Patativa (cantora)
| Patativa | |
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| Nascimento | 5 de outubro de 1937 |
| Morte | 6 de outubro de 2025 (88 anos) |
Maria do Socorro Silva mais conhecida como Patativa (Pedreiras, 05 de outubro de 1937 – São Luís, 06 de maio de 2025) foi uma cantora e compositora maranhense, reconhecida pelas suas contribuições à cultura popular do Maranhão e conhecida pelo samba de raiz e letras irreverentes.
Biografia
Ainda na infância, Maria do Socorro mudou-se para São Luís, onde teve seus primeiros contatos com a música, demonstrando talento e paixão pelo ritmo do samba de raiz.[1][2][3]
Maria do Socorro ganhou o apelido Patativa quando morava no bairro cultural da Madre Deus. Em uma noite, ela estava em um bar com seu amigo Justo Santeiro e os dois acabaram se desentendendo e ela o chamou de amigo da onça. Ele então respondeu: “e você que parece uma patativa (pássaro), de tanto que fica cantarolando a toda hora”. A partir de então, todos passaram a reconhecer apenas por esse apelido.[1][2][3]
Ao longo trajetória, a cantora marcou presença em festas juninas, festivais e shows regionais, tendo participado da Turma do Quinto e do Fuzileiros da Fuzarca.[1][2][3]
Em 2004, Patativa participou do filme 'Quilombos maranhenses', do jornalista e cineasta Cláudio Farias.[1][2][3]
Em 2015, lançou o seu primeiro disco aos 77 anos, intitulado 'Ninguém é melhor do que eu', com produção de Zeca Baleiro e conta com participação de Zeca Pagodinho e Simone.[1][2][3][4]
Em 2016, o documentário Patativa – Xiri Meu Eu Não Dou, dirigido por Tairo Lisboa, foi um dos filmes vencedores do Júri Popular da Mostra Itinerante de Culturas Populares, realizada na cidade de Itabuna, na Bahia.[5]
Quatro anos após o lançamento do seu primeiro CD, a cantora então lançou seu segundo disco aos 81 anos de idade, também com produção de Zeca Baleiro e Luís Júnior Maranhão, intitulado “Sou de Pouca Fala”.[1][2][3]
O Maranhão saiu vencedor na edição 2016 da, nos últimos dias 12 a 15 de maio.
Em novembro de 2019, foi laçado o clip musical, com roteiro de Marcos Faria e Zeca Baleiro, retratando as ruas e as rodas de samba de São Luís, entre outras referências de Patativa. A faixa do segundo disco escolhida para o clipe foi “Sou de Pouca Fala“.[1][2][3]
No mesmo mês, Patativa foi uma das primeiras artistas homenageadas na Festa da Música no Maranhão (FMM), recebendo o Prêmio Papete.[6]
A cantora morreu em 06 de maio de 2025 e a causa da morte não foi revelada. Patativa vivia há alguns anos com problemas decorrentes da doença de Parkinson.[1][2][3]
Referências
- ↑ a b c d e f g h «Morre Patativa, ícone do samba de raiz maranhense, aos 87 anos». G1. 7 de maio de 2025. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ a b c d e f g h «Morre a cantora Patativa, aos 87 anos». O Imparcial. 7 de maio de 2025. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ a b c d e f g h estudante, wandermáriaGraduanda em Biblioteconomia em UFMAEterna; modista; Lua, Amante Da Natureza E. Apaixonada Pela (1 de junho de 2022). «A Patativa do Maranhão». Bibliotecas do Maranhão. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ «Quatro vezes em que Patativa foi um ícone». O Imparcial. 5 de outubro de 2017. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ Mira, Na (27 de maio de 2016). «Documentário sobre a cantora Patativa é premiado na Bahia - Imirante.com». Imirante. Consultado em 31 de maio de 2025
- ↑ «Prêmio Papete homenageará grandes nomes da música maranhense». O Imparcial. 21 de novembro de 2019. Consultado em 31 de maio de 2025
