Papa Pedro II

O nome Pedro II, ou Pedro, o Romano, segundo as chamadas "Profecias de São Malaquias", é tradicionalmente associado ao último Papa. Embora atribuídas ao santo irlandês Malaquias (10941148), tais profecias não possuem registro anterior a 1595, quando apareceram pela primeira vez publicadas no livro Lignum Vitae, do monge beneditino Arnold de Wyon. Por essa razão, são amplamente consideradas espúrias e não autênticas.[1]

De acordo com o texto apócrifo, o último Papa seria chamado Petrus Romanus (“Pedro, o Romano”), o qual governaria a Igreja em meio a perseguições intensas, culminando na destruição de Roma ou no fim dos tempos. Esse personagem seria identificado como Pedro II, visto que o primeiro Papa, o Apóstolo São Pedro, jamais teve um sucessor com o mesmo nome.

O Nome Papal

Historicamente, nenhum Papa adotou o título de “Pedro II”, por reverência ao Apóstolo Pedro, a quem Cristo confiou as chaves do Reino dos Céus (Mateus 16:18–19). Considera-se extremamente improvável que algum futuro Pontífice venha a escolher esse nome, em deferência a Pedro, que é a “pedra” sobre a qual Jesus edificou a Igreja.[2]

Apesar disso, diversos Papas tiveram o nome de batismo “Pedro” (Pietro, em italiano). Um exemplo é o Papa Bento XIII (1649 – 1730), nascido Pietro Francesco Orsini. Nesses casos, o nome papal escolhido foi outro, preservando a tradição de não repetir o de São Pedro.

Alguns estudiosos também interpretam simbolicamente a expressão “Pedro, o Romano”: Pedro representaria uma volta às origens da Igreja, à simplicidade e ao testemunho martirial do primeiro Apóstolo. Já Romano poderia indicar a ligação indissociável com Roma, “cidade das sete colinas” e sede do primado petrino.

Conotação apocalíptica

No imaginário popular, o título de “Pedro II” ganhou conotações apocalípticas. O texto atribuído a São Malaquias menciona que, sob esse Papa, a Igreja enfrentaria grandes tribulações, sendo provada até os limites, e que após seu pontificado viria o “Juiz tremendo” para julgar os homens.[2]

Contudo, a Igreja Católica não reconhece valor profético nessas afirmações, que pertencem ao campo da especulação histórica, não ao Magistério.[3]

Ver também

Referências

  1. «A profecia de São Malaquias sobre os papas é verdadeira?». Aleteia. 10 de novembro de 2020. Consultado em 9 de setembro de 2025 
  2. a b «Resigning Pope Brings Doomsday Prophecy». Discovery News. 13 de fevereiro de 2013 
  3. «A profecia de São Malaquias». Padre Paulo Ricardo. 4 de fevereiro de 2013. Consultado em 9 de setembro de 2025