Pedro Luis de Borja Llançol de Romaní

Pedro Luis de Borja Llançol de Romaní
Cardeal da Santa Igreja Romana
Arcebispo de Valência
Penitenciário-mor
Info/Prelado da Igreja Católica
Da esquerda para direita, César Bórgia, o cardeal Pedro Luis, seu secretário Micheletto Corella e Nicolau Maquiavel. Obra datada de 1500.
Atividade eclesiástica
Diocese Arquidiocese de Valência
Predecessor César Bórgia
Sucessor Alonso de Aragão
Mandato 1500-1511
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 1502
Nomeado arcebispo 29 de agosto de 1500
Cardinalato
Criação 20 de março de 1500 (in pectore)
28 de setembro de 1500 (Publicado)
por Papa Alexandre VI
Ordem Cardeal-diácono (1500-1511)
Cardeal-presbítero (1503-1511)
Título Santa Maria em Via Lata (1500-1511)
São Marcelo (1503-1511)
Dados pessoais
Nascimento Valência
1472
Morte Nápoles
4 de outubro de 1511 (39 anos)
dados em catholic-hierarchy.org
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Pedro Luis de Borja Llançol de Romaní, O.E.S.S.H. (em italiano: Pierlodovico ou Pierluigi Borgia), (Valência, 1472 - Nápoles, 4 de outubro de 1511) foi um cardeal espanhol pertencente à poderosa família Borja. Foi arcebispo de Valência e Penitenciário-mor da Igreja.

Biografia

Nascido na família Borja, Pedro Luís era sobrinho-bisneto do Papa Calisto III e sobrinho-neto de Rodrigo Borja, que naquela época servia como Cardeal Vice-Chanceler em Roma. Ao chegar ao papado, criou também cardeais seus primos João, o velho (1492) e César (1493) e seu irmão João, o mais novo (1496); Seu outro irmão, Rodrigo, era capitão da guarda papal.[1]

Cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém, foi criado cardeal in pectore por seu tio-avô, o Papa Alexandre VI, no consistório de 20 de março de 1500, tornado público em 28 de setembro do mesmo ano. No mesmo ano, foi nomeado Arcebispo de Valência, sucedendo seu irmão Juan, embora nunca tenha visitado a diocese.[1]

Foi nomeado governador de Spoleto e Bagnoregio, penitenciário-mor e abade comendatário dos mosteiros de Valldigna (Valência), San Simpliciano (Milão) e San Leonardo de Siponto (Nápoles).[1]

A seu pedido, Alexandre VI emitiu a bula de criação da Universidade de Valência em 1501 e o rei Fernando II de Aragão autorizou a fundação em 1502.[1]

O cardeal participou dos dois conclaves de 1503: o de setembro, que elegeu Pio III, e o de outubro , que elegeu Júlio II. Após a eleição deste último, que era adversário dos Bórgias e havia ordenado a prisão de César, Pedro Luis fugiu de Roma com o cardeal Francisco de Remolins e se refugiou em Nápoles sob a proteção de Gonzalo Fernández de Córdoba.[1]

Em 1507, por um breve período, foi também Arcebispo de Santiago de Compostela para resolver o problema de um filho, Alonso de Fonseca y Ulloa, suceder a seu pai, Alonso de Fonseca y Acevedo, na cadeira, o que era proibido. A arquidiocese não reconhece Pedro Luis em sua lista de arcebispos.[1]

Ele permaneceu em Nápoles até 1511, quando, mal informado sobre a morte do Papa, partiu para Roma e morreu em consequência de uma queda do cavalo. Ele foi enterrado na igreja de S. Pietro Celestino, em Nápoles, sem um memorial fúnebre.[1]

Ligações externas

Referências

  1. a b c d e f g The Cardinals of the Holy Roman Church

Precedido por
César Bórgia
Brasão arquiepiscopal
Arcebispo de Valência

1500 - 1511
Sucedido por
Alonso de Aragão
Precedido por
Juan de Borja Llançol de Romaní
Brasão cardinalício
Cardeal-diácono de Santa Maria em Via Lata

1500 - 1511
A partir de 1503, in commendam
Sucedido por
Marco Cornaro
Precedido por
Giovanni Michiel
Brasão cardinalício
Cardeal-presbítero de São Marcelo

1503 - 1511
Sucedido por
Francisco de Remolins
Precedido por
Giuliano della Rovere, O.F.M.

Penitenciário-mor

1503 - 1511
Sucedido por
Leonardo Grosso della Rovere