Pedra verde


Pedra verde é uma termo genérico para minerais e rochas ígneas metamorfizadas, esverdeados e valiosos, que eram utilizados por culturas antigas na elaboração de joalharia, estatuetas, ferramentas rituais, e vários outros artefactos. Os artefactos de pedra verde podem ser feitos de xisto verde, clorastrolite, serpentina, onfacite, crisoprase, olivina, nefrite, cloromelanite, entre outros.[1] O termo abrange também o jade e jadetito, embora estes sejam mais frequentemente identificados por estas últimas designações.[2]
Estes materiais esverdeados foram presumivelmente seleccionados pela sua cor e não pela sua composição química. Assim, em arqueologia, a existência de um termo de aplicação vaga é pelo menos parcialmente influenciada pela observação de que as culturas antigas muitas vezes usavam e consideravam estes vários materiais esverdeados como intercambiáveis.[3]
O tom esverdeado destas pedras deriva geralmente da presença de minerais como a clorite, horneblenda ou epídoto.[4]
A China Antiga e a Mesoamérica são particularmente conhecidas pela prevalência e significância do uso de pedra verde (sobretudo jade). As pedras verdes também ocupam lugar de destaque nas culturas indígenas do sudeste da Austrália e entre os maoris da Nova Zelândia.[4]
Referências
Bibliografia
- Hendon, Julia A.; Rosemary A. Joyce, eds. (2004). Mesoamerican Archaeology: Theory and Practice. Col: Blackwell Studies in Global Archaeology. Oxford, UK and Malden, MA: Blackwell Publishing. ISBN 0-631-23051-3. OCLC 51536572
- Kipfer, Barbara Ann (2000). «Greenstone». Encyclopedic Dictionary of Archaeology. New York: Kluwer Academic/Plenum Publishers. pp. 217–218. ISBN 0-306-46158-7. OCLC 42692203
- Pool, Christopher A. (2007). Olmec Archaeology and Early Mesoamerica. Col: Cambridge World Archaeology. Cambridge and New York: Cambridge University Press. ISBN 978-0-521-78882-3. OCLC 68965709