Partido Carlista (1971)
Partido Carlista | |
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| Secretário-geral | José Lázaro Ibáñez Compains |
| Fundação | 1971[1] |
| Sede | C. Pozoblanco, Pamplona |
| Ideologia | Socialismo Autogestionário Federalismo Acidentalismo Confessional Carlismo |
| Espectro político | Esquerda |
| Publicação | El Federal |
| Ala de juventude | Juventudes Carlistas |
| País | Espanha |
| Afiliação nacional | Esquerda Unida (1986-1987) |
| Cores | Coral |
| Página oficial | |
| partidocarlista | |
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Foi legalizado em 1977. Foi cofundador da coligação Esquerda Unida (IU), na qual permaneceu durante o seu primeiro ano, desvinculando-se dela em 1987.[2] | |
O Partido Carlista (em castelhano: Partido Carlista, em catalão: Partit Carlí, em basco: Karlista Alderdia, em galego: Partido Carlista, em asturiano: Partíu Carlista; PC) é um partido político Espanhol criado entre 1970 e 1972 que se considera sucessor da tradição histórica do Carlismo. Tem suas origens na mudança ideológica radical[3] liderada por um setor juvenil minoritário[4] da Comunhão Tradicionalista, ligado a Carlos Hugo, Duque de Parma,[5] que assumiu o controle da organização após a expulsão da família Borbón-Parma da Espanha em 1968.[3]
O Partido defende o socialismo autogestionário e o federalismo, reivindicando "o direito à autodeterminação dos povos e nacionalidades espanholas". Em relação ao chefe de Estado, não se declara monárquico, mas sim acidentalista.[6] Na questão religiosa, define-se como não confessional.[7]
Após a sua criação e oposição ao franquismo, o Partido Carlista continuou convocando os tradicionais comícios de Montejurra que antes eram organizados pela Comunhão Tradicionalista, mas não conseguiu reter a maioria dos carlistas espanhóis que, desnorteados e dispersos, deixaram o partido no início da década de 1970.[8] Alguns deles fundaram em 1975 uma nova Comunhão Tradicionalista liderada por Sixto Henrique de Bourbon, que queria tomar conta das Estações da Cruz de Montejurra e deu origem aos violentos acontecimentos de Montejurra em 1976.
Embora tenha tido alguma notoriedade durante a democratização da Espanha, desde 1979 o Partido Carlista desempenhou um papel simbólico na política espanhola.[9] No País Basco e em Navarra foi renomeado Partido Carlista de Euskadi (EKA).[3]
Referências
- ↑ Izu Belloso, Miguel José (2007). Navarra como problema: nación y nacionalismo en Navarra (em espanhol). [S.l.]: Biblioteca Nueva. p. 341. ISBN 9788497427234
- ↑ «Izquierda Unida confirma la exclusión del Partido Carlista de la coalición quedando formada por PCE, PCPE, IR, PASOC y FP». La Hemeroteca del Buitre. 7 de Janeiro de 1987«El Partido Carlista e Izquierda Unida». Noticias de Navarra. 12 de Janeiro de 2021
- ↑ a b c Del Burgo 2013, p. 296.
- ↑ Lavardín 1976, p. 281.
- ↑ Rodón 2015, p. 504.
- ↑ Del Burgo 2013, pp. 296-298.
- ↑ Ibarzábal, Eugenio (1977). Euskadi: diálogos en torno a las elecciones. [S.l.]: Itxaropena. p. 67. ISBN 84-7086-031-3
- ↑ Riquer Permanyer, Borja de (2010). La dictadura de Franco. [S.l.]: Editorial Crítica. 740 páginas. ISBN 978-84-9892-063-5
- ↑ Somé Laserna, Caín (2011). «El voto útil de la derecha: las elecciones de 1982 y la Comunión Tradicionalista-Carlista» (PDF). Universidad de Sevilla: 3
Bibliografía
- Lavardín, Javier (1976). Historia del último pretendiente a la corona de España. [S.l.]: Ruedo ibérico
- Del Burgo, Jaime (2013). «El carlismo y su agónico final». Príncipe de Viana (257): 281-299. ISSN 0032-8472
- Rodón, Ramón María (2015). «Invierno, primavera y otoño del Carlismo (1939-1976)» (PDF). Universitat Abat Oliva CEU
