Pascual Cervera

Pascual Cervera
Партрэт іспанскага адмірала Паскуале Сервера-і-Тапетэ (1839—1909).
NascimentoPascual Cervera y Topete
18 de fevereiro de 1839
Medina Sidônia
Morte3 de abril de 1909 (70 anos)
Puerto Real
SepultamentoPanteón de Marinos Ilustres, San Fernando (Cadiz)
CidadaniaEspanha
Ocupaçãooficial de marinha, marinheiro
Distinções
  • Cavaleiro da Legião de Honra
  • Comendador da Ordem de Isabel a Católica
  • Cross of Naval Merit with red badge
  • Cross of Naval Merit with white badge
  • Grand Cross of Naval Merit with white badge
  • Knight Grand Officer of the Order of Saint Hermenegild
LealdadeEspanha

Pascual Cervera y Topete (18 de fevereiro de 1839 - 3 de abril de 1909) foi um Almirante espanhol e comandante da Frota do Caribe durante a Guerra Hispano-Americana. Antes disso, serviu o seu país em várias de funções militares e políticas.

Biografia

Nascido em Medina-Sidonia,[1] Cervera era um veterano condecorado da Marinha espanhola, e serviu com alguma distinção durante as guerras carlistas antes de se aposentar do serviço ativo para atuar como chefe do Ministério da Marinha, o corpo burocrático que governava a marinha de guerra e mercante da Espanha. Durante seu mandato, Cervera tentou uma série de reformas de longo alcance para acertar o que ele chamou os males numerosos de administração naval espanhola no momento.

Tentando modernizar em vão a marinha, Cervera até disse numa entrevista que se uma batalha entre a marinha espanhola e norte-americana acontecesse seria um Segunda Trafalgar, ou seja, seria um grande desastre para os espanhóis. Em 1896, Cervera deixou o seu cargo quando suas reformas foram rejeitadas pelos políticos. Em 1898, iniciou a Guerra Hispano-Americana e Cervera foi nomeado comandante da Frota do Caribe, ele reuniu seus navios partindo da Espanha até Porto Rico, a frota ficou descansando um pouco em Cabo Verde, até que o governo português, para manter a sua neutralidade pediu para que se retirassem. Os espanhóis chegaram no Caribe, quase sem combustível, tentaram comprar carvão dos franceses em Martinica, mas a França, que também estava neutra, recusou-se à vender, a Holanda também estava neutra, mas ainda vendeu 600 toneladas de carvão.

Como Porto Rico estava bloqueado pelos navios norte-americanos, Cervera foi para Santiago de Cuba, dias depois a frota norte-americana também bloqueou a ilha de Cuba, aprisionando a frota espanhola em Santiago de Cuba, em 3 de julho, Cervera decidiu tentar fugir do bloqueio e navegar para o mar aberto para tentar salvar seus navios, mas foi uma catástrofe, os norte-americanos descobriram e iniciaram uma perseguição que destruiu toda a frota espanhola. Após a derrota, Cervera foi julgado pela Corte Marcial que o absolveu por reconhecer que a derrota não foi culpa dele, mas sim dos políticos que se recusavam a modernizar a frota.

Cervera viveu os seus últimos anos tranquilamente e sempre fiel à monarquia, além de obter o carinho do povo que o considerava um herói nacional. Em 3 de abril de 1909, Cervera faleceu.[2] Para homenageá-lo, o governo construiu um cruzador leve sendo batizado com o seu nome.

Referências

  1. Stewart 2014, p. 63.
  2. Castellanos 2006, p. 137.

Bibliografia

  • Castellanos, Jorge (2006). Encuentro en 1898. [S.l.]: Ediciones Universal. ISBN 9781593880729 
  • Stewart, William (2014). Admirals of the World. A Biographical Dictionary, 1500 to the Present. [S.l.]: McFarland Publishers. ISBN 9780786482887