Pedro Gomes de Abreu
| Pedro Gomes de Abreu | |
|---|---|
| Nome completo | Pedro Gomes de Abreu de Eça |
| Conhecido(a) por | 1.º Senhor da Quinta de Lusinde 1.º Senhor da Quinta da Nespereira 16.º Senhor Consorte da Honra da Cunha |
| Nascimento | c. 1461 |
| Morte | c. 1520 |
| Nacionalidade | Portuguesa |
| Cônjuge | Mécia da Cunha |
| Filho(a)(s) | Álvaro da Cunha de Abreu Lopo da Cunha Martim da Cunha Roque de Abreu de Eça |
| Ocupação | Fidalgo, Senhor de Terras |
Pedro Gomes de Abreu de Eça (c. 1461 – c. 1520) foi um fidalgo e cavaleiro da Casa Real portuguesa durante os reinados de D. Afonso V, D. João II e D. Manuel I. Nascido de uma união não canónica entre duas proeminentes figuras da nobreza e do clero, foi posteriormente legitimado por carta régia, o que lhe permitiu casar com uma das mais ricas herdeiras do seu tempo, D. Mécia da Cunha, tornando-se senhor consorte de vastos domínios.[1]
Biografia
Nascimento e Família
Pedro Gomes de Abreu nasceu da relação ilícita entre D. João Gomes de Abreu, o poderoso Bispo de Viseu, e D. Beatriz de Eça, abadessa do Mosteiro de Celas. A sua ascendência era notável: pelo lado paterno, pertencia à antiga linhagem dos Abreus; pelo lado materno, descendia diretamente do Rei D. Pedro I e de Inês de Castro, sendo neto do Infante D. João de Portugal, Duque de Valência e de Beja.[2]
A sua condição de nascimento, embora irregular para os padrões da Igreja, não impediu a sua ascensão, devido à grande influência política e social das suas famílias.
Legitimação e Ascensão
A 8 de março de 1479, com cerca de 18 anos, Pedro Gomes de Abreu foi oficialmente legitimado por uma Carta Régia do Rei D. Afonso V.[3] Este ato foi fundamental para apagar a irregularidade do seu nascimento, permitindo-lhe herdar, deter títulos e contrair um matrimónio de acordo com o seu elevado estatuto social. Foi também reconhecido como Fidalgo da Casa Real e Cavaleiro d'El-Rei, integrando o círculo próximo da coroa.
Casamento e Senhorios
Antes de 25 de outubro de 1487, casou com D. Mécia da Cunha, 16.ª Senhora da Honra de Cunha e 12.ª Senhora do Morgado de Tábua. Este casamento estratégico, que contou com o favor do Rei D. João II, uniu o seu prestígio pessoal ao imenso património da Casa da Cunha.[1] Como senhor consorte, passou a administrar os domínios da sua esposa. Além disso, detinha senhorios próprios, como a Quinta de Lusinde e a Quinta da Nespereira.[4]
Posteriormente, o casal perdeu o senhorio de Tábua após uma disputa judicial movida por um parente da linha principal da família Cunha, D. Luís da Cunha.[4]
Descendência
Do seu casamento com D. Mécia da Cunha, teve vários filhos, que deram continuidade à linhagem, usando predominantemente o apelido Cunha por ser o da casa principal:[4]
- D. Álvaro da Cunha de Abreu, que sucedeu à sua mãe como 17.º Senhor da Honra da Cunha.
- D. Lopo da Cunha, que deu origem a outra linha da família.
- D. Martim da Cunha, que se tornou o 6.º Senhor de Pombeiro.
- Roque de Abreu de Eça (por vezes referido como Roque Fernandes de Abreu), que herdou do pai o senhorio da Quinta de Lusinde.
Títulos e Honrarias
- Fidalgo da Casa Real
- Cavaleiro d'El-Rei
- 1.º Senhor da Quinta de Lusinde
- 1.º Senhor da Quinta da Nespereira
- 16.º Senhor Consorte da Honra da Cunha
Referências
- ↑ a b Braamcamp Freire, Anselmo (1921). Brasões da Sala de Sintra, Livro Primeiro. Lisboa: Imprensa Nacional. 143 páginas
- ↑ Gaio, Manuel da Silva Felgueiras (1941). «Eças». Nobiliário de Famílias de Portugal. X. Braga: Carvalhos de Basto. p. 35 (§ 1, N2)
- ↑ Sousa, António Caetano de (1954). História Genealógica da Casa Real Portuguesa, Tomo XI. Coimbra: Atlântida Livraria Editora. 748 páginas
- ↑ a b c Gaio, Manuel da Silva Felgueiras (1939). «Cunhas». Nobiliário de Famílias de Portugal. V. Braga: Carvalhos de Basto. p. 132 (§ 17, N16)