Paulinho Paiakã

Paulinho Paiakã
Benkaroty Kayapó
Nascimento
aldeia Kubẽkrãkêj, Altamira, Pará, Brasil
Morte
17 de junho de 2020 (67 anos)

Nacionalidadebrasileiro
CônjugeIrecrã
Ocupaçãocacique

Benkaroty Kayapó,[1] mais conhecido como Paulinho Paiakã (aldeia Kubẽkrãkêj, Altamira, 19 de abril de 1953Redenção, 17 de junho de 2020),[2] foi um chefe caiapó[3] que foi acusado de ter cometido um estupro em 31 de maio de 1992, na cidade de Redenção, no sul do estado brasileiro do Pará, contra a estudante Sílvia Letícia da Luz Ferreira, de dezoito anos de idade.[4][5] Até então, Paulinho era conhecido como um militante ecológico, reconhecido internacionalmente por sua luta pela exploração racional da Amazônia.[6]

Após cumprir dois anos, cinco meses e dezenove dias de prisão preventiva, Paulinho, junto com sua mulher, Irecrã, foi inocentado em 1994: Paulinho, por falta de provas e Irecrã, por ser considerada não emancipada. Entretanto, o Ministério Público recorreu da decisão. Em um novo julgamento, a 2ª Câmara Criminal, por unanimidade, condenou Paulinho Paiakan a 6 (seis) anos de reclusão em regime fechado e Irekran a 4 (quatro) anos em regime de semi-liberdade por ter infringido o do art. 213 do Código Penal. Após a decisão, foi decretada a prisão de Paulinho Paiakan que seria cumprida em regime fechado, pelo fato do crime em que foi incurso constituir crime hediondo.[7][8]

Paulinho e Irecrã, contudo, não foram presos e abandonaram sua casa na cidade de Redenção, passando a residir na aldeia caiapó A-ukre. A Fundação Nacional do Índio estudava pedir, à justiça, o benefício da semiliberdade para Paulinho, já que este havia cumprido mais de dois terços da pena.[9][10]

Morte

Morreu em 17 de junho de 2020, vítima da COVID-19.[11]

Referências

  1. «Supremo julgou em 1999 Habeas Corpus de Payakan». noticias.stf.jus.br. 25 de fevereiro de 2002. Consultado em 26 de agosto de 2025 
  2. Astor, Michael (23 de junho de 2020). «Paulinho Paiakan, indigenous defender of rainforest, dies at 67». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331 
  3. «Começa no Pará congresso mundial da madeira». Folha Online. 4 de novembro de 1997. Consultado em 26 de agosto de 2025 
  4. Índio Paiakã condenado por estuprar professora
  5. Vilmar Berna. «500 Anos | Prêmio Má-Fé do Jornalismo Brasileiro». Observatório da Imprensa. Consultado em 26 de agosto de 2025. Arquivado do original em 8 de outubro de 2017 
  6. «Cópia arquivada». Consultado em 18 de agosto de 2011. Arquivado do original em 12 de abril de 2010 
  7. «Procuradoria | Paulinho Paiakan». Funai. Consultado em 26 de agosto de 2025. Arquivado do original em 11 de abril de 2011 
  8. «Caiapós decidem não entregar Paiakan à Justiça». Estadão. 3 de março de 2012. Consultado em 26 de agosto de 2025 
  9. «Funai defende que Paulinho Paiakan cumpra pena dentro da aldeia». Folha de S.Paulo. 27 de fevereiro de 2002. Consultado em 26 de agosto de 2025 
  10. «Paulinho Paiakan pode ter direito a semiliberdade». Terra. 12 de agosto de 2007. Consultado em 17 de junho de 2020. Arquivado do original em 21 de abril de 2019 
  11. Maisonnave, Fabiano (17 de junho de 2020). «Morre liderança caiapó Paulinho Paiakan, vítima da Covid-19». Folha de S.Paulo. Consultado em 17 de junho de 2020 

Ligações externas