Pedralva (Vila do Bispo)

Pedralva
Pedralva (Vila do Bispo)
Rua na aldeia de Pedralva, em 2020.
Distrito Distrito de Faro
Município Vila do Bispo
Freguesia Vila do Bispo e Raposeira
População 1 hab. (2022)
Sítio https://www.aldeiadapedralva.com/
Localização
Coordenadas 🌍
Povoações de Portugal

Pedralva é uma aldeia histórica no concelho de Vila do Bispo, na região do Algarve, em Portugal.

Rua de Baixo, na aldeia de Pedralva.

Descrição e história

Consiste numa aldeia rural recuperada, situada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a cerca de quinze quilómetros de Sagres.[1] Um dos pontos focais da povoação é o restaurante Sítio da Pedralva de tipologia tradicional.[2] Entre o património da aldeia encontra-se uma antiga escola primária.[3]

A aldeia foi quase totalmente restaurada, mantendo assim a aparência de uma aldeia tradicional do interior algarvio, com casas dispostas de forma a acompanhar a encosta, e cobertas por telhados muito compridos, de uma só água.[4]

Existem referências à existência da aldeia de Pedralva desde o século XVIII, embora seja provavelmente anterior a esta data.[5] Nos finais do século XX encontrava-se num acentuado processo de desertificação, levando a uma grande redução no número de pessoas.[6] Com efeito, por volta da década de 1990 ainda contava com cerca uma centena de habitantes, mas em 2006 apenas tinha nove residentes originais, e grande parte dos seus edifícios estavam em ruínas.[3] Em 2022 só tinha um habitante.[3]

Nas primeiras décadas do século XXI, a aldeia foi alvo de um grande programa de reabilitação, que tinha como finalidade recuperar a aparência de uma povoação tradicional da região, e ao mesmo tempo permitir a sua reutilização com fins turísticos, na vertente do turismo de natureza, em conjugação com o património natural da Costa Vicentina.[1] O principal responsável pela iniciativa foi o empresário António Ferreira, que até 2011 tinha investido cerca de 4 milhões de Euros, tendo contado também com o apoio por parte da autarquia de Vila do Bispo, que gastou cerca de um milhão de Euros na instalação de calçadas e infraestruturas básicas, como o fornecimento de água, os esgotos e a electricidade.[1] Em 2011 já tinha sido recuperadas 27 casas, que iriam ser usadas para alugar, prevendo-se que no ano seguinte iriam ser restauradas mais três habitações.[1] Segundo António Ferreira, um dos maiores obstáculos foi a aquisição das propriedades, incluindo uma casa que «tinha 27 herdeiros, e tive de falar com todos».[1] Além das casas, foram igualmente reabilitados outros edifícios e estruturas da aldeia, como a escola primária, os correios,[3] uma mercearia, e um forno comunitário para pão.[1]

Em Junho de 2020 a aldeia acolheu temporariamente um grupo de trinta a quarenta indivíduos, que tinham sido retirados das suas habitações devido a um incêndio florestal no concelho de Aljezur.[7] Em 2022 a aldeia era gerida pela empresa nacional Amazing Evolution, que foi responsável pela introdução de vários melhoramentos, nomeadamente a Internet de banda larga.[3] Em 1 de Janeiro de 2025 passou a ser gerida pela empresa HUB, proprietária da marca Wotels.[6]

Ver também

Referências

  1. a b c d e f REVEZ, Idálio (20 de Novembro de 2011). «O burro e as galinhas regressaram à aldeia da Pedralva». Público. Consultado em 24 de Outubro de 2025 
  2. RODRIGUES, Mário. «Sítio da Pedralva». Público. Consultado em 24 de Outubro de 2025 
  3. a b c d e OLIVEIRA, Eduardo (9 de Novembro de 2022). «A pitoresca Aldeia da Pedralva tornou-se num paraíso rústico para os nómadas digitais». New in Town. Consultado em 24 de Outubro de 2025 
  4. «Património cultural». Junta de Freguesia de Vila do Bispo e Raposeira. Consultado em 24 de Outubro de 2025 
  5. «História». Câmara Municipal de Vila do Bispo. Consultado em 24 de Outubro de 2025 
  6. a b TAVARES, Ana (3 de Janeiro de 2025). «HUB assume exploração da Aldeia da Pedralva». Vida Imobiliária. Consultado em 24 de Outubro de 2025 
  7. Agência Lusa (19 de Junho de 2020). «Dominado incêndio em Aljezur, mas tempo quente ainda preocupa». Público. Consultado em 24 de Outubro de 2025 

Ligações externas