Pedro Muralha

Pedro Muralha
Nascimento28 de maio de 1878
Beja
Morte3 de março de 1946 (67 anos)
Lisboa
CidadaniaPortugal, Reino de Portugal
Ocupaçãojornalista, escritor, publicista

António Pedro Muralha (Beja, 28 de maio de 1878Lisboa, 3 de março de 1946) foi um jornalista, escritor e publicista, ligado ao antigo Partido Socialista Português e ao sindicalismo, que se destacou na preparação e publicação de monografias de carácter corográfico sobre diversos territórios de Portugal e das suas colónias.[1] Foi pai do escritor Sidónio Muralha.[2][3]

Biografia

Fixou-se em Lisboa onde se empregou como impressor tipográfico, passando depois a trabalhar como redator. Trabalhou na redação de O Século, onde redigiu artigos centrados nas questões do trabalho e do movimento associativo operário, que lhe trouxeram prestígio.

Colaborou também com o Diário de Notícias e com A Capital. Ligado aos movimentos operários da Primeira República Portuguesa, foi diretor do diário de orientação socialista A Vanguarda (1913-1922), onde desenvolveu violentas campanhas políticas. Foi diretor e proprietário de outros periódicos, designadamente O socialista (1912-1913) e A semana em Lisboa (1930).

Em 1924 fez um périplo pelas colónias portuguesas de África, tendo visitado a ilha de São Tomé, Angola, Moçambique e a região sul-africana do Rand. As suas impressões de viagem foram reunidas na obra intitulda Terras de África, prefaciado por Ernesto de Vasconcelos e Freire de Andrade.[4]

Já em pleno Estado Novo, fundou e dirigiu o Jornal Meio-Dia (1935-1936) e foi editor e diretor do semanário agrícola Vida Alentejana (1934-1935) e das revistas Portugal Maior e Raça.

Dedicou-se à escrita e publicação de monografias contendo textos de carácter ensaístico sobre política internacional e descrições corográficas de vários territórios portugueses. Entre as suas obras mais conhecidas contam-se Portugal no Brasil, A Alemanha perante a Europa, A Bélgica Heróica, A Proa de Sagres, Cartilha Colonial, História da Colonização dos Portugueses na América do Sul, Álbum Alentejano, Memórias, Roteiro Turístico de Leiria e monografias de diversos concelhos.

Por proposta do Ministro das Colónias, datada de 6 de janeiro de 1926, foi condecorado com grau de oficial da Ordem Militar de Cristo em 27 de maio de 1926.[5]

Referências