões de Sintra». Coimbra: Imprensa da Universidade. p. 127 
  5. O ceo aberto na terra : historia das sagradas congregações dos conegos seculares de S. Jorge em Alga de Venesa, & de S. João Evangelista em Portugal, por Francisco de Santa Maria, na officina de Manoel Lopes Ferreyra, Lisboa, 1697, livro segundo, pág. 640

Ligações externas

Precedido por
-
Governador de Ceuta
14151430
Sucedido por
Duarte de Meneses, Conde de Viana
Precedido por
Duarte de Meneses, Conde de Viana
Governador de Ceuta
14341437
Sucedido por
Duarte de Meneses, Conde de Viana