Papilio antimachus
Papilio antimachus
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![]() Ilustração do macho (abaixo) e fêmea (acima) de P. antimachus, vista superior e inferior-lateral, com sua antiga denominação: Druryia antimachus. | |||||||||||||||||||
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Fotografia do macho de P. antimachus, vista superior, em museu de Estrasburgo.
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| Estado de conservação | |||||||||||||||||||
Dados deficientes | |||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||
| Papilio antimachus Drury, 1782[1] ![]() | |||||||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||||||
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| Sinónimos | |||||||||||||||||||
| Papilio (Druryia) antimachus Bernard Rond, 2011 Papilio (Princeps) antimachus Druryeia antimachus Druryia antimachus[1] | |||||||||||||||||||
Papilio antimachus (popularmente conhecida, em inglês, giant african swallowtail ou african giant swallowtail;[1][2][3] com a antiga denominação científica Druryia antimachus[4] ou Druryeia antimachus)[5] é uma borboleta da família Papilionidae e subfamília Papilioninae, encontrada na região afro-tropical e endêmica da África subsariana,[1] em florestas ombrófilas,[4] de Serra Leoa a Uganda; mas também presente na Guiné, Libéria, Costa do Marfim, Gana, Togo, Nigéria, Camarões, Gabão, República do Congo e República Democrática do Congo, República Centro-Africana, Sudão do Sul e norte de Angola; muito mais rara no oeste de sua área de distribuição (da Guiné aos Camarões) do que nas partes orientais. Foi classificada por Dru Drury em 1782, no volume 3 da obra Illustrations of exotic entomology: containing upwards of six hundred and fifty figures and descriptions of foreign insects, interspersed with remarks and reflections on their nature and properties.[1] É considerada rara e a maior borboleta da África.[2][3][4]
Descrição e hábitos
Esta espécie possui, vista por cima, asas com envergadura máxima de 23[2] a 25 centímetros, nos espécimes machos, a maior envergadura em sua área de ocorrência;[6][7] um pouco menos nas fêmeas,[6] que possuem asas mais arredondadas;[8] ambos os sexos com escamas alares principalmente em laranja a vermelho-amarronzado e com um complexo colorido de manchas em marrom-enegrecido, onde se destacam 7 manchas circulares em suas asas posteriores.[9][1] Vistas por baixo, apresentam asas mais pálidas, amareladas.[9][7][2] Segundo William Jacob Holland (1899), ela parece mimetizar borboletas do gênero Acraea (Acraeini).[10]
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Macho de Papilio antimachus, proveniente da República Centro-Africana.
Embora pouco se saiba sobre a alimentação larvar de Papilio antimachus, sabe-se que ela é uma borboleta venenosa[5] - dito ser grande o suficiente para matar 6 gatos,[6] graças à ação de glicosídeos[4] cardenolidos.[3] Ela também pode pulverizar uma nuvem de produtos químicos com mau cheiro, no ar, se perturbada.[4] Quem a estuda especula que a borboleta provavelmente obtém sua toxina quando a sua lagarta ingere as folhas de Strophanthus gratus, uma liana espessa e lenhosa que serpenteia entre as copas das árvores e carrega flores flagrantes.[2] Habita floresta primária, voando no dossel florestal. Machos têm sido vistos frequentando clareiras em cumes, defendendo seus territórios contra outros machos. Se alimentam de néctar, em arbustos floridos, e de substâncias retiradas de poças enlameadas, no solo.[2][8]
Subespécies
P. antimachus possui duas subespécies:[1]
- Papilio antimachus antimachus - Descrita por Drury em 1782. Holótipo proveniente de Serra Leoa.
- Papilio antimachus parva - Descrita por Jackson em 1956. Holótipo proveniente de Uganda.
Ligações externas
- Papilio antimachus (Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais).
Ver também
Referências
- ↑ a b c d e f g h i Savela, Markku. «Papilio antimachus» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. 1 páginas. Consultado em 24 de fevereiro de 2017
- ↑ a b c d e SBBT (21 de março de 2025). «Featured species : African Giant Swallowtail (Papilio antimachus)» (em inglês). Swallowtail and Birdwing Butterfly Trust. 1 páginas. Consultado em 26 de setembro de 2025
- ↑ a b c CARTER, David (2002). Smithsonian Handbooks: Butterflies and Moths. The Clearest Recognition Guides Avaliable (em inglês) 2ª ed. London, England: Dorling Kindersley. p. 50. 304 páginas. ISBN 0-7894-8983-X
- ↑ a b c d e Main, Douglas (16 de dezembro de 2014). «TRACKING AFRICA'S LARGEST BUTTERFLY ON THE HILLTOPS OF LIBERIA» (em inglês). Newsweek. 1 páginas. Consultado em 24 de fevereiro de 2017
- ↑ a b GOODDEN, Robert (1977). O Mundo Maravilhoso das Borboletas e Mariposas 1ª ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A - indústria e comércio. p. 50. 96 páginas
- ↑ a b c ALLABY, Michael; GARRATT, Richard (2006). Tropical Forests (em inglês). Nova Iorque: Chelsea House Publishing - Google Books. p. 113-114. ISBN 978-0-8160-5322-3. Consultado em 24 de fevereiro de 2017
- ↑ a b Chippendale, Tony (12 de março de 2011). «Papilio antimachus» (em inglês). Flickr. 1 páginas. Consultado em 24 de fevereiro de 2017.
Papilio antimachus has the largest wingspan of any butterfly, an African swallowtail.
- ↑ a b COLLINS, N. Mark; MORRIS, Michael G. (1985). Threatened Swallowtail Butterflies of the World. The IUCN Red Data Book (em inglês). Cambridge: IUCN - Google Books. p. 351-352. ISBN 978-288032-603-6. Consultado em 24 de fevereiro de 2017
- ↑ a b Neubauer, Thomas. «Papilio antimachus (African Giant Swallowtail)» (em inglês). Butterfly corner. 1 páginas. Consultado em 24 de fevereiro de 2017. Arquivado do original em 12 de junho de 2018
- ↑ HOLLAND, William Jacob (1899). The Butterfly Book. A Popular Guide to a Knowledge of the Butterflies of North America (em inglês). [S.l.]: Library of Alexandria - Google Books. Consultado em 24 de fevereiro de 2017


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![A região da África subsariana (em verde) é o habitat da espécie P. antimachus.[1]](./_assets_/0c70a452f799bfe840676ee341124611/Sub-Saharan_Africa.png)