Patu

Patu
Município do Brasil
Vista panorâmica de Patu a partir da Serra do Lima.
Vista panorâmica de Patu a partir da Serra do Lima.
Vista panorâmica de Patu a partir da Serra do Lima.
Gentílico patuense
Localização
Localização de Patu no Rio Grande do Norte
Localização de Patu no Rio Grande do Norte
Localização de Patu no Rio Grande do Norte
Patu está localizado em: Brasil
Patu
Localização de Patu no Brasil
Mapa de Patu
Coordenadas 🌍
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Norte
Municípios limítrofes Norte: Caraúbas e Janduís;
Sul: Paraíba (Belém do Brejo do Cruz e Catolé do Rocha);
Leste: Messias Targino;
Oeste: Olho-d'Água do Borges, Rafael Godeiro e Almino Afonso.
Distância até a capital 321 km
História
Fundação 1718 (308 anos)
Emancipação 25 de setembro de 1890 (135 anos)
Administração
Prefeito(a) Ednardo Benigno de Moura (MDB, 2025–2028)
Vereadores 9
Características geográficas
Área total [1] 319,135 km²
População total (IBGE/2024[2]) 11 245 hab.
 • Posição RN: 49º
Densidade 35,2 hab./km²
Clima Semiárido (Bsh)
Altitude [3] 209 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 59770-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,618 médio
 • Posição RN: 61°
Gini (2020) 0,52
PIB (IBGE/2021[5]) R$ R$ 160 913,67 mil
PIB per capita (IBGE/2021[5]) R$ R$ 12 511,75
Sítio www.patu.rn.gov.br (Prefeitura)
www.cmpatu.rn.gov.br (Câmara)

Patu é um município brasileiro no interior do estado do Rio Grande do Norte, Região Nordeste do país, distante 349 km a oeste da capital do estado, Natal. Ocupa uma área de 319,129 km², e sua estimativa populacional de 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de 11 245 habitantes, sendo o 54º maior em população do Rio Grande do Norte.

Os primeiros habitantes de Patu foram os índios cariris. Em seguida, criadores de gado vindos de Apodi se estabeleceram no local, estimulando seu povoamento e, consequentemente, seu crescimento populacional. O povoado de Patu foi elevado à condição de distrito em 1852, pertencente ao município de Imperatriz (hoje Martins), e desmembrado deste em 25 de setembro de 1890, sendo hoje considerado um centro de zona do Brasil e uma cidade polo para os municípios vizinhos.

História

Placa comemorativa do bicentenário da capela de Nossa Senhora das Dores, fixada parede frontal externa da Igreja de Matriz de Nossa Senhora das Dores.
Placa comemorativa do centenário da criação do município de Patu, mostrando os nomes mais importantes da história do município.

Os primeiros habitantes de Patu foram os indígenas cariris. Em seguida, criadores de gado vindos de Apodi chegaram ao local, estimulando o seu consequente povoamento, entre eles o padre Francisco Pinto de Araújo, que, no ano 1718, fez a doação de uma sesmaria, localizada na Serra de Patu, e o capitão Leandro Saraiva de Moura, colonizador da região e proprietário da localidade do sítio Patu de Fora (1742) e do Sítio Boqueirão (1755). Também se destacaram o coronel Antônio de Lima Abreu Pereira, comandante do Regimento de Ordenanças da Ribeira do Apodi, que doou um terreno para a construção de uma capela no alto da Serra do Lima, em 1758, hoje conhecida como o Santuário Nossa Senhora dos Impossíveis, e Geraldo Saraiva de Moura, que fixou residência na Serra de Patu e foi nomeado administrador do patrimônio de Nossa Senhora das Dores, em 1777, após receber uma escritura de doação do capitão Inácio de Azevedo Falcão, que media quarenta por oitenta braças.[6][7]

Com o passar dos anos, o povoado de "Patu de Dentro" cresceu e foi elevado à categoria de distrito, pela resolução provincial 260, de 3 de abril de 1852, aprovada pela Assembleia Provincial do Rio Grande do Norte e assinada pelo governador da província, José Joaquim da Cunha com o nome "Distrito de Paz de Patu", subordinado ao município de Imperatriz, hoje Martins. Entre as figuras mais importantes do povoado na época estavam o capitão José Severino de Moura, considerado "implantador do distrito", José Severino de Moura Júnior, filho do capitão, e seu sobrinho Raimundo Basílio de Moura, que construiu a primeira residência do povoado e o chefiou durou até o início do período republicano. Em 25 de setembro de 1890, o distrito foi emancipado e elevado à categoria de município, pela lei estadual 53, sancionada por Pedro de Albuquerque Maranhão, primeiro governador do Rio Grande do Norte, e instalado oficialmente em 2 de novembro de 1890. O nome do município, segundo o historiador natalense Luís da Câmara Cascudo, é originário da língua tupi e significa "chapada", "chapada sonora", "planalto", "terra alta" e "serra do estrondo". Posteriormente, foram criados os distritos de Almino Afonso, Messias Targino e Olho-d'Água do Borges e anexados ao município de Patu, todos extintos e elevados à categoria de municípios por leis estaduais. Desde então, o município é constituído apenas pelo distrito-sede. Nos dias de hoje, Patu é uma cidade polo e importante centro comercial de sua região.[7]

Geografia

De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017,[8] Patu pertence à região geográfica imediata de Pau dos Ferros, dentro da região geográfica intermediária de Mossoró.[9] Até então, com a vigência das divisões em mesorregiões e microrregiões, o município fazia parte da microrregião de Umarizal, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Oeste Potiguar.[10] Patu está distante 321 km de Natal, capital estadual,[11] e 1 937 km de Brasília, capital federal.[12] Ocupa uma área territorial de 319,129 km²[1] e se limita com os municípios de Caraúbas a norte; Belém do Brejo do Cruz e Catolé do Rocha, ambos na Paraíba, a sul; Messias Targino e Janduís a leste; Rafael Godeiro, Almino Afonso e Olho-d'Água do Borges a oeste.[13]

O relevo do município, com altitudes predominando entre duzentos e quatrocentos metros, é formado pela Depressão Sertaneja, que compreende uma série de terrenos de transição entre o Planalto da Borborema e a Chapada do Apodi, e ainda marcado por várias serras. Patu está situado em área de abrangência de rochas metamórficas que formam o embasamento cristalino, formados há cerca de um bilhão de anos, durante o período Pré-Cambriano, com predominância de granitos e granodioritos.[13]

O tipo de solo predominante é o podzolítico vermelho amarelo equivalente eutrófico, com alto nível de fertilidade, drenagem bastante acentuada, relevo suave e textura média, que pode ser ou não formada por cascalho.[13] Há ainda o luvissolo ou solo bruno não cálcico, o regossolo e os solos litólicos.[14] Esses solos são cobertos por uma formação vegetal de pequeno porte, a caatinga, típica do sertão nordestino, com espécies xerófilas que perdem suas folhas na estação seca, dentre elas o facheiro (Pilosocereus pachycladus), o faveleiro (Cnidoscolus quercifolius), a jurema-preta (Mimosa hostilis), o marmeleiro (Cydonia oblonga), o mufumbo (Combretum leprosum) e o xique-xique (Pilosocereus polygonus).[13]

Vegetação da caatinga na Serra do Lima, durante o período chuvoso

Patu encontra-se totalmente na bacia hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró. Os principais riachos do município são dos Borges, Croatá, Jatobá, Patu de Fora e Tourão. Os maiores reservatórios, com capacidade igual ou superior a 100 000 metros cúbicos (m³) são os açudes de Tourão (9 104 000 m³); Lagoa de Pedra, também chamado de Morada Nova (1 500 000 m³) e Paulista (100 000 m³). O município é servido pelo Sistema Adutor do Médio Oeste, mais especificamente pela Adutora Deputado Arnóbio Abreu, que capta água da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves.[13]

Levando-se em conta somente o índice pluviométrico, Patu apresenta características de clima tropical chuvoso com estação seca.[13] Incluindo-se o risco de seca e o índice de aridez, Patu está incluído na área geográfica de abrangência do clima semiárido, definida pelo extinto Ministério da Integração Nacional em 2005.[15] Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), que possui dados pluviométricos de Patu desde 1911, o maior acumulado de chuva registrado na cidade em 24 horas chegou a 260 mm em 7 de maio de 1952, seguido por 220 mm em 17 de abril do mesmo ano.[16] Desde novembro de 2019, quando entrou em operação uma estação meteorológica automática da EMPARN na cidade, a menor temperatura registrada foi de 19,1 °C em 12 de outubro de 2020 e a maior alcançou 38,4 °C em 13 de novembro de 2021.[17]

Dados climatológicos para Patu
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 37,7 37,9 36,4 33,9 32,2 33,5 35,6 35,6 36,7 38,2 38,4 37,8 38,4
Temperatura mínima recorde (°C) 21 19,7 20,6 21 21,5 20,9 20,5 19,6 20,1 19,1 22,1 20,4 19,1
Precipitação (mm) 80,3 129,4 226 202,8 111,5 43 23,7 7,6 4,6 5,5 7,6 24,6 866,6
Fonte: EMPARN (recordes de temperatura: 13/11/2019-presente;[17] médias de precipitação: 1911-2020)[16]

Demografia

Crescimento populacional
Censo Pop.
18904 014
19004 89421,9%
19207 50453,3%
194014 15988,7%
195016 63317,5%
196010 410−37,4%
19709 016−13,4%
198011 74430,3%
199111 741−0,0%
200011 171−4,9%
201011 9647,1%
202211 007−8,0%
Fonte: IBGE[18]

A população de Patu no censo demográfico mais recente, realizado em 2022, era de 11 007 habitantes, com uma densidade demográfica de 34,49 hab/km².[19] Segundo o mesmo censo, a razão de sexo era de 93,27 homens para cada 100 mulheres e 87,15% dos habitantes viviam na cidade.[20] Ainda segundo o mesmo censo, a maioria da população era parda (53,44%), havendo também brancos (39,09%), pretos (7,02%) e minorias de amarelos (0,43%) e indígenas (0,02%).[21] Considerando-se apenas a população igual ou superior a dez anos, 81,2% eram católicos, 14,7% evangélicos, 0,14% seguiam religiões afro-brasileiras (umbanda e candomblé), 2,45% não tinham religião alguma e 0,11% eram espíritas. Outras religiosidades, 1,32%, além de 0,06% sem declaração.[22] Em relação ao censo de 2010, a população do município encolheu 7,98%.[23]

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do município é considerado médio, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo dados do relatório de 2010, divulgados em 2013, seu valor era de 0,618, sendo o 60º maior do Rio Grande do Norte e o 3 735 º do Brasil. Considerando-se apenas o índice de longevidade, seu valor é 0,768, o valor do índice de renda é 0,599 e o de educação 0,518.[4] De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até 140 reais reduziu em 35,2%. Em 2010, 66,6% da população viviam acima da linha de pobreza, 17,9% entre as linhas de indigência e de pobreza e 15,4% estava abaixo da linha de pobreza.[24] No mesmo ano, os 20% mais ricos eram responsáveis por 55,07% do rendimento total municipal, valor quase dezenove vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 2,96%.[25]

Política

Prefeitura Municipal de Patu, sede do poder executivo
Palácio Mário Soleno de Moura, onde funcionam as instalações da Câmara Municipal

Patu se rege pela sua lei orgânica, promulgada em 3 de abril de 1990.[26] A administração municipal se dá por dois poderes, o executivo e o legislativo. O poder executivo é representado pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários e eleito pelo voto popular para um mandato de quatro anos.[26] O poder legislativo, por sua vez, é exercido pela Câmara Municipal,[26] formada por nove vereadores.

Também alguns conselhos municipais em atividade, entre os quais direitos da criança e do adolescente,[27] direitos do idoso,[27] educação,[28] habitação,[29] meio ambiente,[30] saúde,[31] e segurança alimentar e nutricional.[32] Patu pertence à 37ª zona eleitoral do Rio Grande do Norte[33] e é sede de uma comarca do poder judiciário estadual, cujo termo é o município de Messias Targino.[34][35]

Economia

Agência do Banco do Brasil de Patu.

Conforme dados de 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) era de R$ 66 729 mil, sendo R$ 3 513 mil do setor primário, R$ 5 022 mil do setor secundário, R$ 53 998 do setor terciário e 4 197 mil de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes e o PIB per capita era de R$ 5 549,19.[5] 48,74% da população maior de dezoito anos era economicamente ativa, enquanto que a taxa de desocupação era de 8,85% (2010).[25]

Na agricultura, Patu produziu, na lavoura permanente de 2012, banana (91 t), manga (25 t) e castanha de caju (1 t).[36] Já na lavoura temporária do mesmo ano foram produzidos batata doce (48 t), feijão (40 t, em grãos), milho (35 t, em grãos) girassol (1 t, em grãos), fumo (1 t, em folha) e algodão herbáceo (1 t, em caroço).[37] Na pecuária, Patu possuía 9 698 ovinos, 8 271 bovinos, 7 465 galinhas, 7 465 galináceos (galos, frangas, frangos e pintos), 5 389 caprinos, 777 suínos, 681 asininos, 315 equinos, 215 muares. Também foram produzidos 510 mil litros de leite de 1 021 vacas ordenhadas, 38 mil dúzias de ovos de galinha, 123 quilos de mel de abelha, sete toneladas de carvão vegetal.[38] Na extração vegetal, foram extraídos 10 964 metros cúbicos de lenha e sete toneladas de carvão vegetal.[39]

Na indústria, Patu possuía, em 2010, 11,47% do pessoal ocupado acima de dezoito anos trabalhando no setor industrial, sendo 7,25% na construção civil, 3,84% na indústria de transformação, 0,26% na indústria extrativa e 0,12% nos serviços de utilidade pública. No setor terciário, 46,02% trabalhavam na prestação de serviços e 15,31% no setor comercial.[25] Salários, juntamente com outras remunerações, somavam 7 854 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 1,8 salários mínimos. Havia 183 unidades locais, sendo 177 atuantes.[40]

Infraestrutura

Antiga estação ferroviária de Patu, hoje Casa de Cultura Popular
Hospital e Maternidade Dr. Aderson Dutra

O serviço de abastecimento de água de Patu é feito pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN).[41] O fornecimento de energia elétrica é de responsabilidade da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN), presente nos 167 municípios potiguares.[42] A voltagem da rede é de 220 volts.[43] O código de discagem direta a distância (DDD) do município é 084[44] e o Código de Endereçamento Postal é 59770-000.[45]

O município é cortado pelas rodovias estaduais RN-078 e RN-501, que fazem a ligação de Patu com o estado da Paraíba, e pela rodovia transversal BR-226.[46] Patu possui uma estação ferroviária da estrada de ferro Mossoró-Sousa, inaugurada em 1936 e com trens em circulação até 1991, hoje transformado em Casa de Cultura Popular.[47]

Saúde

Segundo dados de 2009, Patu possuía seis estabelecimentos de saúde, sendo cinco públicos e um privado e todos prestando atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS). Existiam 61 leitos para internação, sendo 35 particulares e 26 públicos.[48] O município pertence à VI Unidade Regional de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (URSAP), sediada em Pau dos Ferros,[49] e possui o Hospital Municipal Henderson Josino Bandeira Moura, localizado no Bairro Nova Brasília, contando com serviços de atendimento ambulatorial, urgência e emergência, leitos nas especialidades de cirurgia, clínica, obstetrícia e pediatras e serviços especializados.[50] Há também o Hospital e Maternidade Dr. Aderson Dutra.[51]

Em 2010, existiam 22 médicos, 21 auxiliares de enfermagem, seis enfermeiros, seis cirurgiões dentistas, três farmacêuticos, um técnico de enfermagem, um nutricionista e um fisioterapeuta, totalizando 61 profissionais de saúde.[52] No mesmo ano, a expectativa de vida ao nascer era de 71,1 anos, a taxa de mortalidade infantil era de 23,6 por mil nascimentos e a taxa de fecundidade era de 2,3 filhos por mulher.[25] Em 2012, 96,0% das crianças menores de um ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia e 2 990 crianças menores de dois anos foram pesadas pelo Programa Saúde da Família (PSF), sendo que 0,7% do total estavam desnutridas.[24][53] Segundo dados do Ministério da Saúde, 22 casos de AIDS foram registrados em Patu entre 1987 e 2012 e, entre 2001 e 2011, foram notificados 332 casos de doenças transmitidas por mosquitos, sendo 326 de dengue e seis de leishmaniose.[54]

Educação

Entrada do Câmpus Avançado da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Professor João Ismar de Moura (UERN/CAJIM)

O fator "educação" do IDH no município atingiu em 2010 a marca de 0,513,[25] ao passo que a taxa de alfabetização da população acima dos dez anos indicada pelo último censo demográfico do mesmo ano foi de 73,9% (68,7% para os homens e 78,9% para as mulheres).[55] No mesmo ano, Patu possuía uma expectativa de anos de estudo de 9,65 anos, valor acima da média estadual (9,54 anos).[25]

Em 2012 Patu possuía uma rede de dezoito escolas de ensino fundamental (com 114 docentes), quinze do pré-escolar (25 docentes) e duas de ensino médio (2 docentes).[56] No ensino superior, o município possui o Câmpus Avançado Professor João Ismar de Moura" (CAJIM), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), instituído pelo decreto estadual 176 de dia 4 de setembro de 1980, entrando em funcionamento em 11 de março de 1981.[57]

Cultura

Atrações turísticas

A principal atração turística de Patu é a Serra do Lima, que possui 699 metros de altitude e aproximadamente oito quilômetros de comprimento, possuindo uma rica diversidade de fauna e flora. Nela está localizado um dos mais importantes complexos religiosos do Nordeste, o Santuário Nossa Senhora dos Impossíveis, conhecido como Santuário do Lima, que está localizado a seis quilômetros da zona urbana, é administrado pelos Missionários da Sagrada Família desde 1920 e foi construído em um terreno doado pelo casal Antônio Ferreira de Lima e Paula Moreira Brito Pesso, no século XVIII (1758), tomando seu formato atual em 1969, após uma grande reforma que durou aproximadamente dois anos. O santuário é bastante conhecido no Rio Grande do Norte, atraindo turistas vindos de diversos lugares e tendo sido eleito pelo voto popular uma das sete maravilhas do estado, detendo também o título honorífico de 13º Basílica do Brasil.[58][59]

Também se situa na Serra do Lima o Cruzeiro de São Sebastião, inaugurado no dia 20 de janeiro de 1938, data comemorada pela Igreja Católica como o dia de São Sebastião, e a Barragem do Lima, que está localizada próximo ao Santuário, no topo da serra, possui quarenta metros de extensão e, quando cheia, sua profundidade chega a 1,3 metros. Outros importantes atrativos turísticos de Patu são a Gruta de Jesuíno Brilhante, com esse nome em homenagem ao cangaceiro de mesmo nome, que habitou o local durante oito anos, procurando fugir das perseguições, e o Sítio Arqueológico do Jatobá, situado na Comunidade Quilombolas dos Negros do Jatobá, dispondo de um acervo de pinturas rupestres com idade aproximada de doze mil anos.[60]

Atrações turísticas de Patu
Serra do Lima, principal atração turística de Patu, vista da BR-226
Santuário do Lima, importante atrativo religioso de Patu
Barragem do Cruzeiro do Lima

Artesanato, principais eventos e esporte

Praça de Eventos Oliveira Rocha, onde são realizados os principais eventos de Patu.
Patu é um melhores locais do mundo para a prática de voo livre, na categoria parapente. Na foto, asas deltas sobrevoando a Serra do Lima.

O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural patuense. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, criada de acordo com a cultura e o modo de vida local e feita com matérias-primas, notadamente o bordado e a madeira, além de materiais recicláveis.[60][61] Alguns grupos, como a Associação dos Artesãos de Patu, reúnem diversos artesãos municipais e/ou regionais, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em lojas de artesanato, exposições e feiras, como a Feira da Agricultura Familiar, que ocorre desde 2011 e é patrocinado pela prefeitura de Patu em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura e outras instituições, contando com barracas de artesanato, roupas, frutas, entre outros, além de apresentações culturais de bandas de forró.[62][63]

Outros importantes eventos de Patu, além da Feira da Agricultura Familiar, são a Festa de Malhação de Judas, que costuma ocorrer na Semana Santa, mais especificamente no sábado de aleluia; as festas juninas, que acontecem durante todo o mês de junho; a Feira de Cultura, que ocorre no mês de setembro na praça de eventos, contando com a apresentação de diversas atrações; a festa da padroeira Nossa Senhora das Dores, que também ocorre em setembro, de maneira paralela da feira cultural; e a festa de emancipação política, realizada em 25 de setembro. Também se destacam as romarias religiosas ao Santuário do Lima, que ocorrem durante o ano todo.[60][64][65]

Na tradição esportiva, Patu é conhecida no mundo por ser um dos melhores locais destinados à prática de voo livre de asa delta do planeta, em particular a categoria parapente (paraglider), principalmente entre no último trimestre do ano, quando os ventos que atingem o município vêm com mais força.[60] Dentre os vários recordes mundiais, o maior já registrado em Patu foi quebrado por Marcelo 'Cecéu' Prieto, que voou 371 quilômetros de Patu até a divisa entre os estados do Ceará e Piauí, quebrando o recorde anterior de André Fleury, de 355 quilômetros.[66] Também se destacam os recordes de Márcio Pinto e Cristiano Ricci Vermelho, de 339 quilômetros em distância livre, e de Kamira Pereira, de 205 quilômetros, tornando-se recordista feminina também na categoria de distância livre.[67] No futebol, um importante clube do município é o Patu Futebol Clube, fundado no ano de 2008.[68] Também são realizados pela prefeitura diversos eventos com foco no setor esportivo em diversas modalidades, além do parapente e do futebol, como o atletismo e o futsal,[69] e incentivos à prática de esportes.[70]

Feriados

Segundo a Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (AMPERN), em Patu há, além dos feriados nacionais, estaduais e pontos facultativos, três feriados municipais, sendo eles os dias 15 de setembro, dia de Nossa Senhora das Dores, padroeira de Patu; 25 de setembro, dia em que o município festeja sua emancipação política; e o dia 21 de novembro, dia de Nossa Senhora dos Impossíveis, a padroeira do Santuário do Lima.[64][71]

Referências

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  2. «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NO BRASIL E UNIDADES DA FEDERAÇÃO COM DATA DE REFERÊNCIA EM 27 DE NOVEMBRO DE 2025». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 27 de novembro de 2024. Consultado em 24 de janeiro de 2025 
  3. «Rio Grande do Norte». Embrapa. 2000. Consultado em 27 de agosto de 2011. Arquivado do original em 27 de fevereiro de 2011 
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  9. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas IBGE_DTB_2017
  10. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 44–45. Consultado em 29 de março de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 25 de setembro de 2017 
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