Paulino Nogueira Borges da Fonseca
| Paulino Nogueira Borges da Fonseca | |
|---|---|
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| Nascimento | 27 de fevereiro de 1842 Fortaleza |
| Morte | 15 de junho de 1908 Fortaleza |
| Cidadania | Brasil |
| Cônjuge | Ana Franklin de Alencar Lima |
| Filho(a)(s) | João Franklin de Alencar Nogueira |
| Irmão(ã)(s) | Francisco Xavier Nogueira |
| Alma mater | |
| Ocupação | advogado, político, jornalista, historiador, docente |
| Religião | Catolicismo |
Dr. Paulino Nogueira Borges da Fonseca (Fortaleza, 27 de fevereiro de 1842 — Fortaleza, 15 de junho de 1908) foi magistrado, jornalista, historiador e político conservador brasileiro. Foi presidente da província do Ceará, interinamente, de 21 de fevereiro a 4 de março de 1878.[1]
Biografia
Era filho de Francisco Xavier Nogueira e de Maria das Graças Nogueira. Neto pelo lado paterno de Pedro da Costa Moreira e de Maria Nunes de Lima e pelo lado materno do Capitão Antonio Borges da Fonseca e de Rosa Maria do Sacramento, do qual era bisneto materno de Antônio José Vitoriano Borges da Fonseca, que governou o Ceará de 25 de abril de 1765 a 3 de novembro de 1781. Teve dez irmãos, dentre eles, o padre Francisco Xavier Nogueira, que foi presidente do Poder Legislativo no Ceará.
Paulino também era sobrinho do padre João Dias Nogueira, que foi vigário de Santana do Acaraú, e coadjuntor de seu irmão o Pe. Francisco Xavier.
Ele também educou sua prima-sobrinha Theresa Nogueira, filha do seu tio João Dias Nogueira.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Recife, em 22 de dezembro de 1865, sendo pouco depois nomeado promotor público de Saboeiro em substituição a Antônio Pinto Nogueira Acioli, cargo que deixou por ter sido escolhido pelo presidente Homem de Melo para ser oficial-mor da secretaria do governo, mas foi exonerado por Melo e Alvim, que sucedeu a Homem de Melo, por divergências políticas. A isto seguiu-se uma pequena discussão entre ambos na imprensa. Voltaria, porém, a fazer parte do governo provincial como secretário no governo do Barão de Taquari e no de Freitas Henriques, na Bahia. Também exerceu os cargos de professor de Latim e diretor do Liceu de Fortaleza, inspetor geral da instrução pública, deputado geral por duas legislaturas (1872 e 1879) e vice-presidente da província, em cuja qualidade assumiu o governo provincial das mãos de João José Ferreira de Aguiar até o empossamento de Nogueira Accioli. Pelas reformas que realizou na instrução pública da província, e entre elas não pode ser esquecida a abolição dos bolos, dos castigos corporais, foi condecorado com a Imperial Ordem de Cristo (1871).
Foi um dos fundadores do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), criado em 4 de março de 1887, do qual foi o primeiro presidente e em cuja revista publicou vários textos de cunho historiográfico. Sua dedicação à História vinha desde os tempos de faculdade, quando escrevia artigos para o jornal A Crença, de Recife.

Em 1883 abandonou a política, voltando então à sua banca de advogado. Voltou a ser candidato a deputado geral nas eleições de 1884/1885, como abolicionista, pelo 3º distrito da Província do Ceará, mas não foi eleito[2].
- ↑ Galvão, Miguel Archanjo (1894). Relação dos cidadãos que tomaram parte no governo do Brazil no periodo de março de 1808 a 15 de novembre de 1889. Rio de Janeiro: Imprensa nacional. p. 60
- ↑ ALONSO, Angela (2015). Flores, votos e balas: o movimento abolicionista brasileiro (1868-1888). Rio de Janeiro: Companhia das Letras
