Parides neophilus

Parides neophilus
Fotografia do macho de P. neophilus, subespécie anaximenes, em voo, buscando o néctar das flores, na Bolívia.
Fotografia do macho de P. neophilus, subespécie anaximenes, em voo, buscando o néctar das flores, na Bolívia.
Fotografia da fêmea de P. neophilus, subespécie anaximenes, em voo, buscando o néctar das flores, na Bolívia.
Fotografia da fêmea de P. neophilus, subespécie anaximenes, em voo, buscando o néctar das flores, na Bolívia.
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Subordem: Papilionoidea
Família: Papilionidae
Subfamília: Papilioninae[2][3]
Tribo: Troidini[2][4]
Género: Parides
Hübner, 1819[2][3]
Espécie: P. neophilus
Nome binomial
Parides neophilus
(Geyer, 1837)[2][3][4]
Fotografia do macho de P. neophilus, subespécie anaximenes, em voo, buscando o néctar das flores, na Bolívia.
Distribuição geográfica
As diversas subespécies da borboleta P. neophilus são encontradas em grande parte da Região Neotropical (em verde), ausentes em grande parte da Região Nordeste do Brasil.[3][4][5]
As diversas subespécies da borboleta P. neophilus são encontradas em grande parte da Região Neotropical (em verde), ausentes em grande parte da Região Nordeste do Brasil.[3][4][5]
Sinónimos
Priamides neophilus Geyer, 1837
Papilio eupales Gray, [1853]
Papilio eurybates Gray, [1853]
Papilio olivencius Bates, 1861
Papilio anaximenes C. Felder & R. Felder, 1862
Papilio neophilus Rothschild & Jordan, 1906
Papilio schuppi Röber, 1927
Battus (Parides) neophilus napoensis Varea, 1975
(IUCN/Markku Savela)[1][3]

Parides neophilus (denominada popularmente, em inglês, Neophilus cattleheart[4] ou spear-winged cattle heart:[1] na tradução para o português, "borboleta-coração-de-boi-de-asa-de-lança") é uma espécie de inseto da ordem Lepidoptera; uma borboleta neotropical da família Papilionidae;[2][3] suas sete subespécies distribuídas na América do Sul, da Colômbia e Equador à Venezuela, onde ocorre P. neophilus parianus, até o norte a Argentina, onde a subespécie P. neophilus eurybates é encontrada; sendo considerada uma espécie pouco preocupante (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) devido à ampla extensão territorial de seu habitat.[1][5] Suas lagartas se alimentam de espécies de plantas do gênero Aristolochia (Aristolochia colombiana; A. trilobata), conhecidas como "papo-de-peru" ou "jarrinha" e que contém compostos secundários de alcaloides tóxicos para seus predadores.[3][6]

Classificação

Parides neophilus foi descrita em 1837 por Carl Geyer na página 46 do volume V da obra de Jacob Hübnerː Zuträge zur Sammlung exotischer Schmettlinge, classificada com o nome "Priamides Neophilus" (sic), com seu espécime-tipo provindo do Suriname e ilustrado em vista superior e lateral ("Fig. 997. 998."); oferecido pelo "Sr. Roger".[2][3][4]

Dimorfismo sexual e descrição

Ambos os sexos desta borboleta são típicos do gênero Parides, dotados de asas anteriores e posteriores pretas e possuindo manchas cor-de-rosa nas asas posteriores, sempre mais extensas, em direção à base das asas, nos machos. Enquanto as fêmeas são dotadas de uma mancha branca e difusa no centro das asas anteriores, os machos possuem uma mancha de escamas verde-metálicas brilhantes em suas asas anteriores, sendo uma bela visão quando vistos voando freneticamente ao redor dos arbustos floridos.[7][8] As lagartas, de cor bordô com áreas amareladas, são providas de osmetério para a defesa.[7][9]

Subespécies de P. neophilus; sua distribuição geográfica

Com asterisco (*) estão as espécies registradas para o Brasil (fonteː SiBBr - Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira; entre parênteses os cientistas que tiveram os nomes originais de seus gêneros modificados para Parides).[1][2]

A ampla distribuição continental dessa espécie evita o seu risco de extinção e inclui Argentina; Bolívia; Brasil (Acre, Amapá, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, São Paulo, Tocantins); Colômbia; Equador; Guiana Francesa; Guiana; Paraguai; Peru; Suriname; Trinidad e Tobago; Venezuela.[1][5]

Referências

  1. a b c d e f Berends, A.; Rosa, A.; Marini-Filho, O.; Mega, N.; Nunez-Bustos, E.; Freitas, A.V.L. (janeiro de 2020). «Parides neophilus - The IUCN Red List assessment» (em inglês). The IUCN Red List of Threatened Species (ResearchGate). 1 páginas. Consultado em 16 de novembro de 2025 
  2. a b c d e f g «Parides neophilus (Geyer, 1837)». SiBBr - Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. 1 páginas. Consultado em 16 de novembro de 2025 
  3. a b c d e f g h Savela, Markku. «Parides neophilus (Geyer, 1837)» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. 1 páginas. Consultado em 16 de novembro de 2025 
  4. a b c d e PALO JR., Haroldo (2017). Borboletas do Brasil / Butterflies of Brazil, volume 1. Papilionidae, Pieridae, Lycaenidae, Riodinidae 1ª ed. São Carlos, Brasil: Vento Verde. p. 64-65. 768 páginas. ISBN 978-85-64060-09-8 
  5. a b c «Previsões do Geomodel para Parides neophilus». iNaturalist. 1 páginas. Consultado em 16 de novembro de 2025 
  6. OTERO, Luiz Soledade (1986). Borboletas. Livro do Naturalista (21 X 28cm) 1ª ed. Rio de Janeiro: Ministério da Educação - FAE. p. 91-92. 112 páginas. ISBN 85-222-0195-1 
  7. a b Hoskins, Adrian. «Anchises Cattleheart Caterpillar» (em inglês). Learn Butterflies. 1 páginas. Consultado em 14 de novembro de 2025 
  8. Campis, Marcos Cesar (7 de outubro de 2020). «Parides neophilus eurybates (G.Gray, [1853])». Flickr. 1 páginas. Consultado em 16 de novembro de 2025 
  9. Perez, Christian Alessandro (30 de julho de 2015). «Papilionidae: Papilioninae: Troidini: Parides neophilus». Flickr. 1 páginas. Consultado em 16 de novembro de 2025 

Ligações externas