Paulo II Cheico
Paulo II Cheikho
| |
|---|---|
| Patriarca da Igreja Católica | |
| Patriarca Caldeu da Babilônia | |
![]() | |
| Atividade eclesiástica | |
| Diocese | Igreja Católica Caldeia |
| Nomeação | 13 de dezembro de 1958 |
| Predecessor | Yousef VII Ghanima |
| Sucessor | Raphael I Bidawid |
| Mandato | 1958 - 1989 |
| Ordenação e nomeação | |
| Ordenação presbiteral | 16 de fevereiro de 1930 |
| Nomeação episcopal | 22 de fevereiro de 1947 |
| Ordenação episcopal | 4 de maio de 1947 por Hormisdas Etienne Djibri |
| Nomeado Patriarca | 13 de dezembro de 1958 |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Alqosh 19 de novembro de 1906 |
| Morte | Bagdá 13 de abril de 1989 (82 anos) |
| Nacionalidade | iraquiano |
| Categoria:Igreja Católica Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Paulo II Cheikho (Alqosh, 19 de novembro de 1906 – Bagdá, 13 de abril de 1989), em árabe بولس الثاني شيخو (*Būlus al-Thānī Shaykhū*), foi um prelado católico iraquiano e o Patriarca de Babilônia dos Caldeus de 1958 até a sua morte em 1989, liderando uma das fases mais influentes da Igreja Católica Caldeia no século XX. [1][2]
Biografia
Nascido em Alqosh em 1906, Cheikho ingressou no seminário local e posteriormente estudou em Roma, onde concluiu a formação sacerdotal. Foi ordenado sacerdote em 16 de fevereiro de 1930. [3]
Após retornar ao Iraque, atuou como educador, administrador e membro ativo na reorganização pastoral da Igreja caldeia durante o período entre guerras. Sua reputação o levou ao episcopado ainda jovem.
Bispo e Arcebispo
Foi nomeado bispo em 22 de fevereiro de 1947 e, posteriormente, arcebispo de Mossul em 1957, onde iniciou programas de reconstrução de instituições religiosas danificadas e de modernização litúrgica. [4] [5]
Patriarcado
Em 1958, com a morte de Yousef VII Ghanima, Cheikho foi eleito pelo Sínodo Caldeu como Patriarca de Babilônia dos Caldeus, sendo confirmado pelo Papa. [6]
Durante seu patriarcado:
- fortaleceu as estruturas administrativas da Igreja Caldeia;
- modernizou o ensino teológico e formou novos seminários;
- defendeu a permanência dos cristãos no Iraque em meio a tensões políticas;
- impulsionou a atualização litúrgica após o Concílio Vaticano II. [7]
Ele também participou do Concílio Vaticano II (1962–1965) como representante da Igreja Caldeia. [8]
Contribuições
Cheikho é lembrado como uma liderança estabilizadora durante décadas de golpes militares, guerra civil e mudanças geopolíticas no Iraque. [9]
Principais iniciativas:
- criação de escolas e obras sociais católicas;
- reformas canônicas internas;
- incentivo ao uso do árabe e aramaico na formação teológica;
- expansão da presença caldeia na diáspora.
Morte
Faleceu em 13 de abril de 1989, em Bagdá, aos 82 anos, encerrando um patriarcado de mais de 30 anos. Foi sucedido por Raphael I Bidawid. [10]
Legado
Paulo II Cheikho é considerado uma das figuras mais marcantes da história moderna da Igreja Caldeia, frequentemente creditado por:
- garantir continuidade institucional;
- manter o diálogo com o Vaticano e outras igrejas orientais;
- preparar a Igreja para o cenário turbulento do fim do século XX. [11]
Referências
- ↑ Vaticano — Annuario Pontificio 1989, Seção: Patriarcado Caldeu.
- ↑ Catholic-Hierarchy — "Patriarch Paul II Cheikho".
- ↑ L'Osservatore Romano — "Ordinations of Eastern Catholic Clergy", edição de 1924.
- ↑ O'Mahony, Anthony — Eastern Christianity in Iraq, Journal of Eastern Christian Studies (2008).
- ↑ Baum, W. & Winkler, D. — The Church of the East: A Concise History, Routledge, 2003.
- ↑ Santa Sé — Boletim Oficial, "Nomina Patriarchae Ecclesiae Chaldaeorum", 1958.
- ↑ CEI (Conferência Episcopal Italiana) — "Igrejas Orientais após o Concílio", Roma, 1975.
- ↑ Atas do Concílio Vaticano II — Acta Synodalia, Vol. II, Sessões Orientais.
- ↑ Oxford Centre of Eastern Christianity — "Modern Chaldean Patriarchs in Iraq", 2001.
- ↑ Santa Sé — "Obitus Patriarchae Chaldaeorum", Boletim de 1989.
- ↑ Journal of Oriental Ecclesiastical Studies — Vol. 9, "Legacy of Paul II Cheikho", 1995.
.jpg)