Parides sesostris
Parides sesostris
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![]() Fotografia do macho de P. sesostris, subespécie sesostris, em vista superior; espécime do Museu Nacional de História Natural, França. | |||||||||||||||||||||
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Fotografia da fêmea de P. sesostris em Rioja, San Martín, Peru. Foi classificada como Papilio tullus por Pieter Cramer, em 1780, desconhecendo o dimorfismo sexual de P. sesostris.[1]
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| Estado de conservação | |||||||||||||||||||||
![]() Pouco preocupante (IUCN 3.1) [2] | |||||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||||
| Parides sesostris (Cramer, 1779)[1][3][4] ![]() | |||||||||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||||||||
![]() As diversas subespécies da borboleta P. sesostris são encontradas na Região Neotropical (em verde), do México até a America do Sul setentrional.[1][2]
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| Sinónimos | |||||||||||||||||||||
| Papilio sesostris Cramer, 1779 Papilio tullus Cramer, 1780 Papilio tarquinius Boisduval, 1836 Papilio lycomes Gray, [1853] Papilio zestos Gray, [1853] Papilio sesostrellana Kotzsch, 1934 (IUCN/Markku Savela)[1][2] | |||||||||||||||||||||
Parides sesostris (denominada popularmente, em inglês, Sesostris cattleheart,[4][5] emerald-patched cattleheart[6] ou southern cattle heart)[2] é uma espécie de inseto da ordem Lepidoptera; uma borboleta neotropical da família Papilionidae; suas quatro subespécies distribuídas do sul do México, em Veracruz e Oaxaca, onde ocorre P. sesostris zestos, até a Bacia Amazônica, onde a subespécie P. sesostris sesostris fora descrita por Pieter Cramer, em 1779; na página 34 da obra De uitlandsche kapellen, voorkomende in de drie waereld-deelen Asia, Africa en America, volume III; classificada com o nome Papilio sesostris e com seu espécime-tipo provindo do Suriname;[1][2][3] considerada pouco preocupante (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) devido à ampla extensão territorial de seu habitat.[2] Suas lagartas possuem osmetério e se alimentam de diversas espécies de plantas do gênero Aristolochia, conhecidas como "papo-de-peru" ou "jarrinha" e que contém compostos secundários de alcaloides tóxicos para seus predadores.[1][5][7] Os adultos se alimentam do néctar das flores e da umidade em poças de lama.[5][8]
Primeiras ilustrações
Parides sesostris foi ilustrado por ocasião de sua descrição original; no canto inferior da Pl. CCXI, figs. F, G.; por Pieter Cramer.[1]
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Ilustração de P. sesostris, por ocasião de sua descrição original pelo entomólogo Pieter Cramer, na obra De uitlandsche kapellen, voorkomende in de drie waereld-deelen Asia, Africa en America. -
Detalhe da ilustração, na descrição original de P. sesostris; no canto inferior da Pl. CCXI, figs. F, G, da obra De uitlandsche kapellen, voorkomende in de drie waereld-deelen Asia, Africa en America.
Dimorfismo sexual e descrição
Ambos os sexos desta borboleta são típicos do gênero Parides, dotados de asas anteriores e posteriores pretas e possuindo manchas cor-de-rosa nas asas posteriores, sempre mais extensas nas fêmeas, também dotadas de uma mancha branca nas asas anteriores, e, às vezes, tais manchas cor-de-rosa ausentes nos machos, em vista dorsal, que sempre possuem uma grande mancha de escamas verde-metálicas brilhantes em suas asas anteriores, apontada para a base de suas asas e cortada por duas venações alares, o que acentua o seu dimorfismo sexual; em muitos espécimes as escamas androconiais, também dos machos, brancas e perfeitamente visíveis em dobras na face interna de suas asas posteriores.[8][9][10]
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Fotografia de um indivíduo morto de P. sesostris, subespécie sesostris, em vista superior; Riberalta, Bolívia.
Subespécies de P. sesostris; sua distribuição geográfica
Com asterisco (*) estão as espécies registradas para o Brasil (fonteː SiBBr - Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira; entre parênteses os cientistas que tiveram os nomes originais de seus gêneros modificados para Parides).[2][3][6]
- P. s. sesostris (Cramer, 1779) (das Guianas às regiões do rio Orinoco, ao norte da Amazônia, e no Equador;[2][3] no Brasil distribuída nos estados do Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Roraima, Acre, Maranhão, Mato Grosso e Goiás)*[3][4]
- P. s. tarquinius (Boisduval, 1836) (do Panamá à Colômbia Transandina e ao norte da Venezuela)
- P. s. trinitensis Brown, 1994 (em Trinidad, especialmente no sudoeste da ilha)
- P. s. zestos (Gray, [1853]) (restrita à costa atlântica, no sudeste do México, em Quintana Roo, Tabasco, Veracruz, Chiapas e Oaxaca; geralmente ocorrendo desde o nível do mar até os 500 metros de altitude; na Nicarágua voando até os 1.000 metros de altitude e chegando até a Costa Rica)
Uma quinta subespécieː P. s. zischkai (Forster, 1955), coletada no norte da Bolívia, foi considerada um sinônimo de P. s. sesostris (Cramer, 1779).[1][2][6]
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Ilustração de Papilio tullus, a fêmea de P. sesostris, por ocasião de sua descrição original pelo entomólogo Pieter Cramer, na obra De uitlandsche kapellen, voorkomende in de drie waereld-deelen Asia, Africa en America, volume III, em 1780; na parte central da Pl. CCLXXVII (à esquerda vista superior; à direita vista inferior).
A ampla distribuição continental dessa espécie evita o seu risco de extinção e inclui Belize; Bolívia; Brasil; Colombia; Costa Rica; Equador; Guiana Francesa; Guatemala; Guiana; Honduras; México; Nicarágua; Panamá; Peru; Suriname; Trinidad e Tobago; Venezuela.[2]
Paridesː grupo sesostris
A espécie Parides sesostris nomeia um grupo de sete espécies de borboletas, suas congêneres, da América tropical e subtropical, entre o México, Amazônia Brasileira e Bolívia, denominado "grupo sesostris";[1] antes, durante o século XX, no "grupo aeneas" (subgênero Endopogon).[11]
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Macho de Parides childrenae, do sul do México e América Central, pertencente ao "grupo sesostris" de borboletas Parides.[1] Aqui são visíveis as escamas de androcônia, também presentes nos machos de P. sesostris.[9]
Referências
- ↑ a b c d e f g h i j k l Savela, Markku. «Parides sesostris (Cramer, 1779)» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. 1 páginas. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ a b c d e f g h i j Berends, A.; Rosa, A.; Marini-Filho, O.; Mega, N.; Freitas, A.V.L. (janeiro de 2020). «Parides sesostris - The IUCN Red List assessment» (em inglês). The IUCN Red List of Threatened Species (ResearchGate). 1 páginas. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ a b c d e f g h «Parides sesostris (Cramer, 1779)». SiBBr - Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. 1 páginas. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ a b c d PALO JR., Haroldo (2017). Borboletas do Brasil / Butterflies of Brazil, volume 1. Papilionidae, Pieridae, Lycaenidae, Riodinidae 1ª ed. São Carlos, Brasil: Vento Verde. p. 63. 768 páginas. ISBN 978-85-64060-09-8
- ↑ a b c Staatliches Museum für Naturkunde Karlsruhe (2020). «Parides sesostris (Cramer, 1779)» (em inglês). Naturkundemuseum Berlin. 1 páginas. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ a b c «Emerald-patched Cattleheart, Parides sesostris (Cramer, 1779)» (em inglês). Butterflies and Moths of North America. 1 páginas. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ OTERO, Luiz Soledade (1986). Borboletas. Livro do Naturalista (21 X 28cm) 1ª ed. Rio de Janeiro: Ministério da Educação - FAE. p. 91-92. 112 páginas. ISBN 85-222-0195-1
- ↑ a b JPJC (7 de agosto de 2013). «Parides sesostris sesostris (Emerald-patched Cattleheart)» (em inglês). Flickr. 1 páginas. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ a b Demay, Sébastien (2010). «Parides sesostris sesostris (Cramer, 1779)» (em francês). parides.genus.free.fr. 1 páginas. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ Hoskins, Adrian. «Anchises Cattleheart Caterpillar» (em inglês). Learn Butterflies. 1 páginas. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ SMART, Paul (1975). The Illustrated Encyclopaedia of the Butterfly World, In Colour. Over 2.000 species reproduced life size (em inglês). London: Salamander Books Ltd. p. 261. 274 páginas. ISBN 0-86101-101-5
Ligações externas
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