Pante Macassar

| País | |
|---|---|
| Exclave | |
| Capital de | |
| Área |
357,3 km2 |
| Altitude |
0 m |
| Coordenadas |
| População |
8 793 hab. () |
|---|---|
| Densidade |
24,6 hab./km2 () |


Pante Macassar (em tétum Pante Makasar) é uma cidade da costa norte de Timor-Leste, 281 km a oeste de Díli, a capital do país.
A cidade possui cerca de 12 mil habitantes,[1] sendo a capital do município de Oecusse, pequeno território de 815 km² encravado em pleno Timor Ocidental, na Indonésia, e isolado do restante do Timor-Leste.[2]
Origem do nome
Pante Macassar, significa literalmente "praia dos macassares", numa alusão aos negociantes do porto de Macassar, nas Celebes (Sulawesi, em indonésio), que costumavam reunir-se neste ponto.
Localmente, Pante Macassar é também conhecida por Oecussi, que significa literalmente "cântaro de água", e que era o nome de um dos dois reinos originais que formam o actual enclave. O outro era Ambeno.
História
Pante Macassar — mais precisamente Lifau, nos arredores da cidade actual — foi o local onde os portugueses desembarcaram pela primeira vez na ilha de Timor e onde foi estabelecida a primeira capital do Timor Português.[2] Esta situação prolongou-se até 1767, quando a capital da colónia foi transferida para Díli, por conta dos constantes ataques dos holandeses.
No tempo dos portugueses, Pante Macassar foi também conhecida como Vila Taveiro. A sua localização afastada do resto de Timor-Leste, fez com que Oecusse, e especificamente Pante Macassar, fosse a primeira parcela do território timorense a ser ocupada pela Indonésia em 29 de Novembro de 1975.
Em 1999, nos tumultos que acompanharam a realização do referendo pela independência, Pante Macassar foi particularmente fustigada pela acção destruidora das milícias pró-integração, apoiadas pelo exército indonésio. Foram enforcados 65 civis apoiantes da independência e 90 por cento das construções foram incendiadas.
Atualidade
Na actualidade, a cidade não é muito mais do que uma meia dúzia de filas de casas junto a uma praia de águas cristalinas, delimitada por palmeiras. Não há televisão, nem bancos e a criminalidade é praticamente desconhecida. A única estação de rádio funciona apenas quando o velho emissor o permite, e o fornecimento de electricidade está limitado a cinco horas durante a noite. Duas vezes por semana, o isolamento é momentaneamente quebrado com a chegada do ferry-boat que faz a ligação com Díli, numa viagem que demora 12 horas.
A cidade possui também um pequeno aeroporto, que recebe voos regulares com turistas interessados em suas belas praias.[2]
Ver também
- Naimeco FC
Ligações externas
Referências
- ↑ Indonésia e Timor-Leste registam sismo de 5,5 na escala de Richter O País. Pesquisa em 29/01/26
- ↑ a b c Oecusse, o enclave onde tudo começou e cujo futuro ainda parece pouco claro Visão.pt. Pesquisa em 29/01/26